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segunda-feira, 26 de junho de 2017

Juliana, a história de uma mulher que fez o seu destino!



"Os cientistas dizem que somos feitos de átomos, mas um passarinho contou-me que somos feitos de histórias"
Eduardo Galeano

E, porque acredito verdadeiramente nesta afirmação, aqui está a história de Juliana contada por  Luís Correia Carmelo,na sua cativante maneira de contar histórias!!


 


"Luís Correia Carmelo nasceu em Lisboa em 1976, mas foi no Brasil que cresceu até 1991. É licenciado em Estudos Teatrais, Mestre em Estudos Portugueses (Representações da Morte no Conto Tradicional Português, Colibri, 2011) e Doutor em Artes, Cultura e Comunicação, com a tese Narração Oral: uma arte performativa. Colabora com o Instituto de Estudos de Literatura Tradicional da Universidade Nova de Lisboa e o Centro de Investigação em Artes e Comunicação da Universidade do Algarve.
Conta histórias desde 2003, em bibliotecas, escolas, associações, teatros e festivais, em Portugal e no estrangeiro. Criou projectos como os Contapetes, os Contapetes Bebés, a Barraquinha dos Contos, as Contatinas, entre outros. Ograniza encontros e conferências dedicadas à narração oral, tais como as duas edições de Narração Oral: Instrumento, Tradição e Arte, em Évora e Faro, ou Tales - Aprender com as histórias na sala de aula, em Beja."
(Retirado daqui.) 




segunda-feira, 13 de março de 2017

Histórias para ouvir!


AEIOUVI - Lê-se A-E-I-OUVI.
Porque são letras que se unem para formar palavras.
Palavras que se juntam para fazer sons.
Sons que juntos contam histórias.
- - - -
Podes entrar sem bater à porta, viajar, voar, sentir bem de perto!
Ou apenas ficar sem falar e sentir ao teu jeito...
Vamos contar-te histórias de outros tempos e de agora:
brincar com nomes, verbos, frases, histórias e canções que podes guardar…
guardar tudo sem segredo!
Porque o riso e o espanto ou até o medo, um dia, vais partilhar também…
- - - -
Produzimos e musicamos audiolivros de contos e histórias infantis e juvenis.
Contamos e Cantamos."



Nasceu mais um sítio para ouvir histórias. Para aceder ir por aqui.
Em Histórias nas nuvens, no lado direito,  foi colocado mais um link para AEIOUVI.


quinta-feira, 9 de março de 2017

O Som dos Livros




Em Histórias nas nuvens, no lado direito,  foi colocado mais um link para "O Som dos Livros", um sítio onde se pode entrar e ouvir uma história.

"“O Som dos Livros”, é um novo projeto da Rede de Bibliotecas de Tondela, que em parceria com a Rádio Emissora das Beiras, promove semanalmente a leitura e procura incrementar o gosto pelos livros.

Através das ondas da Rádio, as histórias vão para o ar todas as quartas-feiras, pouco depois das 9 horas da manhã, com repetição aos sábados, entre as 12 e as 13 horas."

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Quando a raiva cresce!



"A história da raiva pode resumir-se assim: começa pequenina, vai crescendo, primeiro alimentando-se de si própria, depois, de muitas outras coisas, ficando surda e cega até se tornar enorme, enorme e explodir, destruindo tudo à volta. “No início, era só uma raivinha à toa. Uma coisa tonta, que nem tinha razão de ser, mas que, mesmo assim, era”, descreve a autora."

"OuVer" aqui.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Livros para "ouver"!


O jornal Público, no blogue Letra Pequena convidou autores, ilustradores, tradutores para lerem os seus livros. Uma ideia fantástica (achamos nós) que não impede, antes motiva para a leitura de todos os títulos. Pode aceder aos mesmos aqui.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

APP "As minhas histórias"



As minhas histórias.
Esta é uma aplicação em português, para Android,  com histórias infantis para ler em família, com possibilidade de responder a pequenas perguntas sobre cada história.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Quem gosta de ouvir contar histórias?




"- Pai, mãe, quem é que me vai contar uma história antes de dormir?
E se, hoje, forem os Contadores de Histórias?"

Pois, eles aqui estão!!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Histórias em viagem





Os coordenadores das Bibliotecas da E.B.2,3 e do Outeiro têm levado histórias aos alunos do 1º Ciclo. Têm sido narradas histórias das metas que também podem ser lidas seguindo os links abaixo:




Ler "O cão e o gato" de António Torrado aqui.

(ler aqui.)


(Ler o livro aqui e ver o filme aqui.)

terça-feira, 19 de maio de 2015

"A princesa e a ervilha" de Hans Christian Andersen.

















Os alunos e alunas do 4º ano, da EB1 da Estrada, ouviram a história "A princesa e a ervilha" de Hans Christian Andersen. Gostaram da história e ilustraram-na. Aqui estão alguns dos desenhos:


quarta-feira, 6 de maio de 2015

Das histórias se faz História




As histórias marcaram o início da Semana da Leitura. A Ana Beatriz de 9º Ano deliciou os professores com uma história de amor maravilhosa que ainda hoje, muitos anos volvidos faz sonhar os portugueses. Efetivamente, a trágica paixão entre D. Pedro I e D. Inês de Castro continua a comover-nos pela sua força, intemporalidade e por todos os sentimentos envolvidos: intriga, ódio, inveja, conflito de interesses, amor. 

Inês de Castro, coroada depois de morta - ler mais aqui.


quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Bru Junça nos Jardins de Infância do agrupamento

A Ângela do JI de Jovim redigiu este texto relatando a visita da contadora de histórias Bru Junça.


"O JI de Jovim recebeu a visita da contadora de histórias Bru Junça que contou várias histórias, encadeando o mesmo personagem em diferentes contextos temporais e situacionais. Ambos os grupos do JI de Jovim deliraram com a beleza expressiva e cativante que a Bru revelou em cada momento de entoação, reflexão e diálogo marcado pelas diferentes histórias apresentadas e exploradas interativamente com as crianças. Todavia, as crianças também tiveram oportunidade de acompanhar a narração das histórias com canções e melodias entoadas pela voz da autora e ao som da viola.
Foi sem dúvida uma manhã deveras gratificante que revelou, o quanto é importante a literacia e o fascínio de saber escutar histórias com a simplicidade de quem quer transmitir mensagens para serem refletidas, interpretadas e descodificadas por quem escuta com o mesmo encanto de as relembrar e posteriormente, comunicar e descrevê-las a outros.
Na verdade, a finalidade de contar histórias requer a magia de proporcionar ao público ouvinte momentos de diálogo, reflexão e sonho tão imprescindíveis para a libertação de sentimentos e emoções. Como defende Satre: “O homem é sempre um contador de histórias. Ele vê tudo o que acontece através delas. E, ele tenta viver a sua vida como se estivesse contando uma história.”

Para reforçar o quanto é marcante estes encontros com a literacia, os registos gráficos das crianças falam por si, o momento mágico que a Biblioteca do Agrupamento (BECRE) e a Bru Junça lhes proporcionaram."








domingo, 16 de novembro de 2014

Há quanto tempo ninguém lhe conta uma história ao ouvido?

Por considerar uma atividade interessante coloco aqui no blogue esta iniciativa.
 
"No dia 18 de novembro, das 8 da manhã às 8 da noite, quem telefonar para Escrever Escrever poderá ouvir uma história. E para quem está longe, estaremos ligados via Skype.
Do outro lado da linha, vários contadores de histórias, de viva voz, em direto e sem gravações, estarão prontos para lhe contar uma história, só para si ou em alta voz. Sem valores acrescentados e ainda com direito a escolher o tipo de conto que quer ouvir.
Vamos ter histórias de aventura, de amor, de suspense; histórias com princesas, com animais ou com ogres; histórias para rir, para chorar por mais, para ficar a pensar. Histórias para os mais pequenos e para os adultos. Vamos ter histórias para todos os gostos e feitios.
Inspirados no livro de Gianni Rodari, “Contos ao Telefone”, a Escrever Escrever vai fazer as histórias passarem de boca a ouvido, de coração a coração. Queremos que as histórias sigam pela linha do telefone e entrem nas casas, ganhem lugar à mesa de jantar e se aninhem nas beiras das camas. Que cheguem a quem está sozinho, às instituições, às salas de aula, a quem vai em viagem, a quem está numa sala de espera com a senha 223, a quem está longe, e já nem se lembra da última vez em que alguém lhe sussurrou ao ouvido uma história em português.

Contos ao Telefone é uma iniciativa da Escrever Escrever para marcar a passagem da Estafeta de Contos, que percorre todo o país de sul a norte, um projeto da Biblioteca de Beja que nasce no encontro de narração oral Palavras Andarilhas.
Pode telefonar quando lhe apetecer, entre as 8 da manhã e as 8 da noite, mas também pode marcar uma hora contactando-nos previamente. A chamada também pode ser feita em alta voz para um grupo específico."

De 18-11-2014 a 18-11-2014
Horário:
Terça
Dia 18 de novembro | 8h - 20h
Telefone: (+351) 21 096 21 58
Linha de Skype: escreverescrever1

in http://www.escreverescrever.com/verEdicao.php?id_edicao=3184&mes=11


segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Felicidade clandestina

Um conto de Clarice Lispector dito por Aracy Balabanian.



(Retirado daqui.)

Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha um busto enorme, enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse, enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria.
Pouco aproveitava. E nós menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos um
livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como “data natalícia” e “saudade”.
Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingança, chupando balas com
barulho. Como essa menina devia nos odiar, nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas, esguias, altinhas, de cabelos livres. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia.
Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim um tortura chinesa.
Como casualmente, informou-me que possuía As reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato.
Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o,
dormindo-o. E, completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria.
Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança de alegria: eu não vivia, nadava
devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam.
No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez.
Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono da livraria era tranqüilo
e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do “dia seguinte” com ela ia se repetir com meu coração batendo.
E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquanto o
fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra.
Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. Às vezes ela dizia:
pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados.
Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a sua
recusa, apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. Pediu explicações a nós duas. Houve uma confusão silenciosa, entrecortada de palavras pouco elucidativas. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Até que essa mãe boa entendeu. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler!
E o pior para essa mulher não era a descoberta do que acontecia. Devia ser a descoberta
horrorizada da filha que tinha. Ela nos espiava em silêncio: a potência de perversidade de sua filha desconhecida e a menina loura em pé à porta, exausta, ao vento das ruas de Recife. Foi então que, finalmente se refazendo, disse firme e calma para a filha: você vai emprestar o livro agora mesmo. E para mim: “E você fica com o livro por quanto tempo quiser.” Entendem? Valia mais do que me dar o livro: “pelo tempo que eu quisesse” é tudo o que uma pessoa, grande ou pequena, pode ter a ousadia de querer.
Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão. Acho que eu não disse nada. Peguei o livro. Não, não saí pulando como sempre. Saí andando bem devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo.
Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o susto de o ter. Horas depois abri-o, li algumas linhas maravilhosas, fechei-o de novo, fui passear pela casa, adiei ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não sabia onde guardara o livro, achava-o, abria-o por alguns instantes. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre ia ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar... Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada.
Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em
êxtase puríssimo.
Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante.