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segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

APRENDEMOS A LER QUANDO OUVIMOS OUTROS A LER!

APRENDEMOS A LER QUANDO OUVIMOS OUTROS A LER!

Quem o afirma é Aidan Chambers, escritor e pedagogo norte-americano, num livrinho intitulado Queres que te conte um conto? Um guia para narradores e contadores (edição em castelhano, de Banco del Libro, Venezuela). Aprendemos a ler, normalmente, do seguinte modo: primeiro, acompanhados por quem sabe ler e, depois, começamos gradualmente a ler autonomamente. O leitor é, por isso, um aprendiz e é-o efetivamente se estiver na «zona de desenvolvimento proximal», isto é, se estiver em contacto com a leitura. Assim, ler em voz alta para as crianças é essencial para ajudá-las a converter-se em leitores. E, segundo Aidan Chambers, «é um erro pensar que a leitura em voz alta é necessária apenas nas etapas iniciais». A leitura em voz alta é tão valiosa e aprender a ler é um processo tão demorado (e nunca acabado) que a leitura em voz alta é necessária durante toda a escolarização e, ousamos dizer, durante toda a vida. O ideal seria que cada pessoa escutasse um fragmento de literatura
todos os dias.

Este especialista apresenta mais cinco razões fundamentais (algumas coincidentes com as já apontadas) para ler em voz alta:

1 – A leitura em voz alta mostra-nos como o texto funciona. Cada vez que escutamos um conto, ou poema ou qualquer outro tipo de texto, adquirimos um exemplo mais de como a escrita funciona, isto é, como se estrutura e se organiza, e o que (ou como) temos de fazer «dominar» o texto. Descobrimos, ao ouvir, que tipo de texto está guardado na linguagem do texto.

2 – A leitura em voz alta faz com que o texto impresso ganhe vida por meio da interpretação. A escrita é, em certo sentido, um guião: com palavras que nos dizem como são as pessoas, o que sentem e como agem. A leitura em voz alta desperta a magia do texto e das personagens. A leitura em voz alta mostra como quem lê «convive» com as palavras e as personagens. Ou seja, a leitura em voz alta possibilita a aprendizagem de que o texto tem um «corpo» e uma «voz» que o leitor tem de «interpretar».

3 – A leitura em voz alta transforma o «difícil» em algo acessível. Quando as crianças são expostas a algo que não são ainda capazes de ler por si mesmas, estamos a ajudá-las a descobrir que vale a pena esforçar-se por ler autonomamente.

4 – A leitura em voz alta estimula a escolha, mostrando que se pode ler vários tipos de textos, de vários modos e com «estratégias» distintas. Pode ler-se uma história completa, seguida de discussão; pode fazer-se um programa de leitura de contos, poemas, inclusive para e em ocasiões especiais; pode ler-se um texto mais extenso ao longo de vários dias; pode ler-se a despropósito, sempre que seja adequado e/ou surja uma oportunidade; pode dramatizar-se
um texto, etc., etc.
5 – A leitura em voz alta oferece uma maneira de estar juntos. Além da dimensão social e afetiva, este tipo de leitura é importante para o processo de construção da identidade cultural, ainda que cada pessoa a assuma de modo distinto.
Neste início de ano letivo, pais e professores, não tenham dúvidas: leiam em voz alta, para si, para os seus filhos, para os seus familiares, para os seus alunos, para quem quer que seja, mas leiam…

Boas leituras! (JMR)

Texto retirado daqui.

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

As histórias fazem mal às crianças!

Neste início do ano, aqui fica um texto escrito e lido por Eduardo Sá. Foi apresentado no "10 de letra - jornadas literárias", que se realizou no Auditório Maestro Frederico de Freitas (SPAUTORES), no dia 19 de abril.
O texto pode ser lido aqui.


terça-feira, 23 de outubro de 2018

Dia das Bibliotecas Escolares



O Plano Nacional de Leitura 2027 felicita as Bibliotecas Escolares portuguesas pelo seu trabalho diário de formação de leitores.

A biblioteca escolar destaca-se pela sua centralidade física e simbólica, constitui-se como um espaço físico e digital aberto, onde todos são bem-vindos, incrementando a ideia de uma cultura de leitura e escrita nas escolas.

Aprender a ler e ler para aprender são processos fundadores indissociáveis da ideia de educação. É necessário que na escola se leia de todas as maneiras, de forma autónoma e orientada, individualmente, a par e em grupo, em voz alta e silenciosamente, de forma extensiva e intensiva, sempre e em todo o lado, para aprender a manejar a informação de forma ética e crítica, estruturar o conhecimento, melhorar a aprendizagem e aumentar o sucesso educativo.

Com o objetivo de dar resposta a esta necessidade, o Plano Nacional de Leitura e as bibliotecas escolares juntam esforços para, colaborativamente, promoverem:

- a inclusão de períodos diários para a prática individual da leitura pelos alunos, com a iniciativa "10 minutos a ler";

- a gestão e o empréstimo às turmas de caixas com conjuntos de livros iguais para serem lidos sob a orientação do professor;

- a celebração de contratos de leitura autónoma com os alunos, tendo em conta as recomendações e as sugestões do Plano Nacional de Leitura 2027;

- o empréstimo e a circulação de livros entre a escola e a casa dos alunos para a leitura em familia;

- concursos, projetos, iniciativas várias que contribuem para fazer leitores.

1. É essencial que existam espaços, tempos e oportunidades nas escolas para estimular o prazer de ler. A aquisição de hábitos de leitura e do prazer de ler exige uma prática regular da leitura, o envolvimento emocional e a motivação pessoal dos leitores através de um exercício livre e voluntário. O acesso facilitado a um espaço de liberdade, de leitura independente, de iniciativas diversificadas de caráter informal concorre para estimular o prazer de ler e formar leitores para a vida. Sendo também um espaço para brincar e aprender de forma recreativa, a biblioteca escolar desenvolve, através dessa diversão em grupo, as capacidades intelectuais, linguísticas e socioafetivas dos alunos.

2. Hoje não basta saber ler. É necessário ler muito bem, independentemente do que lemos, das razões por que lemos, das linguagens, dos textos, dos meios, dos suportes e dos lugares físicos ou virtuais em que nos encontramos, e para isso é exigida uma competência muito sólida em leitura e escrita. Esta exigência de aquisição de uma nova competência leitora e de novas literacias implica repensar os ambientes e os modos de aprendizagem atuais. As bibliotecas escolares têm, neste contexto, um papel catalisador.

3. A biblioteca escolar é um espaço de leitura funcional e informativa, autónoma, onde se descobre e se sustenta o gosto pelo saber, onde é possível ler, investigar e usar de forma livre e com segurança todo o tipo de recursos, impressos e digitais, independentemente do seu formato e da forma de acesso, presencial ou online.

4. Como não só de literacia verbal se faz hoje a leitura, é também possível na biblioteca desenvolver muitas outras formas multissensoriais que se combinam cada vez mais com a palavra escrita e oral, dando lugar a uma nova multialfabetização ou transalfabetização que também a biblioteca deve acolher.

5. A escrita hoje, induzida por novos ambientes digitais e dispositivos móveis, faz-se maioritariamente em ecrãs, associando-se cada vez mais à oralidade e a outras linguagens e formas gráficas e visuais de comunicar, através do Facebook, do Youtube, do Instagram e de outras redes sociais. Por exemplo, como estratégia de motivação e pretexto para o exercício criativo da leitura e da escrita, pode recorrer-se às práticas correntes de escrita dos jovens em plataformas de Fanfic, grupos de leitura e escrita no GoodReads e Wattpad, produção de booktrailers, aplicações de storytelling, etc.

6. Hoje em dia, não só consumimos mas também produzimos informação. As bibliotecas são um espaço de produção e comunicação da imagem e da palavra, onde é possível aprender a trabalhar com tecnologias, plataformas e ferramentas digitais para a criação, a representação e a partilha da informação e do saber, independentemente da sua natureza, suporte ou formato.

7. A leitura é uma atividade social e as bibliotecas, um espaço público comunitário de encontro, empatia e inclusão, onde é possível socializarmo-nos e abrirmo-nos a outros olhares, realidades e modos de viver, ler e sentir.

8. As bibliotecas escolares são, igualmente, um espaço performativo de fruição estética e expressão cultural, onde se pode participar em atividades festivas, eventos artísticos e experiências vivas de leitura explorando a dimensão ostensiva, cénica e pragmática da leitura e dos textos

Aos professores bibliotecários, aos coordenadores interconcelhios, aos docentes e a todos aqueles que, todos os dias, constroem leitores nas e com as bibliotecas escolares, uma saudação especial no Dia das Bibliotecas Escolares.

Drª Teresa Calçada

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Aos leitores


           Ler é um prazer. Mas só para alguns. Para quem cresceu entre livros, por exemplo, e conquistou, a cada página lida, o gosto pela leitura. Ao mesmo tempo, descobriu que cada livro guarda dentro outros mundos, outras pessoas, outros lugares, outros tempos, outras memórias, outras formas de ser, de estar, de sentir, de comunicar, de rir... E essa descoberta, intimamente ligada à preservação da capacidade de espanto que caracteriza a infância, terá sempre alimentado a vontade de continuar a ler. Por prazer, não por obrigação.

            Não é muito diferente do que acontece com outras atividades que preenchem o nosso quotidiano, como comer ou fazer exercício físico. Comer pode ser um prazer, para quem desde cedo aprendeu a distinguir o sabor dos alimentos; fazer exercício físico também pode ser um prazer, para quem cresceu a fazer cambalhotas e pinos, a jogar à bola e a correr atrás dos amigos. É certo que todas estas atividades, sendo à partida naturais, implicam depois uma decisão e uma prática. No caso da leitura, essa decisão e essa prática dependem, muitas vezes, de quem nos rodeia: das famílias, dos amigos, dos professores... Se quem nos rodeia tiver a capacidade de nos contaminar com boas leituras, leituras que alimentem a nossa curiosidade e estimulem a nossa imaginação, de certeza que cresceremos leitores.

            É também esse o momento em que se torna fundamental o papel do Plano Nacional de Leitura, fornecendo coordenadas para que a leitura se torne um prazer, isto é, sugerindo livros capazes de entusiasmar não apenas os que já são leitores, como aqueles que ainda não são. Funciona como um mapa, útil em qualquer viagem, sobretudo em viagens por territórios desconhecidos, e pode ser usado para orientar leitores de todas as gerações. Assim como para dar pistas para que as famílias e os professores saibam o que partilhar com os leitores mais novos, e até entre si.

            Essa troca — de professores com alunos, de famílias com professores, de pais com filhos — é essencial para formar leitores e para, no meio das dezenas de livros que são diariamente publicados em Portugal, distinguir os melhores. Só deste modo será possível criar uma rede em que os livros, escolhidos por especialistas, possam circular pelas mãos dos leitores, os que já o são e os que se tornarão. A leitura implica essa prática. E essa conquista.


quarta-feira, 9 de maio de 2018

A leitura



A leitura, nunca é demais dizê-lo, é essencial para o cérebro, tal como o exercício físico o é para o corpo.
Muitos escritores, filósofos, autores se debruçaram sobre a sua importância e sobre ela escreveram. As frases seguintes ilustram bem a forma como o fizeram. 

Quem não lê, não quer saber; quem não quer saber, quer errar.
Padre António Vieira

O homem é aquilo que lê.
Brodsky , Joseph

O livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive.
Vieira , António

Eu li um livro um dia e a partir daí toda a minha vida mudou desde aí.
Pamuk , Orhan

Eu tive realmente imensos sonhos quando era criança, e penso que grande parte deles nasceu do facto de ter tido a opotunidade de ler imenso.
Gates , Bill

Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever - inclusive a sua própria história.
Bill Gates


O verdadeiro analfabeto é aquele que aprendeu a ler e não lê.
Mário Quintana.

A leitura torna o Homem completo; a conversação torna-o ágil, escrever torna-o preciso.
Francis Bacon, escritor e filósofo.

Quem lê muito e viaja muito, vê muito e sabe muito.
Miguel de Cervantes, escritor

Que outros se orgulhem do que escreveram, eu orgulho-me do que li.
Jorge Luís Borges, escritor.

Um livro deve ser o machado que quebra o mar congelado que há dentro de nós.
Franz Kafka, escritor.

Se esta nação é tão sábia como forte, se queremos alcançar o nosso destino, então precisamos de mais idéias novas, mais homens sábios, mais bons livros em mais bibliotecas públicas. Essas bibliotecas devem estar abertas a todos, exceto ao censor. Devemos conhecer todos os factos, ouvir todas as alternativas e ouvir todas as críticas. Acolhamos livros polémicos e autores controversos.
John Fitzgerald Kennedy, Ex-Presidente dos Estados Unidos.

Aprender a ler foi a coisa mais importante que me aconteceu. Quase 70 anos depois lembro claramente a magia de traduzir as palavras em imagens.
Mário Vargas Llosa, Prémio Nobel de Literatura.
  
Sem bibliotecas, o que temos? Nem passado nem futuro.
Ray Bradbury, escritor

Nós seriamos pior do que somos sem os bons livros que lemos, mais conformistas, menos insubmissos e o espírito crítico, motor do progresso, nem existiria sequer.
Mário Vargas Llosa, Premio Nobel de Literatura.

Em algum lugar de um livro há uma frase esperando por nós para dar um sentido à nossa existência.
Miguel de Cervantes, escritor

Um livro aberto é um cérebro que fala, fechado um amigo que espera, esquecido uma alma que perdoa, destruído um coração que chora.
Provérbio hindu

Retirado daqui.

segunda-feira, 7 de maio de 2018

O que fazer para que os nossos filhos tenham prazer a ler livros?



Carolina, queres ler este livro?” Andreia Santos já perdeu a conta às vezes que fez esta pergunta à filha de 8 anos, cuja resposta oscila entre um encolher de ombros desinteressado e um redondo ‘não’. Carolina cresceu numa casa cheia de livros e adormecia com histórias contadas pelos pais, que adoravam ler. É-   -lhe familiar? Não está sozinha, bem-vinda ao (cada vez maior) clube de pais desesperados porque os filhos não acham piada aos livros. A parte preocupante é que os miúdos, ao privarem-se do mundo maravilhoso dos livros, não usufruem dos enormes benefícios que eles nos trazem: informam, enriquecem o vocabulário, estimulam a criatividade, a imaginação, o raciocínio, reduzem o stress, ajudam-nos a criar empatia com os outros e está provado que ler por prazer é mais importante para o sucesso escolar que a riqueza ou a classe social a que a família pertence. Com tantas vantagens, vale mesmo a pena despertá-los para o prazer da leitura.

Tanta coisa interessante, tão pouco tempo livre.
Sempre houve crianças que fugiam dos livros a sete pés mas nos últimos anos o problema parece ter alastrado. Lourdes Mata, professora e investigadora no Centro de Investigação em Educação no ISPA – Instituto Universitário, não tem dúvidas quanto às razões deste desinteresse, “agora as crianças têm múltiplas solicitações, outro ritmo de vida e estão rodeadas de coisas interativas e que despertam mais curiosidade: a televisão tem desenhos animados 24h por dia, vivem rodeadas de tablets, telemóveis… Outro dos problemas tem a ver com a escola, que se tem preocupado muito em ensinar a ler e a escrever mas pouco em motivar as crianças e a alimentar a curiosidade por histórias. Assim que entram no 1.º ciclo deparam-se com a enormidade das tarefas que têm para fazer e a leitura de livros acaba por se tornar mais um TPC. Há uns anos fizemos um estudo com crianças que foram do pré-escolar para o 1.º ano de escolaridade e verificámos que além da motivação para a leitura diminuir, o tempo que as famílias dedicavam à leitura de histórias decrescia drasticamente porque há outras tarefas ligadas à escola que são mais valorizadas. É esta perda de práticas de literacia em família que não pode acontecer”.

Pequenas estratégias 
para grandes leitores 

Mesmo que o seu filho já tenha 8-10 anos e não goste de ler, não dê a batalha como perdida. “Vai ser difícil convencê-lo – porque muitas crianças não associam a aprendizagem a coisas agradáveis –, mas não impossível”, afirma a professora e investigadora Lourdes Mata. 

• Faz o que eu faço. Não pode estar à espera que ele seja um bom leitor se nunca vê os pais a ler.

• Leia-lhe histórias mesmo que ele já saiba ler sozinho. Sentem-se lado a lado, abram o livro e cada um lê uma página. A leitura partilhada, em família, é a base para criar um leitor apaixonado por livros.

• Deixe-o escolher a história. Mesmo que seja infantil para a sua idade, ou uma BD, não critique, “é porque se sentem mais confiantes naquele formato. Há crianças que se assustam só de olhar para uma página cheia de texto, para elas é um sofrimento”. Ah, e nada de livros da escola.

• Não o obrigue a ler na hora dos desenhos animados favoritos senão vai pensar que é uma punição.

• Crie a lagarta dos livros. Por cada livro já lido, escreva o título num círculo em cartolina e cole na parede do quarto. A ideia é fazer uma lagarta gigante.

• Saibam tudo sobre o Ronaldo. Se ele gosta muito de um futebolista, porque não leem as notícias desportivas de um jornal? 

• Leiam sempre o livro antes de ver o filme (‘Charlie e a Fábrica de Chocolate’, ‘Matilda, ‘Rapunzel’, ‘Crónicas de Nárnia’, ‘Crónicas de Spiderwick’). Depois digam o que gostaram mais ou menos no livro e no filme.

• Sugira que ele leia livros para os irmãos ou primos mais novos.

• Façam um audiolivro e ouçam a gravação nas viagens.

• Ler para uma plateia de 4 patas. As crianças sentem-se mais confiantes quando leem para cães e gatos, eles não criticam, limitam-se a ouvir. “Estive envolvida num projeto com a Câmara de Silves, chamado ‘Cãofiante’, em que um cão servia de elemento motivacional para as crianças aderirem à leitura. Os miúdos adoraram, estavam o mês inteiro à espera do dia em que liam para o cão na biblioteca. No fim da sessão, faziam-lhe festinhas e escolhiam um livro para levar para casa e ler em família”.

• Formem um clube de leitura com os amigos: podem discutir as personagens favoritas, o que não gostaram… Os pais não devem interferir.

• Não obrigue a ler até ao fim se ele não gostar do livro. Vão à biblioteca e explorem temas diferentes.

• Façam um diário de férias. “Não tem de escrever todos os dias e pode incluir o bilhete de cinema, do museu, fotos que tenha tirado. Algumas impressões sobre a experiência e pronto”, aconselha Lourdes Mata.

• Façam de turistas na própria cidade (ou fora dela). Podem ir ao posto de turismo e depois ele que leia os locais de interesse a visitar.

• Peça-lhes para tomar nota da lista de compras.

• Façam um bolo e peça para ler os ingredientes e a preparação.

Texto retirado daqui.

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Ler regularmente aumenta sua expectativa de vida, diz estudo.



"Para manter a saúde, algumas medidas óbvias são essenciais: não fumar, fazer exercícios e ter uma boa dieta, por exemplo. Mas um novo estudo publicado no periódico Social Science and Medicine descobriu uma alternativa mais incomum. Segundo os pesquisadores, quem lê livros regularmente consegue viver por muito mais tempo.

Com testes envolvendo mais de 3 mil pessoas, eles perceberam que aqueles que dedicam mais tempo à leitura — cerca de 3 horas por semana — tendem a viver pelo menos dois anos a mais do que os participantes que não costumam ler. O resultado parece ter relação principal com a melhoria cognitiva adquirida durante a leitura. Outros fatores, como idade, sexo e nível de escolaridade, não representaram mudanças na pesquisa.

Durante 12 anos, o grupo dividiu os participantes em três grupos: quem nunca lia nada, quem lia por até 3,5 horas semanais ou menos e aqueles que liam por mais de 3,5 horas toda semana.

Mesmo no segundo grupo, a probabilidade dos leitores ocasionais morrerem nos anos seguintes já era 17% menor do que entre aqueles que não costumavam ler.

“Ao ler livros, parece que criamos uma vantagem de sobrevivência maior do que entre aqueles que não dedicam tempo a esse tipo de atividade”, observaram os cientistas. “A leitura envolve processos cognitivos que promovem a inteligência emocional, empatia e percepção social, características que sempre favoreceram a longevidade e sobrevivência humana.”

O estudo ainda ressalta que, por alguma razão, revistas e jornais não apresentaram os mesmos avanços cognitivos capazes de prolongar os anos de vida do leitor.

Retirado daqui.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Deite os seus filhos lendo um livro, não vendo televisão




Não há nada tão terapêutico e reconfortante quanto conseguir que uma criança adormeça enquanto lemos um livro para ela. A experiência da escuta é fundamental também para o seu domínio de leitura. Além disso, através da nossa voz levamos nossos filhos a um universo fantasia e aventuras onde o seu cérebro encontra calma e o convite para continuar sonhando feliz enquanto dorme.

Francesco Tonucci é um notável pedagogo italiano que baseou todos os seus trabalhos no estudo do desenvolvimento cognitivo das crianças pequenas. Para ele, algo tão simples quanto desligar a televisão e ler um livro para os nossos filhos é criar os grandes leitores do dia de amanhã. Além disso implica em aproximá-los a um valor que os tornará livres, mais curiosos e certamente, dignos herdeiros do legado que os bons livros nos deixam.


As crianças se transformam em grandes leitores no colo dos seus pais, por isso, não duvide em ser o melhor exemplo, deixe que vejam você se mergulhar em um mar de letras para que elas nadem em um mar de sonhos…


Embora seja verdade que às vezes estamos cansados e que é mais fácil se reunir na frente da televisão nas últimas horas do dia, pense que a infância dos seus filhos é muito breve, e o melhor momento “sempre é agora”. Aproveite cada segundo e cada instante, faça deles os seus cúmplices frente a um livro, deixe que o sono os vença no seu colo enquanto você chega ao fim dessa história. No dia de amanhã eles agradecerão




Um livro aberto é um cérebro que fala e uma mente que ouve

Um dos problemas que costumamos ter com as crianças no que se refere a leitura é que muitos se aproximam dos livros por obrigação escolar e não por prazer. Isto não deveria ser assim. O bom leitor se aproxima pela primeira vez a esses oceanos de letras na sua infância por pura curiosidade e sutil desafio.

A leitura, como o amor, é a pedra ideal para afinar a alma.


Algo tão simples como dar à criança a liberdade na hora de escolher a sua leitura é uma coisa que sempre traz bons resultados, mas é ainda melhor quando nós agimos como modelo. De fato, para Tonucci, não há melhor brinquedo que um livro e não existe maior acerto do que favorecer a capacidade de escuta das crianças ouvindo-nos ler.

Para compreender isto melhor, convidamos você a considerar estes aspectos sobre os quais refletir.




Os benefícios da leitura relaxada

Graças a um trabalho conduzido pela “American Academy of Pediatrics” foi feita uma descoberta importante: as crianças entre 2 e 6 anos não deveriam estar expostos à televisão ou a dispositivos electrónicos durante mais de uma hora por dia. Dos 7 aos 12 anos de idade, deveríamos controlar que não excedam as 2 horas.

Segundo este estudo, a visão prolongada da televisão ou do computador pode desenvolver um déficit de atenção nos pequeninos. Isto se deve ao fato do córtex frontal, ainda imaturo nas crianças, ficar super ativado com as ondas eletromagnéticas.

Deixar que os nossos filhos durmam assistindo televisão não é precisamente a coisa mais terapêutica, apesar de nós mesmos fazermos isto com freqüência. Falamos de educação, pedagogia e antes de mais nada de saúde infantil, por isso, antes de deixar que o sono os leve diante da TV ou do tablet, é preciso colocar em prática a boa arte da leitura relaxada.




  • Não importa que os seus filhos ainda não tenham adquirido a competência da leitura e da escrita ou que já estejam conseguindo as suas primeiras conquistas. Sentar-se com eles na cama e começar a ler para eles irá trazer um benefício enorme para o seu desenvolvimento neuronal e emocional.
  • A leitura relaxada aumenta o fluxo de sangue para o cérebro, traz bem-     -estar à criança além de uma calma muito gratificante apropriada para este último instante do dia.
  • A área do cérebro que mais é estimulada no processo de “escuta” é a área pré-frontal, indispensável para desenvolver e potencializar muitos processos cognitivos nas crianças: a atenção, a imaginação e os raciocínios mais complexos.
  • Ler para os seus filhos uma história ou livro com uma mensagem exemplar ou um bom raciocínio moral pode potencializar a sua empatia e o respeito por seus semelhantes. Vale a pena.


A leitura relaxada, um vínculo de carinho entre pais, mães e filhos

Leia para os seus filhos sem pensar que você está perdendo tempo ou que você tem muitas coisas para fazer além disso. Permita que o tempo se detenha e agarre-os, deixe que a emoção desse livro os envolva e que a sua voz cative o coração do seu filho.

Nenhum presente poderá superar esses momentos de leitura compartilhada, nesses lugares inventados onde os sonhos, as aventuras e os mistérios aceleram a sua imaginação enquanto a sua respiração ganha compasso pouco a pouco e lentamente, a medida que chega o sono e, simplesmente, se rende.

A leitura relaxada na última hora do dia é um modo maravilhoso de educar as suas mentes e de permitir que o seu cérebro amadureça em equilíbrio. Os livros são um legado que se compartilha entre pais e filhos, e nada deveria substituí-los, menos ainda a televisão ou as novas tecnologias.

Texto retirado daqui.

terça-feira, 10 de abril de 2018

Sabes quanto deves ler por dia para viver durante mais tempo?




Se estás a ler isto, provavelmente, ler é uma das tuas paixões. Caso tenhas vindo aqui parar, mesmo sem gostar de ler, não podes negar que a leitura faz parte da tua vida. Mas, afinal, quanto tempo devemos ler por dia?

A leitura é bastante benéfica, está comprovado e ninguém o pode negar. Eleva a função cognitiva do cérebro e a memória, reduz o stress, melhora as nossas relações sociais, aumenta a nossa inteligência e a nossa capacidade de aprender.

Mas a verdade é que, teoricamente, todos estes benefícios não acontecem independentemente do tempo despendido na leitura. Por isso, aqui estão cinco orientações científicas para o quanto deves ler todos os dias.

1 – O ideal pode ser ler apenas 30 minutos por dia

Fonte: Giphy

Um estudo levado a cabo por alguns investigadores da Universidade do Michigan, nos Estados Unidos da América, do qual fizeram parte 3600 pessoas com idade superior a 50 e que lia todos os dias, concluiu que as pessoas que lêem apenas 30 minutos por dia vivem 2 anos a mais que as que o não fazem.

2 – Mas… são 30 minutos por dia, durante vários anos

Fonte: Giphy

O referido estudo foi efetuado durante 24 anos (1992-2016). Assim sendo, não podes ler 30 minutos e esperar que isso te adicione dois anos de vida. Têm de ser cerca de 30 minutos “despendidos” diariamente (ou quase) durante pelo menos 12 anos.

3 – O que lês também interessa

Fonte: Giphy

Os benefícios de 30 minutos de leitura foram apenas observados nas pessoas que liam ficção, não-ficção, poesia ou literatura em prosa. Os que apenas liam jornais e/ou revistas não foram contemplados entre os beneficiários.

4 – As regras mudam para os mais jovens

Fonte: Giphy

A Universidade do Estado de Nova Iorque em Albany, recomenda que as crianças devem ler todos os dias, durante cerca de 15 a 20 minutos. Isto sem contar com o tempo que lêem na escola. A ideia é que isso possa fomentar nas crianças o gosto pela leitura, sem, ao mesmo tempo, as “maçar”.

5 – Concluindo… lê!

Fonte: Giphy

Não interessa quanto tempo lês, quer seja todos os dias 30 minutos ou duas horas, o que interessa é que leias. De preferência todos os dias e, de preferência, livros. Os benefícios são vários, tal como já foi explicitado. Não tens nada a perder, apenas a ganhar.

Texto retirado daqui.

segunda-feira, 5 de março de 2018

Quer ser feliz? Leia livros.

A LEITURA FAZ VOCÊ FELIZ: 10 BOAS RAZÕES PARA LER MAIS.



Ler não é apenas fundamental: é necessário! Um livro nos coloca em contacto com o outro, nos tira de nós mesmos, nos faz lançar um novo olhar para o mundo. Além de ser uma ótima companhia!

Quando lemos, ficamos sabendo sobre assuntos que não conhecíamos ou dos quais sabíamos muito pouco. O nosso repertório cultural se amplia quando entramos em narrativas imaginárias. 

A nossa capacidade imaginativa fica mais elástica e menos formatada, sobretudo, quando é tão fácil termos a mão um smartphone com conteúdos selecionados de acordo com o nosso perfil. A leitura de um livro nos dá uma liberdade de trânsito por outros universos culturais com muito mais solidez do que as fórmulas prontas das redes sociais.

Por isso, aqui estão 10 razões pelas quais vale a pena você ler mais:

1. Os protagonistas das histórias que preferimos estão de alguma forma relacionados com a nossa vida. Alguns estudos sugerem que muitas pessoas se lembram de ter lido pelo menos uma história que tenha mudado suas vidas e que isso leva a mudanças reais no cérebro. Em suma, alguns personagens podem "influenciar" nosso modo de pensar e nosso comportamento. Também por esta razão é importante escolher não casualmente o que se lê ou o que se lê para uma criança.

2. Estreitamente ligado ao ponto anterior, a leitura gera empatia. A leitura, de fato, leva a uma espécie de simulação de experiências sociais e, portanto, a uma maior empatia com os outros, a uma maior criatividade e a um comportamento cooperativo.

3. Regularmente a leitura de romances aumenta a conectividade de diferentes áreas do cérebro, incluindo as associadas ao processamento linguístico e à resposta sensorial primária, o que ajuda a compreender e visualizar o movimento. E, de acordo com o estudo publicado na revista Brain Connectivity, isso permanece mesmo depois de terminar o livro.

4. Ler um livro estende sua vida. De acordo com a pesquisa da Universidade de Yale em New Haven, de fato, os leitores, independentemente do sexo e estilos de vida, vivem dois anos mais do que aqueles que não tocam em uma folha.

5. A leitura ajuda no desenvolvimento das crianças: a leitura em voz alta para os filhos é um hábito precioso porque estimula o cérebro e melhora o desenvolvimento da linguagem.

6. A leitura combina o sono: ler antes de ir dormir é um bom hábito por vários motivos, sendo um deles adormecer mais sereno.


7. Reduz o stress e previne ansiedade e depressão: estudos epidemiológicos descobriram que muitos pacientes que sofrem de ansiedade e depressão tiveram um declínio nos sintomas ao ler constantemente romances. Por outro lado, também foi demonstrado que a leitura relaxa os sentidos.

8. Ler em voz alta para cães ajuda as crianças. Parece estranho, mas não é. De fato, uma pesquisa mostrou que ler em voz alta para um cachorro pode ajudar as crianças em idade escolar a melhorar suas habilidades de leitura e construir relacionamentos positivos com os livros e a escola.

9. A leitura abre a mente e cura as feridas da alma porque uma história se conecta com o mundo, fornece incentivos para sair de uma dificuldade ou inconveniente, ajuda a enfrentar o medo de falhas e dores e a entender que elas fazem parte da vida.

10. A leitura estimula toda a atividade cerebral e aumenta a conectividade do cérebro, é um remédio para a memória e, em geral, para todas as funções cognitivas.

Ficou convencido de que ler faz bem para o corpo e para a alma? Vale ler romance, poesia, biografia, enfim, qualquer livro que lhe dê prazer, felicidade ou que o faça sair do eixo!

Texto retirado daqui

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Como ler em voz alta para os seus filhos





Começo lembrando que o exemplo é fundamental. Pais, vocês precisam ler em casa, não só para as crianças, como também fazer leituras de livros do interesse de vocês. A criança só tomará gosto pela leitura por meio de um exemplo, ou seja, ela precisa ver um leitor, alguém que pratica o hábito da leitura. Hoje os pais parecem estar delegando tal função para os professores nas escolas. E sabemos que infelizmente muitos professores não gostam de ler. Portanto, é fundamental que a criança tenha um exemplo em casa. Ora, um garoto que sonha em ser jogador de futebol não cultiva esse sonho porque ouviu alguém falar sobre jogos de futebol, mas antes porque viu alguém jogando. Do mesmo modo, se você quer que seu filho tenha o hábito da leitura, ele precisa ter contacto com um leitor de carne e osso.
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A força do exemplo me faz pensar na imagem mais antiga que levo na memória: meu pai lendo um livro à luz de um abajur no apartamento 13 da alameda Barão de Limeira. É impossível não gostar de livros, ou considerá-los uma tecnologia ultrapassada – como disse um líder das manifestações de rua – , quando se carrega na alma uma imagem tão simples e tão forte para sempre. E agradeço ao meu pai pelo exemplo. Graças ao amor pelos livros, sou um pouco menos burro e ignorante do que poderia ser.

Paulo carregou ao longo da vida a imagem do pai lendo à luz de um abajur e, graças a essa experiência, transformou-se em um grande escritor. Você tem de fazer o mesmo em sua casa: leia para que seu filho se transforme em um amante da leitura. No primeiro parágrafo ele nos apresenta um exemplo simplesmente fantástico: seu filho a fazer todos os gestos de uma prece antes de se alimentar, imitando as ações do pai – o que nos faz lembrar aquele trecho da “Poética” em que Aristóteles diz que o homem tende por natureza a imitar (embora o contexto seja obviamente outro). No dia-a-dia é possível perceber claramente que as crianças tendem a imitar alguma coisa. Portanto, caso você queira que seu filho ame a leitura e tenha o hábito de ler, ele precisará de um exemplo de leitor. E essa responsabilidade é quase que exclusiva dos pais.


Entrarei, agora, na técnica de leitura em voz alta propriamente dita. A primeira coisa a fazer é escolher um livro. Se se tratar de uma criança de 6 a 12 meses, opte por um livro com ilustrações, que chame a atenção dela, e lhe dê a oportunidade de manipular e folhear o livro. Para os bebês, indico os livros de pano ou de banho, cujo material facilita o manuseio. Depois disso, é preciso começar a ler a história. Leia-a uma primeira vez, mostrando as imagens para a criança.

Após a leitura, passe então à descrição das cenas presentes no livro. Faça uma descrição detalhada de cada cena. Se o livro traz, por exemplo, uma imagem de crianças se preparando para escovar os dentes, descreva os personagens (um menino e uma menina), as roupas que estão usando (um pijama de tal cor), diga porque estão subindo em um banquinho e o que estão pegando sobre a pia, fale que a água está escorrendo da torneira etc.

Caso seu filho já saiba falar, dê então início ao processo de nomeação. Aponte para uma parte da cena e peça que ele nomeie aquilo para o que você está apontando. Você também pode fazer o contrário: dizer uma palavra e pedir que a criança aponte para aquilo que você nomeou (por exemplo, “onde está o banquinho?”).


Uma segunda etapa é a evocação. Por meio de perguntas, leve a criança a outros episódios que não estão presentes na imagem em questão, mas que provavelmente aconteceram. Por exemplo, no caso da imagem das crianças escovando os dentes, provavelmente elas estavam dormindo antes de entrar no banheiro. Estimule, assim, a criança a imaginar uma cena que, embora não esteja ilustrada na página observada, contribuiu para que aquilo acontecesse. Com isso, você desenvolverá a linguagem evocativa.

Na leitura em voz alta você pode aplicar ainda outra técnica: a dramatização. Para tanto, mude sua entonação ao contar a história e dramatize-a para chamar a atenção da criança. Você pode em um dia usar uma entonação e em outro, uma entonação diferente. Isso é importante porque as crianças tendem a prestar mais atenção a tais aspectos prosódicos do que à realidade semântica do texto. No momento da nomeação, é evidente que você, desejando aumentar o vocabulário da criança, deverá chamar a atenção para o significado das palavras. Contudo, ao mesmo tempo, elas também estão atentas à forma como você lê, de modo que é importante conseguir fazer a dramatização da história.


Quais são os benefícios da leitura em voz alta para as crianças que estão na etapa que antecede a alfabetização? As pesquisas dizem que crianças entre 15 e 18 meses tendem a aprender uma palavra nova a cada sessão de exposição. Ou seja, basta apresentar uma palavra nova uma única vez à criança para que ela a absorva. Veja que fascinante! Isso não se repetirá com tanta força na vida de um indivíduo. Por isso é muito importante aproveitar o potencial que as crianças têm nesse período para memorizar palavras.

Outra questão importante: quando você lê um livro para uma criança, ela tem contacto com um vocabulário muito mais rico do que aquele usado no dia-a-dia – dependendo, é claro, das obras selecionadas. Na conversação quotidiana, durante o jantar ou brincando com seus filhos, você não nomeia tantas coisas quanto no momento da leitura. Com um livro nas mãos você tem a capacidade de nomear aproximadamente 10 vezes mais do que conversando no dia-a-dia com as crianças. Assim, a leitura de livros aumenta o vocabulário muito mais do que a exposição à linguagem oral.


Não tenha receio de escolher obras de escritores clássicos e consagrados. Este ano lemos na escola um livro inteiro da Cecília Meireles chamado “Ou isto ou aquilo”. Distribuí as poesias entre os alunos de 3 a 10 anos e a escola inteira leu o mesmo livro, ficando cada turma com 2 ou 3 poesias. Se a criança tem a capacidade de, por meio de uma única exposição, aprender uma palavra nova, por que não aproveitar esse momento para introduzir um vocabulário riquíssimo? Não tenha receio de ler livros de grandes autores da literatura brasileira por causa de um linguajar que ainda não é adequado para as crianças ou porque contêm palavras que elas ainda não conhecem. Nem tudo o que você lê para uma criança tem de fazer parte da realidade dela! Não tenha receio de ler os clássicos da literatura infantil!


Texto retirado daqui.