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sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

1º de Dezembro de 1640, Dia da Restauração

"A dinastia espanhola dos Filipes governou o país entre 1580 e 1640, altura em que o futuro D. João IV liderou uma revolta que afastou os castelhanos do trono.
Foram 120 os conspiradores que, na manhã de 1 de Dezembro de 1640, invadiram o Paço da Ribeira, em Lisboa, para derrubar a dinastia espanhola que governava o país desde 1580. Miguel de Vasconcelos, que representava os interesses castelhanos, foi morto a tiro e atirado pela janela.
Foi do balcão do Paço que foi proclamada a coroação do Duque de Bragança, futuro D. João IV, e foi também dali que foi ordenado o cerco à guarnição militar do Castelo de S. Jorge e a apreensão dos navios espanhóis que se encontravam no porto.
Até ao final de 1640 todas as praças, castelos e vilas com alguma importância tinham declarado a sua fidelidade aos revoltosos.
A restauração da independência só seria reconhecida pelos espanhóis 27 anos depois, com a assinatura do Tratado de Lisboa."

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segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Fernão Mendes Pinto e a Peregrinação


Estreou, no passado dia ,1 o filme de João Botelho, em que é recriada a obra de Fernão Mendes Pinto, "Peregrinação".

" “Em março de 1537, aos 26 ou 28 anos, Fernão Mendes Pinto, fugindo à miséria e estreiteza da sua vida, partiu para a Índia em busca de fama e fortuna”. Assim, no meio de uma terrível tempestade,começa este filme que relata os sucessos e as desventuras deste escritor aventureiro que, no decurso de 21 anos em que esteve no Oriente, foi “13 vezes cativo e 16 ou 17 vendido”. Mas, em vez da fortuna que pretendia, foram-lhe crescendo os trabalhos e os perigos. Aventureiro sim, mas também peregrino, penitente, embaixador, soldado, traficante e escravo, Fernão Mendes Pinto foi tudo e em toda a parte esteve. “Por extraordinária graça de Deus” regressou salvo para nos deixar um extraordinário livro de viagens, numa escrita hábil e fulgurante, carnal e violenta, terra-celeste. Esse livro de viagens editado três dezenas de anos após a sua morte transformou-se no primeiro best-seller da língua portuguesa,sendo traduzido e publicado em todos os reinos da Europa. A PEREGRINAÇÃO que agora vos apresentamos narra pedaços dessa observação aguda, exacerbada, exagerada que, na sua fascinante pressa de contar, aquele aventureiro dos sete mares nos deixou. Desventuras sim (“cada acção tem uma paga, cada pecado um castigo”) mas também sucessos: o cometimento e a grandeza das descobertas ou “achamentos” de outras terras e de outras gentes,no século de oiro da História de Portugal. Um filme de aventuras!"

Sinopse do filme retirado daqui.


Que obra é "Peregrinação"? Quem foi Fernão Mendes Pinto? Em que mundo viveu?

"No século XVI Fernão Mendes Pinto percorreu o Oriente, interdito aos ocidentais até aí. De regresso contou as suas aventuras, num relato que muitos consideraram fantasia. Hoje é consensual o valor histórico e literário do testemunho desta "Peregrinação".


No livro, o autor narra a sua vida, de aventuras e desventuras, e as suas viagens pelo Oriente, ao longo de 21 anos, em relatos  com descrições muito pormenorizadas dos povos, das línguas e das terras por onde passou e onde revela admiração e fascínio pela grandiosidade dessas civilizações.

No Ocidente da época ninguém acreditava que o Oriente fosse assim tão rico e tão diferente quanto a tradições culturais. O autor é acusado por muitos de exagero, tendo ficado célebre o dito popular «Fernão, Mentes? Minto!». Contudo, é hoje indiscutível o valor do seu testemunho, escrito com elementos verídicos e de ficção.

“Peregrinação” torna-se um sucesso, um pouco por toda a Europa da época, pelos conhecimentos amplos sobre o Oriente. Teve dezanove edições, em seis línguas."

Retirado daqui.


(Clicar sobre a imagem para ver o documentário)

Fernão Mendes Pinto "Andou embarcado, foi soldado, corsário, missionário e mercenário. Viajou pelo Oriente português de quinhentos, conheceu a China e o Japão. Foi prisioneiro e escravo, e um dos primeiros aventureiros europeus a contar o Oriente à Europa.

Fernão Mendes Pinto (1510?-1583?) nasceu em Montemor, mas ainda jovem foi para Lisboa, onde ficou ao serviço do Duque D. Jorge, irmão do rei D. João II.
Alguns anos depois parte para a India e nos vinte anos seguintes vai percorrer o mundo vivendo aventuras e procurando fortuna.

Durante esse percurso entra em guerras e missões diplomáticas. Naufraga. É prisioneiro e vendido como escravo.
Conhece Francisco Xavier e torna-se missionário, partindo para o Japão como diplomata, envergando o hábito. Desilude-se dos Jesuítas e regressa às suas deambulações.

Regressado a Portugal casa e tem filhos. Escreve o livro “A Peregrinação”, onde relata as suas deambulações pela Ásia. A obra só será editada 20 anos depois da sua morte.

A última reedição deste livro é constituída por três volumes. Um deles tem a versão original do livro em Português da época. Dos outros, um é a versão em inglês e os restantes, também em inglês – para internacionalizar a obra – trazem anotações e um índice bibliográfico."



Retirado daqui.
(Clicar sobre a imagem para ver o documentário)


"A grande aventura de um português no Oriente constitui a primeira narrativa de viagens portuguesa. Fernão Mendes Pinto vai em busca de fortuna e regressa com histórias que não cabem no imaginário ocidentaI. Que mundo é este da "Peregrinação" quinhentista?

Andavam as caravelas portuguesas na epopeia dos Descobrimentos, quando Fernão Mendes Pinto decide embarcar à procura de novas oportunidades de negócio. A viagem encetada em 1537 irá durar 21 anos, um tempo de venturas e desventuras nos confins da Ásia, onde por 13 vezes é cativo e 17 vezes vendido. O que nenhum ocidental tinha até então observado é por ele relatado na primeira pessoa, espetador e personagem principal  de uma realidade exótica, com povos, culturas , paisagens e animais fantásticos de terras que ficavam do outro lado do mundo.

Fernão Mendes Pinto escreve “Peregrinação”, uma narrativa descritiva, dinâmica e colorida da presença portuguesa no oriente, com informações importantes sobre a história e a geografia de outras civilizações, a que não faltam episódios de crueldade e duras críticas à atuação dos portugueses naquelas paragens e à desmesurada ganância dos homens. A veracidade de alguns relatos foi no entanto posta em causa e, o seu autor, desacreditado e rotulado de mentiroso. Realidade misturada com alguma ficção, certo é que este livro do aventureiro português é comparado em grandiosidade ao poema épico de Luís de Camões, seu contemporâneo.

Seguimos a história desta “Peregrinação” de uma vida, obra-prima publicada no início do século XVII, com sucesso imediato e traduções para as principais línguas europeias, no excerto do documentário “Grandes Livros”."

Retirado daqui.

(Clicar sobre a imagem para ver o documentário)


A RTP realizou um documentário intitulado "Nos Passos de Fernão Mendes Pinto". 


"No âmbito da comemoração dos 500 anos do nascimento de Fernão Mendes Pinto, provavelmente o maior aventureiro português, o autor Gonçalo Cadilhe apresenta um documentário dividido em dois episódios de 50 minutos cada sobre a vida, as viagens e a obra "Peregrinação" de Fernão Mendes Pinto.


O documentário decorre nalguns dos países do Oriente por onde Mendes Pinto passou, nomeadamente Índia, Indonésia, China, Japão, Vietname, Malásia e Cambodja. É portanto um documentário de viagens, num registo informal e mochileiro, em que Gonçalo Cadilhe vai interligando os lugares por onde passa e as experiências que vivencia com temáticas da História de Portugal e Universal do período dos Descobrimentos, com questões polémicas relacionadas com a biografia de Fernão Mendes Pinto e naturalmente com episódios da Peregrinação.

Tal como declara no início do documentário, Gonçalo Cadilhe não pretende reconstituir os itinerários da Peregrinação, tarefa aliás ingrata se não mesmo impossível dadas as imprecisões da obra, nem sequer apresentar uma biografia tout-court de Fernão Mendes Pinto. Pretende-se, isso sim, ?lançar pistas, abrir portas, provocar reflexões? sobre a maior obra de literatura de viagens da língua portuguesa e toda a conjuntura histórica que a envolveu. Para além das cenas ?on the road?, que constituem a principal fatia do documentário, ?Nos Passos de Fernão Mendes Pinto? tem a participação de vários académicos portugueses, da área da História e da Literatura, especializados em Fernão Mendes Pinto."


Retirado daqui.




Depois de conhecermos um pouco da vida de Fernão Mendes Pinto, leiamos e/ou ouçamos, pois, a sua obra, "Peregrinação". 

(Clicar sobre a imagem para ler o livro)



quarta-feira, 1 de novembro de 2017

O terramoto de Lisboa de 1755


(clicar sobre a imagem)

"Foi o mais destrutivo sismo de que há registo no nosso país. A capital portuguesa sofreu grandes estragos e mortandade também devido ao maremoto e ao incêndio que se seguiram. O litoral sul português e o Algarve também foram atingidos.

Na manhã do dia 1 de Novembro de 1755 a terra tremeu durante vários minutos, derrubando edifícios e espalhando os seus destroços por toda a parte.
Minutos depois o rio cresceu pelas ruas da cidade, invadindo a baixa. Muitas pessoas que tinha fugido para as margens do Tejo com o objectivo de escapar aos edifícios que ruíam foram apanhadas pelas águas.
Quando as ondas se retiraram ficaram os incêndios que queimaram o que restava.
Neste extrato de documentário conheça a Lisboa de antes do terramoto, assista a uma simulação do sismo, conheça as suas causas e os seus efeitos."

quinta-feira, 16 de março de 2017

Reis e rainhas de Portugal


(Clicar sobre a imagem para aceder ao site.)
"Entre D. Afonso Henriques, que se proclamou rei em 1139, e D. Manuel II, destituído em 1910 após a revolução republicana, Portugal conheceu quatro dinastias em quase 800 anos de história.

Conheça os reis e as rainhas de Portugal numa cronologia que assinala também alguns acontecimentos que tiveram impacto no reino. Nesta cronologia assinalamos o período em que viveram e o período em reinaram. Para além das informações básicas existem também, informações complementares em vídeo ou áudio sobre a quase totalidade destes monarcas.

Saiba como viveram ou morreram, a forma como chegaram ou perderam o poder e também algumas das intrigas e problemas familiares que marcaram as vidas dos nossos reis."


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

“Caravelas e Naus – Um Choque Tecnológico nos séculos XV e XVI”





Caravelas criadas pelos Portugueses comparadas a modernos space shuttle? Pode parecer estranho no dias de hoje em que muitos pensam que os outros países é que são bons! Pois, Portugal foi a principal potência marítima e económica do século XVI. Foram saber a opinião dos melhores historiadores mundiais e os resultados foram surpreendentes. Leia e veja mais aqui.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Há cem anos!


"Desde 1914 que as tropas portuguesas se tinham envolvido em escaramuças e combates com tropas alemãs em Angola e, especialmente, em Moçambique. Apesar destes problemas nunca existiu uma declaração de guerra formal entre os dois países até 1916.
 Quando surgiu o pedido britânico para a apreensão dos navios atracados em portos nacionais desde 1914, o governo agiu de imediato e militares da armada executaram a ação. Há muito que elementos do governo republicano defendiam a entrada no conflito até porque se temia a concretização de um acordo entre as potências beligerantes para a divisão das colónias africanas de Portugal.
 Durante o ano de 1916 assistiu-se à mobilização e treino de cerca de 50 mil homens, constituídas em duas divisões, que começaram a embarcar para França no dia 30 de Janeiro de 1917. 
 As duas divisões cooperando com os britânicos, mas sob um comando independente, enfrentaram grandes dificuldades em várias frentes. Tiveram um treino deficiente. O fardamento, as armas e os alimentos eram fornecidos pelos ingleses, mas nem sempre era do agrado dos homens nas trincheiras.
 Em abril de 1918 a organização militar colapsou durante a batalha de La Lys, quando várias divisões alemãs ultrapassaram as linhas portuguesas, matando, ferindo ou prendendo cerca de sete mil tropas portuguesas. O que restava das unidades foi colocado sob comando britânico e, até ao final do conflito, não voltaria a ter um papel relevante no conflito."
Ver mais informação AQUI.




O livro de José Eduardo dos Santos "A filha do capitão" , tem como cenário de fundo a 1ª Guerra Mundial e a participação dos portugueses nessa guerra. (Para ler este livro clicar sobre a imagem)

Sérgio Veludo Coelho, perito em história militar, conta: "O livro denota um trabalho muito sério quanto às preocupações pelo rigor histórico. Uma condição raramente contemplada nos autores portugueses, exceptuando livros de Álvaro Guerra como ‘Razões do Coração’ ou ‘O Cerco do Porto’”, confessou ao CM Sérgio Coelho. Defendendo que Portugal acabou por desejar entrar na 1.ª Guerra Mundial, como solução para a precaridade do regime monárquico e a crise interna que então vivia, o historiador lembra que os cerca de 50 mil homens que integraram o contingente português até nem dispunham de equipamento tão obsoleto como por vezes se faz crer: “Era fornecido pelos ingleses”, que comandavam. A frente para onde foram deslocados, sublinha o historiador, “era muito complicada”. Em La Lys teremos sofrido 398 baixas e cerca de 6600 homens foram feitos prisioneiros. “Estavam exaustos após seis meses nas trincheiras e os alemães bem o sabiam e, após os bombardeamentos, investiram contra as nossas linhas e só foram parados oito quilómetros depois, pelos ingleses”. (Retirado daqui.)