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segunda-feira, 23 de abril de 2018

Dia Mundial do Livro 2018


O Dia Mundial do Livro é comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de Abril. Pretende anualmente promover o prazer da leitura e o respeito pelos livros e pelos seus autores.​
Esta data foi escolhida com base na tradição catalã segundo a qual, neste dia, os homens oferecem às suas «damas» uma rosa vermelha de S. Jorge e recebem em troca um livro, testemunho das aventuras do cavaleiro. Em simultâneo, é prestada homenagem à obra de grandes escritores, como Shakespeare, Cervantes e Garcilaso de la Vega, falecidos em abril de 1616.
Em 2018, e porque se comemora o Ano Europeu do Património Cultural, a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas quis relacionar a noção de património com o valor cultural e intemporal do Livro e da Leitura. Resultado do conjunto de várias forças, desde o autor ao leitor, passando pelo editor, tradutor, revisor, designer, ilustrador, tipógrafo, livreiro, animador da leitura, o Livro encontra o seu valor intemporal quando é lido e passado de geração em geração, de uma língua para outra língua, de um suporte para outro suporte de leitura.


E tudo era possível.


(Clicar sobre a imagem)

"Este poema de "Homem de Palavra(s)" fala da juventude, desse tempo em que "tudo era possível" para Ruy Belo. Neste episódio do programa "Voz" reencontramos os versos do poeta lidos pelo ator Nuno Lopes. Para ver, ouvir e ler aqui."


E Tudo Era Possível
Na minha juventude antes de ter saído
da casa de meus pais disposto a viajar
eu conhecia já o rebentar do mar

das páginas dos livros que já tinha lido

Chegava o mês de maio era tudo florido
o rolo das manhãs punha-se a circular
e era só ouvir o sonhador falar

da vida como se ela houvesse acontecido
E tudo se passava numa outra vida
e havia para as coisas sempre uma saída
Quando foi isso? Eu próprio não o sei dizer

Só sei que tinha o poder duma criança
entre as coisas e mim havia vizinhança
e tudo era possível era só querer


Ruy Belo
in Homem de Palavra(s)

segunda-feira, 25 de abril de 2016

25 de Abril, o Dia da Liberdade!





No painel da nossa biblioteca, o Dia Mundial do Livro e o 25 de Abril estão ligados! Porque não? O 25 de Abril trouxe a liberdade de expressão, o fim da censura, o fim da perseguição de escritores e livros. 
Estas duas datas estão, a nosso ver, indelevelmente ligadas.

A Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (http://dglab.gov.pt/dia-mundial-livro-2016/), este ano, nesta data, presta homenagem  a alguns autores portugueses: Bocage, Mário de Sá Carneiro; Mário Dionísio e Vergílio Ferreira.

Vergílio Ferreira, a propósito da liberdade deixou escrito:

“Diz NÃO à liberdade que te oferecem, se ela é só a liberdade dos que ta querem oferecer. Porque a liberdade que é tua não passa pelo decreto arbitrário dos outros.”





sábado, 23 de abril de 2016

Hoje é o Dia Mundial do Livro!



O Dia Mundial do Livro é comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de Abril.
Esta data foi escolhida com base na lenda de S. Jorge e o Dragão, adaptada para honrar a velha tradição catalã segundo a qual, neste dia, os cavaleiros oferecem às suas damas uma rosa vermelha de S. Jorge (Sant Jordi) e recebem, em troca, um livro, testemunho das aventuras do heroico cavaleiro.

Em simultâneo, este ano, é prestada homenagem à obra de grandes escritores, como Shakespeare e Cervantes, falecidos em 1616, exatamente em abril, há 400 anos.

A Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (http://dglab.gov.pt/dia-mundial-livro-2016/), este ano presta homenagem  a alguns autores portugueses: Bocage, Mário de Sá Carneiro; Mário Dionísio e Vergílio Ferreira, de quem se celebra o centenário da morte ou nascimento.

Irina Bokova, diretora-geral da UNESCO a propósito do Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, no dia 23 de abril de 2016 fez difundir esta mensagem:.

"Não há nada como um livro.
Um livro é um elo entre o passado e o futuro. É uma ponte entre gerações e entre culturas. É uma força para a criação e a partilha de sabedoria e conhecimento.
Frank Kafka disse uma vez: "um livro deve ser um machado para quebrar os mares congelados dentro de nossa alma”.
Uma janela para a nossa vida interior, os livros também são a porta de entrada para o respeito mútuo e a compreensão entre as pessoas, através de todos os limites e de todas as diferenças. Existindo em todos os meios, os livros incorporam a diversidade do engenho humano, dando forma à riqueza da experiência humana e expressando a busca de sentido e de expressão que todas as mulheres e homens compartilham, que faz todas as sociedades avançarem. Os livros ajudam a entrelaçar a humanidade como uma única família, mantendo um passado em comum, uma história e um património, para criar um destino que é compartilhado, no qual todas as vozes sejam ouvidas no grande coro da aspiração humana.
Isso é o que nós celebramos no Dia Mundial do Livro e Dia dos Direitos Autorais, em parceria com a Associação Internacional de Editores, a Federação Internacional de Livreiros e a Federação Internacional de Associações e Instituições de Bibliotecas – o poder dos livros para estimular a criatividade e fazer avançar o diálogo entre mulheres e homens de todas as culturas. Agradeço a Wroclaw, na Polônia, como a Capital Mundial do Livro de 2016, por seu compromisso com a difusão desta mensagem em todo o mundo.

Isso nunca foi tão importante em um momento em que a cultura está sob ataque, quando a liberdade de expressão está ameaçada, quando a diversidade é desafiada pela intolerância crescente. Em tempos turbulentos, os livros incorporam a capacidade humana de evocar mundos reais e imaginários, assim como de expressá-los em vozes da compreensão, do diálogo e da tolerância. Eles são símbolos da esperança e do diálogo que devemos valorizar e defender."