No dia 27 de outubro, os alunos do 5º Ano visitaram a biblioteca. Esta visita guiada iniciou-se com a fábula de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada "A Cegonha e a tartaruga", uma história que fala da importância da leitura para o conhecimento do mundo que nos rodeia. Afinal não é preciso viajar para saber tudo sobre o mundo `nossa volta. A biblioteca ensina, alimenta a nossa sede de conhecimento, ajuda-nos a viajar, mesmo estando no mesmo lugar!
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sexta-feira, 7 de novembro de 2014
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
terça-feira, 4 de novembro de 2014
sexta-feira, 31 de outubro de 2014
Halloween
Hallowen é a Noite das Bruxas, a noite em que há muitos, muitos anos, as pessoas acreditavam que os fantasmas voltavam à Terra em busca de alimento e companhia para levarem para o outro mundo. Para confundir essas almas penadas, quando saiam de casa, usavam máscaras a fim de não serem reconhecidas.
Na Biblioteca, podes ler livros que te contam
histórias de bruxas e fantasmas. Eis alguns:




![[O+Leão,+a+Bruxa+e+o+Guarda-Fatos.jpg]](https://2.bp.blogspot.com/_bU2_mTbEW6Q/SQpe-GJZGSI/AAAAAAAAAMw/R8KxQF35awM/s1600/O%2BLe%C3%83%C2%A3o,%2Ba%2BBruxa%2Be%2Bo%2BGuarda-Fatos.jpg)
Na biblioteca estão expostas mais títulos. Requisita-os e lê-os. Vais ver como são divertidos!
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
Concurso Nacional de Leitura
Com o objetivo central de estimular o treino da leitura e desenvolver competências de expressão escrita e oral, o Plano Nacional de Leitura dá, em 20 de Outubro de 2014, início à 9ª Edição do Concurso Nacional de Leitura (CNL).
São parceiros desta iniciativa a Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB), a Rede das Bibliotecas Escolares (RBE), o Camões - Instituto da Cooperação e da Língua (Camões, IP) e a RTP.
A participação no concurso está aberta aos alunos dos 3º Ciclo e Ensino Secundário das escolas públicas e privadas do Continente e dos Arquipélagos dos Açores e da Madeira, qualquer que seja a sua nacionalidade.
9ª EDIÇÃO - 2014 | 2015
CALENDÁRIO
INSCRIÇÃO - Até 07 Novembro 2014
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20.Out. 2014
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Até 07 Novembro 2014
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Escolas - Preencher
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14 | 18 Novembro 2014
| PNL - Publicação da lista de escolas inscritas |
1ª Fase | PROVAS ESCOLAS - Até 22 Janeiro 2015
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Até 22 Janeiro 2015
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Provas nas Escolas | Apurar vencedores
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Até 22 Janeiro 2015
| Escolas – Preencher |
01 | 05 Fevereiro 2015
| PNL - Publicação da lista de Alunos apurados |
2ª Fase | PROVAS DISTRITAIS - Até 30 Abril 2015
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Até 30 Abril 2015
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Apurar vencedores
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Até 08 Maio 2015
| PNL - Publicação da lista de Alunos apurados |
3ª Fase | FINAL NACIONAL - Junho/Julho 2015
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08 | 12 Maio 2015
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PNL - Divulgação das obras a ler
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Junho | Julho 2015
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PNL - [Regulamento da 3ª Fase] Prova Final
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| (Clicar na imagem para mais informações) |
Concurso "Vamos escrever um conto"
Com os objetivos de
- motivar a Comunidade escolar para a redação de um conto,
- desenvolver competências no âmbito da expressão escrita e da criatividade
- partilhar ideias, experiências, sentimentos e saberes,
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
Felicidade clandestina
Um conto de Clarice Lispector dito por Aracy Balabanian.
Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha um busto enorme, enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse, enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria.
(Retirado daqui.)
Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha um busto enorme, enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse, enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria.
Pouco aproveitava. E nós menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos um
livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como “data natalícia” e “saudade”.
Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingança, chupando balas com
barulho. Como essa menina devia nos odiar, nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas, esguias, altinhas, de cabelos livres. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia.
Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim um tortura chinesa.
Como casualmente, informou-me que possuía As reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato.
Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o,
dormindo-o. E, completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria.
Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança de alegria: eu não vivia, nadava
devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam.
No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez.
Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono da livraria era tranqüilo
e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do “dia seguinte” com ela ia se repetir com meu coração batendo.
E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquanto o
fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra.
Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. Às vezes ela dizia:
pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados.
Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a sua
recusa, apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. Pediu explicações a nós duas. Houve uma confusão silenciosa, entrecortada de palavras pouco elucidativas. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Até que essa mãe boa entendeu. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler!
E o pior para essa mulher não era a descoberta do que acontecia. Devia ser a descoberta
horrorizada da filha que tinha. Ela nos espiava em silêncio: a potência de perversidade de sua filha desconhecida e a menina loura em pé à porta, exausta, ao vento das ruas de Recife. Foi então que, finalmente se refazendo, disse firme e calma para a filha: você vai emprestar o livro agora mesmo. E para mim: “E você fica com o livro por quanto tempo quiser.” Entendem? Valia mais do que me dar o livro: “pelo tempo que eu quisesse” é tudo o que uma pessoa, grande ou pequena, pode ter a ousadia de querer.
Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão. Acho que eu não disse nada. Peguei o livro. Não, não saí pulando como sempre. Saí andando bem devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo.
Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o susto de o ter. Horas depois abri-o, li algumas linhas maravilhosas, fechei-o de novo, fui passear pela casa, adiei ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não sabia onde guardara o livro, achava-o, abria-o por alguns instantes. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre ia ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar... Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada.
Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em
êxtase puríssimo.
Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante.
Ainda o Dia Europeu das Línguas
Os alunos de 6º D, com o apoio da Prof. Artemisa, realizaram estes pequenos filmes a partir da reportagem fotográfica efetuada durante a exposição do Dia Europeu das Línguas.
Deem uma espreitadela!
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
Dia Europeu das Línguas
Celebra-se hoje o Dia Europeu das Línguas. Na nossa escola, os grupos de Línguas Estrangeiras e Português expuseram os trabalhos realizados pelos alunos da E.B. 2,3 e do 1º Ciclo: trabalhos de pesquisa sobre personalidades que se destacaram na Europa e no mundo e marcadores, muitos marcadores, que deram ao átrio da Biblioteca o ar festivo que se pode ver nas fotos.
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
Recomeçar com ânimo, com força!
Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.
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