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sábado, 20 de janeiro de 2018

Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto


"Esquecer o Holocausto, é matar duas vezes"
Elie Wiesel, sobrevivente do Holocausto 
e prémio Nobel da Paz em 1986




“Pensei nos prisioneiros que permaneceram nus com um tempo gelado, afastado das suas famílias, despidos dos seus cabelos enquanto se preparavam para as câmaras de gás. Pensei também nos que eram mantidos vivos apenas para trabalhar até a morte. Acima de tudo, refleti no quão incompreensível o Holocausto permanece hoje. A crueldade foi tão profunda, a sua escala tão grande, a visão dos Nazis tão distorcida e extrema e o extermínio tão organizado e naturalmente calculado.”
(retirado daqui)



O Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto comemora-se no dia 27 de janeiro, pois, nessa data, no ano de 1945, há exatamente 73 anos, os Aliados libertaram o campo de concentração de Auschwitz-Bikernau, símbolo máximo da barbárie e da desumanidade Nazi.
Recordar este período negro da História da Humanidade e assegurar que não se repete é um dever de todos.

Lembremos todas as vítimas do Holocausto, mas celebremos, também, a coragem daqueles que, com risco da própria vida, optaram por fazer o que consideraram ser correto: Aristides de Sousa Mendes, AlbertoTeixeira Branquinho, Carlos Sampaio Garrido ou o Padre Joaquim Carreira.









Na Biblioteca há livros que ajudam a conhecer melhor este tempo duro e amargo da história :




Este é um livro de José Jorge Letria sobre os horrores do holocausto quando as pessoas deixam de ter nome e passam a ser números…
Pode ser lido aqui.

"Aristides de Sousa Mendes (1885-1954) foi o diplomata português que, à revelia de Salazar, emitiu mais de 300 mil passaportes que salvaram outros tantos judeus do terror nazi. “O diplomata português sabia que ia ser punido, mas talvez não tenha previsto a severidade do castigo. Foi-lhe movido um processo disciplinar na sequência do qual ficou proibido de exercer qualquer actividade profissional, o que o levou a morrer na miséria, em 1954, com a família dispersa e sujeita a enormes privações”, ... Pagou a coragem do humanismo com a demissão do cargo, a miséria e a humilhação. A justiça chegou mas tardou. O 25 de Abril de 1974 resgatou o País à ditadura e Aristides ao esquecimento."



"A Segunda Guerra Mundial está em curso. Os tempos são difíceis na Polónia, especialmente para os judeus. Alex é judeu e tem onze anos. Quando a sua mãe desaparece e o pai é “selecionado” pelo exército alemão para ir para um destino desconhecido, Alex, completamente sozinho, é obrigado a refugiar-se num edifício abandonado na Rua dos Pássaros onde vai aguentar um Inverno. Pacientemente, sem pressas, Alex vai sobrevivendo, enquanto espera o regresso do pai. Por um nicho de luz, Alex consegue vislumbrar os escombros, a degradação e miséria total a que aquela terra, outrora tão apetecível, foi votada.

Coragem e valentia não são excecionais em tempo de guerra, mas Alex só tem 11 anos e a sua história é, na verdade, sobre o desejo de alguém vencer a crueldade e a injustiça."



"Heinrich e Jósef conheceram-se na Polónia. Heinrich tinha chegado há pouco tempo da Alemanha, porque o pai não queria que o filho crescesse num país onde então dominavam o ódio, o preconceito, o abuso do poder e todas as formas de fanatismo. Naquele tempo, o homem que tinha subido ao poder resolveu dominar o mundo e perseguir todos aqueles que considerava serem de raças inferiores como os judeus ou os ciganos, e também todas as pessoas que lhe opusessem resistência. Esse homem chamava-se Adolf Hitler. Esta história, escrita com grande sensibilidade, conta-nos como Heinrich, e o seu amigo judeu, Jósef, apesar de tudo o que sofreram, conseguiram manter uma amizade que ficou para a vida. A autora mostra-nos ainda como o amor pelos livros e pela leitura, e a capacidade humana de criar beleza são importantes para promover a paz entre os povos. O Caderno do Avô Heinrich foi considerado um dos melhores livros de 2013 pela jornalista Carla Maia de Almeida."

(Clicar sobre a imagem para ler o livro)

"Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para apoio a projetos relacionados com a História Universal no 3º ciclo.

"Nasci em 1944. Não sei a data exacta do meu nascimento. Não sei que nome me puseram. Não sei em que cidade ou em que país vim ao mundo. Também não sei se tive irmãos. O que sei com certeza, é que quando tinha apenas uns meses me salvei do Holocausto…"

As ilustrações de Roberto Innocenti reforçam os profundos sentimentos que transmite a autora. O seu estilo é absolutamente realista, como fotogramas de um filme: pinta com uma paleta de cinzentos as imagens evocativas da história e reserva a cor para cenas pontuais, jogando com o passado e com o presente."


Podem, também, ser  consultados/requisitados os documentos que pode ver  aqui.

Também o DVD sobre os Direitos Humanos


pode ser requisitado. Nele, cada um dos 30 artigos da Declaração Universal para os Direitos Humanos está disponível como um anúncio, com a duração de trinta segundos a um minuto. Deste DVD faz ainda parte uma curta-metragem que conta a história de um miúdo que luta pelo seu direito de jogar basquetebol.
Estes pequenos filmes podem, também, ser vistos aqui.
Para mais informação ir aqui e aqui.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

1º de Dezembro de 1640, Dia da Restauração

"A dinastia espanhola dos Filipes governou o país entre 1580 e 1640, altura em que o futuro D. João IV liderou uma revolta que afastou os castelhanos do trono.
Foram 120 os conspiradores que, na manhã de 1 de Dezembro de 1640, invadiram o Paço da Ribeira, em Lisboa, para derrubar a dinastia espanhola que governava o país desde 1580. Miguel de Vasconcelos, que representava os interesses castelhanos, foi morto a tiro e atirado pela janela.
Foi do balcão do Paço que foi proclamada a coroação do Duque de Bragança, futuro D. João IV, e foi também dali que foi ordenado o cerco à guarnição militar do Castelo de S. Jorge e a apreensão dos navios espanhóis que se encontravam no porto.
Até ao final de 1640 todas as praças, castelos e vilas com alguma importância tinham declarado a sua fidelidade aos revoltosos.
A restauração da independência só seria reconhecida pelos espanhóis 27 anos depois, com a assinatura do Tratado de Lisboa."

(Clicar sobre a imagem)

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Fernão Mendes Pinto e a Peregrinação


Estreou, no passado dia ,1 o filme de João Botelho, em que é recriada a obra de Fernão Mendes Pinto, "Peregrinação".

" “Em março de 1537, aos 26 ou 28 anos, Fernão Mendes Pinto, fugindo à miséria e estreiteza da sua vida, partiu para a Índia em busca de fama e fortuna”. Assim, no meio de uma terrível tempestade,começa este filme que relata os sucessos e as desventuras deste escritor aventureiro que, no decurso de 21 anos em que esteve no Oriente, foi “13 vezes cativo e 16 ou 17 vendido”. Mas, em vez da fortuna que pretendia, foram-lhe crescendo os trabalhos e os perigos. Aventureiro sim, mas também peregrino, penitente, embaixador, soldado, traficante e escravo, Fernão Mendes Pinto foi tudo e em toda a parte esteve. “Por extraordinária graça de Deus” regressou salvo para nos deixar um extraordinário livro de viagens, numa escrita hábil e fulgurante, carnal e violenta, terra-celeste. Esse livro de viagens editado três dezenas de anos após a sua morte transformou-se no primeiro best-seller da língua portuguesa,sendo traduzido e publicado em todos os reinos da Europa. A PEREGRINAÇÃO que agora vos apresentamos narra pedaços dessa observação aguda, exacerbada, exagerada que, na sua fascinante pressa de contar, aquele aventureiro dos sete mares nos deixou. Desventuras sim (“cada acção tem uma paga, cada pecado um castigo”) mas também sucessos: o cometimento e a grandeza das descobertas ou “achamentos” de outras terras e de outras gentes,no século de oiro da História de Portugal. Um filme de aventuras!"

Sinopse do filme retirado daqui.


Que obra é "Peregrinação"? Quem foi Fernão Mendes Pinto? Em que mundo viveu?

"No século XVI Fernão Mendes Pinto percorreu o Oriente, interdito aos ocidentais até aí. De regresso contou as suas aventuras, num relato que muitos consideraram fantasia. Hoje é consensual o valor histórico e literário do testemunho desta "Peregrinação".


No livro, o autor narra a sua vida, de aventuras e desventuras, e as suas viagens pelo Oriente, ao longo de 21 anos, em relatos  com descrições muito pormenorizadas dos povos, das línguas e das terras por onde passou e onde revela admiração e fascínio pela grandiosidade dessas civilizações.

No Ocidente da época ninguém acreditava que o Oriente fosse assim tão rico e tão diferente quanto a tradições culturais. O autor é acusado por muitos de exagero, tendo ficado célebre o dito popular «Fernão, Mentes? Minto!». Contudo, é hoje indiscutível o valor do seu testemunho, escrito com elementos verídicos e de ficção.

“Peregrinação” torna-se um sucesso, um pouco por toda a Europa da época, pelos conhecimentos amplos sobre o Oriente. Teve dezanove edições, em seis línguas."

Retirado daqui.


(Clicar sobre a imagem para ver o documentário)

Fernão Mendes Pinto "Andou embarcado, foi soldado, corsário, missionário e mercenário. Viajou pelo Oriente português de quinhentos, conheceu a China e o Japão. Foi prisioneiro e escravo, e um dos primeiros aventureiros europeus a contar o Oriente à Europa.

Fernão Mendes Pinto (1510?-1583?) nasceu em Montemor, mas ainda jovem foi para Lisboa, onde ficou ao serviço do Duque D. Jorge, irmão do rei D. João II.
Alguns anos depois parte para a India e nos vinte anos seguintes vai percorrer o mundo vivendo aventuras e procurando fortuna.

Durante esse percurso entra em guerras e missões diplomáticas. Naufraga. É prisioneiro e vendido como escravo.
Conhece Francisco Xavier e torna-se missionário, partindo para o Japão como diplomata, envergando o hábito. Desilude-se dos Jesuítas e regressa às suas deambulações.

Regressado a Portugal casa e tem filhos. Escreve o livro “A Peregrinação”, onde relata as suas deambulações pela Ásia. A obra só será editada 20 anos depois da sua morte.

A última reedição deste livro é constituída por três volumes. Um deles tem a versão original do livro em Português da época. Dos outros, um é a versão em inglês e os restantes, também em inglês – para internacionalizar a obra – trazem anotações e um índice bibliográfico."



Retirado daqui.
(Clicar sobre a imagem para ver o documentário)


"A grande aventura de um português no Oriente constitui a primeira narrativa de viagens portuguesa. Fernão Mendes Pinto vai em busca de fortuna e regressa com histórias que não cabem no imaginário ocidentaI. Que mundo é este da "Peregrinação" quinhentista?

Andavam as caravelas portuguesas na epopeia dos Descobrimentos, quando Fernão Mendes Pinto decide embarcar à procura de novas oportunidades de negócio. A viagem encetada em 1537 irá durar 21 anos, um tempo de venturas e desventuras nos confins da Ásia, onde por 13 vezes é cativo e 17 vezes vendido. O que nenhum ocidental tinha até então observado é por ele relatado na primeira pessoa, espetador e personagem principal  de uma realidade exótica, com povos, culturas , paisagens e animais fantásticos de terras que ficavam do outro lado do mundo.

Fernão Mendes Pinto escreve “Peregrinação”, uma narrativa descritiva, dinâmica e colorida da presença portuguesa no oriente, com informações importantes sobre a história e a geografia de outras civilizações, a que não faltam episódios de crueldade e duras críticas à atuação dos portugueses naquelas paragens e à desmesurada ganância dos homens. A veracidade de alguns relatos foi no entanto posta em causa e, o seu autor, desacreditado e rotulado de mentiroso. Realidade misturada com alguma ficção, certo é que este livro do aventureiro português é comparado em grandiosidade ao poema épico de Luís de Camões, seu contemporâneo.

Seguimos a história desta “Peregrinação” de uma vida, obra-prima publicada no início do século XVII, com sucesso imediato e traduções para as principais línguas europeias, no excerto do documentário “Grandes Livros”."

Retirado daqui.

(Clicar sobre a imagem para ver o documentário)


A RTP realizou um documentário intitulado "Nos Passos de Fernão Mendes Pinto". 


"No âmbito da comemoração dos 500 anos do nascimento de Fernão Mendes Pinto, provavelmente o maior aventureiro português, o autor Gonçalo Cadilhe apresenta um documentário dividido em dois episódios de 50 minutos cada sobre a vida, as viagens e a obra "Peregrinação" de Fernão Mendes Pinto.


O documentário decorre nalguns dos países do Oriente por onde Mendes Pinto passou, nomeadamente Índia, Indonésia, China, Japão, Vietname, Malásia e Cambodja. É portanto um documentário de viagens, num registo informal e mochileiro, em que Gonçalo Cadilhe vai interligando os lugares por onde passa e as experiências que vivencia com temáticas da História de Portugal e Universal do período dos Descobrimentos, com questões polémicas relacionadas com a biografia de Fernão Mendes Pinto e naturalmente com episódios da Peregrinação.

Tal como declara no início do documentário, Gonçalo Cadilhe não pretende reconstituir os itinerários da Peregrinação, tarefa aliás ingrata se não mesmo impossível dadas as imprecisões da obra, nem sequer apresentar uma biografia tout-court de Fernão Mendes Pinto. Pretende-se, isso sim, ?lançar pistas, abrir portas, provocar reflexões? sobre a maior obra de literatura de viagens da língua portuguesa e toda a conjuntura histórica que a envolveu. Para além das cenas ?on the road?, que constituem a principal fatia do documentário, ?Nos Passos de Fernão Mendes Pinto? tem a participação de vários académicos portugueses, da área da História e da Literatura, especializados em Fernão Mendes Pinto."


Retirado daqui.




Depois de conhecermos um pouco da vida de Fernão Mendes Pinto, leiamos e/ou ouçamos, pois, a sua obra, "Peregrinação". 

(Clicar sobre a imagem para ler o livro)



quarta-feira, 1 de novembro de 2017

O terramoto de Lisboa de 1755


(clicar sobre a imagem)

"Foi o mais destrutivo sismo de que há registo no nosso país. A capital portuguesa sofreu grandes estragos e mortandade também devido ao maremoto e ao incêndio que se seguiram. O litoral sul português e o Algarve também foram atingidos.

Na manhã do dia 1 de Novembro de 1755 a terra tremeu durante vários minutos, derrubando edifícios e espalhando os seus destroços por toda a parte.
Minutos depois o rio cresceu pelas ruas da cidade, invadindo a baixa. Muitas pessoas que tinha fugido para as margens do Tejo com o objectivo de escapar aos edifícios que ruíam foram apanhadas pelas águas.
Quando as ondas se retiraram ficaram os incêndios que queimaram o que restava.
Neste extrato de documentário conheça a Lisboa de antes do terramoto, assista a uma simulação do sismo, conheça as suas causas e os seus efeitos."

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Ensina ajuda a preparar os exames!



A época dos exames começou. Esta é uma época em que estudar bem faz toda a diferença. Descansar também é necessário para que o cérebro possa recuperar de todo o esforço desenvolvido nestes dias.

"O Ensina oferece-te um conjunto de recursos que podem ajudar-te a compreender melhor a matéria. Biografias de autores, documentários históricos, infografias ou comentários de especialistas são uma mais-valia para quem se prepara para um dos momentos mais importantes do ano letivo. " (retirado daqui)

No RTP Ensina há recursos para diversas disciplinas que podem ser úteis durante todo o ano, como por exemplo: 

quinta-feira, 16 de março de 2017

Reis e rainhas de Portugal


(Clicar sobre a imagem para aceder ao site.)
"Entre D. Afonso Henriques, que se proclamou rei em 1139, e D. Manuel II, destituído em 1910 após a revolução republicana, Portugal conheceu quatro dinastias em quase 800 anos de história.

Conheça os reis e as rainhas de Portugal numa cronologia que assinala também alguns acontecimentos que tiveram impacto no reino. Nesta cronologia assinalamos o período em que viveram e o período em reinaram. Para além das informações básicas existem também, informações complementares em vídeo ou áudio sobre a quase totalidade destes monarcas.

Saiba como viveram ou morreram, a forma como chegaram ou perderam o poder e também algumas das intrigas e problemas familiares que marcaram as vidas dos nossos reis."


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

“Caravelas e Naus – Um Choque Tecnológico nos séculos XV e XVI”





Caravelas criadas pelos Portugueses comparadas a modernos space shuttle? Pode parecer estranho no dias de hoje em que muitos pensam que os outros países é que são bons! Pois, Portugal foi a principal potência marítima e económica do século XVI. Foram saber a opinião dos melhores historiadores mundiais e os resultados foram surpreendentes. Leia e veja mais aqui.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Há cem anos!


"Desde 1914 que as tropas portuguesas se tinham envolvido em escaramuças e combates com tropas alemãs em Angola e, especialmente, em Moçambique. Apesar destes problemas nunca existiu uma declaração de guerra formal entre os dois países até 1916.
 Quando surgiu o pedido britânico para a apreensão dos navios atracados em portos nacionais desde 1914, o governo agiu de imediato e militares da armada executaram a ação. Há muito que elementos do governo republicano defendiam a entrada no conflito até porque se temia a concretização de um acordo entre as potências beligerantes para a divisão das colónias africanas de Portugal.
 Durante o ano de 1916 assistiu-se à mobilização e treino de cerca de 50 mil homens, constituídas em duas divisões, que começaram a embarcar para França no dia 30 de Janeiro de 1917. 
 As duas divisões cooperando com os britânicos, mas sob um comando independente, enfrentaram grandes dificuldades em várias frentes. Tiveram um treino deficiente. O fardamento, as armas e os alimentos eram fornecidos pelos ingleses, mas nem sempre era do agrado dos homens nas trincheiras.
 Em abril de 1918 a organização militar colapsou durante a batalha de La Lys, quando várias divisões alemãs ultrapassaram as linhas portuguesas, matando, ferindo ou prendendo cerca de sete mil tropas portuguesas. O que restava das unidades foi colocado sob comando britânico e, até ao final do conflito, não voltaria a ter um papel relevante no conflito."
Ver mais informação AQUI.




O livro de José Eduardo dos Santos "A filha do capitão" , tem como cenário de fundo a 1ª Guerra Mundial e a participação dos portugueses nessa guerra. (Para ler este livro clicar sobre a imagem)

Sérgio Veludo Coelho, perito em história militar, conta: "O livro denota um trabalho muito sério quanto às preocupações pelo rigor histórico. Uma condição raramente contemplada nos autores portugueses, exceptuando livros de Álvaro Guerra como ‘Razões do Coração’ ou ‘O Cerco do Porto’”, confessou ao CM Sérgio Coelho. Defendendo que Portugal acabou por desejar entrar na 1.ª Guerra Mundial, como solução para a precaridade do regime monárquico e a crise interna que então vivia, o historiador lembra que os cerca de 50 mil homens que integraram o contingente português até nem dispunham de equipamento tão obsoleto como por vezes se faz crer: “Era fornecido pelos ingleses”, que comandavam. A frente para onde foram deslocados, sublinha o historiador, “era muito complicada”. Em La Lys teremos sofrido 398 baixas e cerca de 6600 homens foram feitos prisioneiros. “Estavam exaustos após seis meses nas trincheiras e os alemães bem o sabiam e, após os bombardeamentos, investiram contra as nossas linhas e só foram parados oito quilómetros depois, pelos ingleses”. (Retirado daqui.)

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto




No dia 27 de janeiro celebra-se o Dia Internacional em Memória da Vítimas do Holocausto. A escolha do dia não surge por acaso: foi precisamente na tarde de 27 de Janeiro de 1945 que o Exército Soviético chegou a Auschwitz-Birkenau, o maior e o mais mortífero centro de extermínio do III Reich.
A Biblioteca não pode deixar de lembrar este dia que marcou o princípio do fim de uma crime contra a Humanidade. 
Assim, e porque é proibido esquecer , aconselhamos a leitura de alguns livros e/ou visionamento de filmes existentes na Biblioteca e presentes na exposição bibliográfica na Biblioteca.




"A história do século XX ficou tragicamente marcada pela existência de campos de concentração nazis em que morreram mais de seis milhões de pessoas. Nunca a crueldade humana atingira antes níveis tão aterradores. A obra de José Jorge Letria pretende, acima de tudo, reavivar as memórias do holocausto. Este episódio histórico é considerado por este jornalista como a maior vergonha da Humanidade.
“Campos de Lágrimas” tem como cenário central o campo de concentração de Buchenwald, na Alemanha. Uma família portuguesa visita o campo e a cidade de Weimar, situada a apenas oito quilómetros, para reencontrar a memória de um familiar que ali morreu depois de ter combatido na Guerra Civil de Espanha e de se ter exilado em França.
A visita a Buchenwald é o pretexto para se falar de outros campos de horror criados pelos nazis e de forma como seres humanos, em determinadas situações, são capazes de torturar, humilhar e matar em massa os seus semelhantes."
Livro recomendado para o 3º ciclo, destinado a leitura autónoma.
"Ao regressar da escola um dia, Bruno constata que as suas coisas estão a ser empacotadas. O seu pai tinha sido promovido no trabalho e toda a família tem de deixar a luxuosa casa onde vivia e mudar-se para outra cidade, onde Bruno não encontra ninguém com quem brincar nem nada para fazer. Pior do que isso, a nova casa é delimitada por uma vedação de arame que se estende a perder de vista e que o isola das pessoas que ele consegue ver, através da janela, do outro lado da vedação, as quais, curiosamente, usam todas um pijama às riscas. Como Bruno adora fazer explorações, certo dia, desobedecendo às ordens expressas do pai, resolve investigar até onde vai a vedação. É então que encontra um rapazinho mais ou menos da sua idade, vestido com o pijama às riscas que ele já tinha observado, e que em breve se torna o seu melhor amigo…"


"Escrito entre 12 de junho de 1942 e 1 de agosto de 1944, O Diário de Anne Frank foi publicado pela primeira vez em 1947, por iniciativa de seu pai, revelando ao mundo o dia a dia de dois longos anos de uma adolescente forçada a esconder-se, juntamente com a sua família e um grupo de outros judeus, durante a ocupação nazi da cidade de Amesterdão.
Todos os que se encontravam naquele pequeno anexo secreto acabaram por ser presos em agosto de 1944, e em março de 1945 Anne Frank morreu no campo de concentração de Bergen-Belsen, a escassos dois meses do final da guerra na Europa. O seu diário tornar-se-ia um dos livros de não ficção mais lidos em todo o mundo, testemunho incomparável do terror da guerra e do fulgor do espírito humano."






"Mouschi existiu realmente e foi levado para o anexo por Peter van Pels, um jovem companheiro de cativeiro de Anne Frank. O dia-a-dia no anexo, a rotina de um grupo de pessoas refugiadas do terror nazi e a esperança numa libertação que acabou por não chegar, são assim contados neste livro por um animal de estimação que se transformou em testemunha singular de uma tragédia humana."


Livro recomendado para o 5º ano de escolaridade, destinado a leitura orientada.
"Revisitação biográfica do percurso de Anne Frank, com especial atenção para a época da perseguição nazi aos judeus e para a adolescência de Anne até à sua captura, o texto e as imagens que compõem este livro permitem aproximar o leitor infantil contemporâneo da realidade terrível da segunda guerra mundial, chamando a atenção para a questão das perseguições religiosas e do próprio holocausto. De alguma forma, está implícita a ideia de que este não é um tema tabu e que o seu tratamento junto das crianças tem implicações pedagógicas. As ilustrações de Angela Barrett são particularmente bem conseguidas pelo rigor e preocupação de pormenor, recriando de forma realista as principais cenas e momentos da diegese, conferindo cor local e verosimilhança ao relato centrado numa adolescente marcante da História e da Literatura contemporânea." Ver miolo aqui.







"Na noite de 13 de Dezembro de 1943, Primo Levi, um jovem químico membro da resistência, é detido pelas forças alemãs. Tendo confessado a sua ascendência judaica, é deportado para Auschwitz em Fevereiro do ano seguinte; aí permanecerá até finais de Janeiro de 1945, quando o campo é finalmente libertado. 
Da experiência no campo nasce o escritor que neste livro relata, sem nunca ceder à tentação do melodrama e mantendo-se sempre dentro dos limites da mais rigorosa objectividade, a vida no Lager e a luta pela sobrevivência num meio em que o homem já nada conta. 
Se Isto é um Homem tornou-se rapidamente um clássico da literatura italiana e é, sem qualquer dúvida, um dos livros mais importantes da vastíssima produção literária sobre as perseguições nazis aos judeus."



"A Lista de Schindler é um livro/filme norte-americano de 1993 sobre Oskar Schindler, um empresário alemão que salvou a vida de mais de mil judeus durante o Holocausto ao empregá-los na sua fábrica."


"A produção que melhor explica o Nazismo e suas consequências é a minissérie americana “Holocausto“. Lançada em 1978 e tendo ninguém menos do que Meryl Streep entre os protagonistas, a minissérie narra como o partido nazi conseguiu disseminar o ódio contra os judeus por toda a Europa. A família Weiss serve para mostrar todo o sistema da época: a vida no gueto de Varsóvia, a criação das câmaras de gás, como funcionava cada campo de concentração, a ação do exército russo, a decadência do terceiro reich e a pós-libertação dos judeus."


"Durante a Segunda Guerra Mundial na Itália, o judeu Guido (Roberto Benigni) e seu filho Giosué são levados para um campo de concentração nazi. Afastado da mulher, ele tem que usara sua imaginação para fazer o menino acreditar que estão participando de uma grande brincadeira, com o intuito de o  proteger do terror e da violência que os cercam."



"O pinhal continua lá nos nossos dias. Das mulheres e das crianças, tudo o que resta é esta fotografia.
Este livro descreve o que alguns seres humanos são capazes de fazer a outros seres humanos quando os valores democráticos são destruídos e substituídos por uma ideologia que defende a intolerância, o ódio e a violência.
O livro apresenta os factos relativos ao Holocausto e tenta explicar como é que o inimaginável se tornou realidade."

A revista História publicou um artigo sobre Auschwitz.




Artigos do Jornal "O Público" sobre o Holocausto podem ser lidos aqui e vale a pena ver o documentário "A noite cairá", colocado mais abaixo, após a sinopse do mesmo.

"Ao percorrer a Europa, numa série de ofensivas militares contra a Alemanha nazi durante os anos de 1944/45, os Aliados depararam-se com campos de concentração onde viviam encarceradas dezenas de milhares de pessoas, sob todo o tipo de privações, malnutrição e doenças. Nessa altura, o mundo defrontou-se com horrores indizíveis. A 27 de Janeiro de 1945, os soviéticos chegaram a Auschwitz, na Polónia, o maior dos campos de concentração e extermínio. Os poucos sobreviventes ao brutal regime de trabalho escravo e à falta de alimentos tiveram de enfrentar um longo e árduo caminho de recuperação e muitos deles acabaram por morrer posteriormente. Quando o produtor britânico Sidney Bernstein convidou o realizador Alfred Hitchcock para supervisionar a montagem de imagens recolhidas no terreno, fê-lo porque queria deixar algo para memória futura. Fê-lo para que a História recordasse o que os soldados – norte-americanos, soviéticos e britânicos – haviam encontrado ao longo do percurso de libertação da Europa. Filmadas por militares treinados para operar câmaras, seriam usadas em julgamentos como prova dos crimes de guerra ou incluídas parcialmente em jornais noticiosos. Porém, com o fim da guerra, as forças de ocupação mudaram a sua política e, em vez de confrontar a Alemanha com a culpa, escolheram instalar a confiança para tornar possível a reconstrução do pós-Guerra. Nesse contexto, o filme de Bernstein tornou-se politicamente inconveniente e, por esse motivo, "Memory of the Camps", foi arquivado.
Com realização e argumento de Andre Singer e com narração da actriz Helena Bonham Carter, "A Noite Cairá" segue o percurso de "Memory of the Camps", o documentário de Sidney Bernstein que ficou também conhecido como o "Hitchcock perdido"." PÚBLICO




E, houve portugueses nos campos de concentração? O jornal Público fez um trabalho de investigação e descobriu que houve realmente portugueses enviados para os campos de concentração. Ler aqui.




Vós que viveis tranquilos

Nas vossas casas aquecidas,
Vós que encontrais regressando à noite
Comida quente e rostos amigos: 
Considerai se isto é um homem 
Quem trabalha na lama 
Quem não conhece paz 
Quem luta por meio pão
Quem morre por um sim ou por um não.
Considerai se isto é uma mulher,
Sem cabelos e sem nome 
Sem mais força para recordar
Vazios os olhos e frio o regaço 
Como uma rã no inverno.
Meditai que isto aconteceu:
Recomendo-vos estas palavras.
Esculpi-as no vosso coração
Estando em casa andando pela rua,
Ao deitar-vos e ao levantar-vos;
Repeti-as aos vossos filhos. 
Ou então que desmorone a vossa casa, 
Que a doença vos entreve, 
Que os vossos filhos vos virem a cara.

                                                 Primo Levi



quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

70º Aniversário da libertação do campo de concentração de Auschwitz



Celebrou-se o 70º Aniversário da libertação do campo de concentração de Auschwitz, um campo de morte onde morreram mais de 1,3 milhões de pessoas
Nesta data, a BE preparou uma pequena exposição bibliográfica sobre a II Guerra Mundial.



A lista dos documentos sobre o tema existentes na BE e disponibilizada abaixo, pode ser descarregada e/ou impressa.



domingo, 9 de novembro de 2014

25º aniversário da queda do Muro de Berlim






Faz hoje 25 anos que o Muro de Berlim caiu. O Muro de Berlim, também apelidado de muro da vergonha, cuja construção se iniciou a 13 de Agosto de 1961 chegou a ter mais de 150km e dividia a Alemanha em dois blocos. De um lado, ficava a República Federal da Alemanha (RFA) e, do outro, a República Democrática Alemã (RDA). Ao longo dos anos, muitas pessoas foram mortas ao tentar atravessar o Muro.  A 9 de novembro de 1989, 28 anos depois, o Muro foi derrubado por centenas de milhares de manifestantes. A queda do muro de Berlim  colocou um ponto final na Guerra Fria e iniciou o processo de reintegração das duas Alemanhas. 
O artigo de António Araújo, no Observador, faz uma lista bibliográfica indispensável para quem quer saber mais sobre a Alemanha de Leste aqui.
Também aqui se enumera uma série de filmes sobre o Muro e a RDA.