"E de súbito, nas noites da rádio, um programa falou de sexualidade de um modo terno e audacioso, rigoroso e divertido. E isso aconteceu tanto a propósito de um filme, da carta de um ouvinte, de um poema de Eugénio de Andrade ou de um romance de Kundera.
Este livro, recolhe uma série desses programas, acompanhada de novos textos do autor."
"Médico psiquiatra, Júlio Guilherme Ferreira Machado Vaz nasceu no dia 16 de Outubro de 1949, na cidade do Porto. Esta cidade, aliás, é a sua cidade eleita desde sempre: é no Porto que sempre residiu e onde trabalha. Psiquiatra conceituado, é professor auxiliar e regente da cadeira de Antropologia Médica do curso de Medicina no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, da Universidade do Porto. Após um estágio no estrangeiro, Machado Vaz ficou atraído pela área da sexualidade e apostou em aprofundar este tema que ainda tem muitos mistérios e tabus para os portugueses. No seu consultório privado recebe muitas pessoas com dúvidas e problemas neste assunto. Exerce a função de co-director do Mestrado em Sexologia na Universidade Lusófona, e Membro da Comissão de Ensino da Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica. Como director clínico da Comunidade Terapêutica para recuperação de toxicodependentes de Adaúfe, apoia e auxilia os toxicodependentes a encontrarem um caminho mais positivo e sem drogas. Autor de vários livros, entre eles O Sexo dos Anjos, de 1991, O Fio Invisível, de 1992, e Sábados, Domingos e Outros Dias, de 1993. Muros é o seu primeiro romance, a que se seguiu Conversas no Papel, de 1997, e Estilhaços, de 2000. Neste último livro, Júlio Machado Vaz evidencia de novo o seu talento para lançar pontes sobre a distância que separa as diferentes gerações. Colabora com diversos meios de comunicação tais como jornais e TV, em debates e programas sobre sexualidade e assuntos actuais. Teve um programa na rádio intitulado “O Sexo dos Anjos”, durante mais de sete anos, que falava de sexualidade de um modo divertido e bastante inovador e foi durante dois anos, responsável pelo programa de televisão “Sexualidades”, onde abordava este tema de uma forma muito natural, simples e sem tabus."
A nossa escola e, particularmente, o 5ºA estão de parabéns! O texto "Natureza" foi selecionado para fazer parte do livro "Histórias da Ajudaris 2018". Este ano, das mais de 2000 histórias recebidas sobre a natureza, foram seleccionadas 911.
O projecto “Histórias da Ajudaris”, criado em 2009, é um dos projetos mais inovadores e emblemáticos da Ajudaris, promovendo a leitura, a escrita, a arte e a solidariedade. As crianças participantes, com a orientação de professores, tornam-se verdadeiros autores de histórias de encantar, sobre temas como a solidariedade, os afetos, a cidadania, o ambiente, os valores, entre outros. Cada história conta com um ilustrador solidário que colhe inspiração na história que lhe for atribuída, dando cor e vida às suas personagens e cenários. Os artigos postos à venda irão contribuir para sorrisos de crianças, jovens e adultos carenciados."
Simples, o texto do 5ºA, um poema, lembra como a Natureza é bela e quão preciosa ela é para todos os seres vivos!
Natureza
Gosto de ti quando o teu céu é azul.
O teu sol dá luz à nossa vida.
As andorinhas cantam quando o sol brilha.
Ver as flores a florir é uma alegria!
Olhar o verde da relva é maravilhoso!
És a origem da nossa felicidade!
Tu és a vida que nos sustenta.
És um bem precioso para os seres vivos.
És fonte de saúde.
Gosto de ti quando estás tranquila!
Tu és tão bonita!
Este ano, também foram premiados os textos das escolas do 1º Ciclo de Gens (4º Ano), do Outeiro (1º, 2º, 3º e 4º Ano), Atães (1º, 2º 3º Ano) e Jancido (3ºAno). Parabéns a todos, alunos e professores!
"A reinvenção das personagens de Eça de Queiroz numa história alucinante dos autores de O Código d`Avintes.
Tudo começa no Alegrete, palacete meio arruinado em que vive Afonso da Maia, avô de Carlos da Maia, jovem médico que se apaixona por Maria Hermengarda, fugindo dos ataques sensuais da Condessa de Varinho e deixando de lado a espampanante Lara Marlene, filha do riquíssimo Silvestre do Ó Saraiva, construtor civil que fez a sua larga fortuna através de métodos muito pouco recomendáveis.
À volta de Carlos movimentam-se Damásio Malcede, o lisboeta novo-rico, João da Régua, o eterno futuro-ministro, o Palma Cavalito, director da Trombeta do Demónio, e muitas outras personagens herdeiras dos famosos "Maias" que se movimentam freneticamente numa crónica de costumes ao gosto deste tempo prodigioso do replay e do fast food.
No meio deste enredo surge mesmo o espírito de Eça de Queiroz a pôr alguma contenção a personagens e autores.
Num registo entre o queirosiano e a telenovela, quiseram os autores, cada um a seu modo, aplicar-se num enredo paralelo ao de Os Maias, observando a sociedade portuguesa do início do século XXI pelo monóculo risonho e severo do grande Eça. Resumiu um deles: "Certamente, o Eça escreveria melhor mas não diria pior."
EXCERTOS
"Pretendemos escrever um livro irreverente mas não ofensivo, embora a tentação fosse grande ao retratarmos algumas personagens demasiado características para ficarem de fora. Há-as por todos os lados. Mas, como diz o Ega, «não sabe a gente para onde se há-de voltar… e se nos voltarmos para nós mesmos, ainda pior!»
Então, como não nos consideramos acima da crítica, critiquem-nos, o que significa leiam-nos, contestem-nos, o que equivale a falar dos Maias, censurem-nos, mas, acima de tudo, divirtam-se. Pois se assim não for ouvir-nos-ão dizer queirosianamente, todos de monóculo, todos de bengala, todos de chapéu alto:
- Que ferro! Esquecemo-nos de mandar fazer para o jantar um grande prato de paio com ervilhas!""
Livro recomendado para o 3º ciclo, destinado a leitura autónoma.
No dia 9 de outubro de 2012, Malala Yousafzai, então com 15 anos, regressava a casa vinda da escola quando a carrinha onde viajava foi mandada parar e um homem armado disparou três vezes sobre a jovem. Nos últimos anos Malala - uma voz cada vez mais conhecida em todo o Paquistão por lutar pelo direito à educação de todas as crianças, especialmente das raparigas - tornou-se um alvo para os terroristas islâmicos. Esta é a história, contada na primeira pessoa, da menina que se recusou a baixar os braços e a deixar que os talibãs lhe ditassem a vida. É também a história do pai que nunca desistiu de a encorajar a seguir os seus sonhos numa sociedade que dá primazia aos homens, e de uma região dilacerada por décadas de conflitos políticos, religiosos e tribais. Um livro que nos leva numa viagem extraordinária e que nos inspira a acreditar no poder das palavras para mudar o mundo."
Iniciar a leitura do livro aqui e, depois, é só requisitar na Biblioteca.
Para conhecer o que Malala faz, visite o site Malala Fund.
Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura.
Na década de 1930, as grandes planícies do Texas e do Oklahoma foram assoladas por centenas de tempestades de poeira que causaram um desastre ecológico sem precedentes, agravaram os efeitos da Grande Depressão, deixaram cerca de meio milhão de americanos sem casa e provocaram o êxodo de muitos deles para oeste, rumo à Califórnia, em busca de trabalho. Quando os Joad perdem a quinta de que eram rendeiros no Oklahoma, juntam-se a milhares de outros ao longo das estradas, no sonho de conseguirem uma terra que possam considerar sua. E noite após noite, eles e os seus companheiros de desdita reinventam toda uma sociedade: escolhem-se líderes, redefinem-se códigos implícitos de generosidade, irrompem acessos de violência, de desejo brutal, de raiva assassina. Este romance que é universalmente considerado a obra-prima de John Steinbeck, publicado em 1939 e premiado com o Pulitzer em 1940, é o retrato épico do desapiedado conflito entre os poderosos e aqueles que nada têm, do modo como um homem pode reagir à injustiça, e também da força tranquila e estoica de uma mulher. As Vinhas da Ira é um marco da literatura mundial."
É, sem dúvida, um livro soberbo, tal como o filme que pode ser visto aqui.
Mais informações sobre o livro podem ser lidas aqui, aqui e aqui.
Para começar a ler, clicar sobre a imagem abaixo.
Também ler ou fazer o download aqui. Claro que pode sempre requisitar o livro na Biblioteca.
Vai ser hoje, pelas 21h00, a apresentação do livro "Lendas e Contos Populares de Portugal", na Escola Secundária de Gondomar.
Nele participaram as Crianças e Educadoras dos JI e os Alunos e Professores das EB do 1º CEB do Agrupamento de Escolas de Gondomar nº 1, num Projeto dinamizado pelas Bibliotecas Escolares do Agrupamento.
Na sessão de hoje haverá momentos de representação e projeção de um vídeo dos alunos e exposição dos trabalhos realizados no âmbito do projeto.
Tal como consta no prólogo do livro:
"Assim se chama o projeto de desenvolvimento da leitura e da escrita que Direção e Bibliotecas Escolares desenvolveram para as crianças dos Jardins de Infância e para os alunos do 1º ciclo do Ensino Básico do Agrupamento de Escolas nº 1 de Gondomar. O projeto foi lançado no início do ano letivo e contou com o entusiasmo e o empenho de educadoras e professores do AEG1, tanto mais que o tema para o ano agora terminado era bem interessante: Lendas e Contos Populares de Portugal.
Foi feita uma grelha inicial com base na divisão territorial portuguesa. Cada escola ou Jardim ficou incumbido de trabalhar cada uma das regiões com as crianças e alunos. Esta publicação é um dos resultados desse trabalho, em que praticamente todas as escolas participaram. Além disso, escolas houve que solicitaram a colaboração dos encarregados de educação, que apresentaram resultados surpreendentes, outras realizaram pequenos filmes e momentos de dramatização de lendas e contos populares, fizeram-se petiscos e iguarias gastronómicas alusivos às diferentes regiões do país, etc. Enfim, mais uma vez, os livros e a leitura permitiram que muitas crianças e alunos viajassem sem sair da escola e que ficassem a conhecer melhor a riqueza e a diversidade de Portugal, ilhas incluídas.
Este primeiro volume do Projeto apresenta-nos 25 lendas e contos populares portugueses, ordenados de Norte para Sul, terminando a viagem nas ilhas. É, sobretudo, o reconto, mas também o resumo, os pormenores que mais chamaram a atenção, a diversidade de trabalhos e, claro, a ilustração que também confere cor e originalidade a este Projeto.
Concluindo, Direção e Bibliotecas Escolares do Agrupamento sentem-se satisfeitas pelo trabalho de elevada qualidade produzido, pelo empenho de todos no projeto (crianças, alunos, educadoras, professores, pais) que, sem dúvida, muito contribui para mostrar (um pouco) do excelente trabalho que, mesmo com muitas dificuldades e limitações, se vai fazendo no AEG1.
Obrigado e… boas leituras! E, lembrem-se, LER COM OS AMIGOS… AINDA É MELHOR!"
Uma forma diferente de fazer o lançamento de um livro!!!
Eu queria tanto ler um bom livro pelo verão. Prosa que dê que pensar e aqueça o coração. Um romance onde o amor e a tragédia dão a mão queria tanto ler um livro assim surpreendente até ao fim tão repleto de emoção. Acontece que eu sei que alguém o está a criar. Parece que me escutou e pôs-se a escrevinhar e vai dar-nos essa chance abismar-nos com romance de mistérios imprevistos confusões e desvarios arrepios e redenções faz-nos fintas e dá socos e faz-nos cair ao chão Ai eu quero tanto ler um bom livro este verão.
A leitura, nunca é demais dizê-lo, é essencial para o cérebro, tal como o exercício físico o é para o corpo.
Muitos escritores, filósofos, autores se debruçaram sobre a sua importância e sobre ela escreveram. As frases seguintes ilustram bem a forma como o fizeram.
Quem não lê, não quer saber; quem não quer saber, quer errar. Padre António Vieira O homem é aquilo que lê. Brodsky , Joseph O livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive. Vieira , António Eu li um livro um dia e a partir daí toda a minha vida mudou desde aí. Pamuk , Orhan Eu tive realmente imensos sonhos quando era criança, e penso que grande parte deles nasceu do facto de ter tido a opotunidade de ler imenso. Gates , Bill Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever - inclusive a sua própria história. Bill Gates
O verdadeiro analfabeto é aquele que aprendeu a ler e não lê. Mário Quintana.
A leitura torna o Homem completo; a conversação torna-o ágil, escrever torna-o preciso. Francis Bacon, escritor e filósofo. Quem lê muito e viaja muito, vê muito e sabe muito. Miguel de Cervantes, escritor Que outros se orgulhem do que escreveram, eu orgulho-me do que li. Jorge Luís Borges, escritor. Um livro deve ser o machado que quebra o mar congelado que há dentro de nós. Franz Kafka, escritor. Se esta nação é tão sábia como forte, se queremos alcançar o nosso destino, então precisamos de mais idéias novas, mais homens sábios, mais bons livros em mais bibliotecas públicas. Essas bibliotecas devem estar abertas a todos, exceto ao censor. Devemos conhecer todos os factos, ouvir todas as alternativas e ouvir todas as críticas. Acolhamos livros polémicos e autores controversos. John Fitzgerald Kennedy, Ex-Presidente dos Estados Unidos. Aprender a ler foi a coisa mais importante que me aconteceu. Quase 70 anos depois lembro claramente a magia de traduzir as palavras em imagens. Mário Vargas Llosa, Prémio Nobel de Literatura. Sem bibliotecas, o que temos? Nem passado nem futuro. Ray Bradbury, escritor Nós seriamos pior do que somos sem os bons livros que lemos, mais conformistas, menos insubmissos e o espírito crítico, motor do progresso, nem existiria sequer. Mário Vargas Llosa, Premio Nobel de Literatura. Em algum lugar de um livro há uma frase esperando por nós para dar um sentido à nossa existência. Miguel de Cervantes, escritor Um livro aberto é um cérebro que fala, fechado um amigo que espera, esquecido uma alma que perdoa, destruído um coração que chora. Provérbio hindu
Nesta semana da Feira do Livro, um poema escrito pela nossa Lininha.
Eu sou um livro
Eu sou um livro cansado de tanto esperar esquecido na prateleira da vida sonhando ser escolhido, favorito de alguém, sentir o calor amoroso de umas mãos a me folhear, descobrindo quem sou... Já tenho folhas amarelecidas, de tanto ser esquecidas, de não serem lidas, nem escritas por ninguém. as estações do tempo foram passando carregadas de dor, solidão, emprestando-me os seus lenços de assoar, secando as lágrimas de cada adeus no relógio apreçado da despedida ao seu passar. Minhas páginas já um pouco amarrotadas, escritas com a pena dos meus nadas, falam de desamores, desprezo e desdita desta minha existência lavrada de medo, solidão, as linhas da minha mão se riscam de desilusão, em linhas cruzadas do meu destino, sem rumo neste meu caminho, estrofes desbotadas, notas desafinadas sem melodia, sem canção Murcham minhas flores, rosas, tulipas, orquídeas jasmim, desfolham suas pétalas sequiosas, famintas no meu jardim, neste livro onde me escrevo, Me perco e elevo, nas metáforas dos meus dias, nas elipses, nas anáforas, acesas cenestesias, onde me venho falar, povoando de mim os meus dias. Sou um livro cheio de nadas, encadernado com as noites vazias, gélidas madrugadas, capas cozidas com trémulos dedos, pintadas de saudade, onde guardo os meus segredos. Sim, sou um livro, com muito para contar, histórias tão tristes, que fazem chorar, mas também poemas de amor, paixões em flor, esmagadas pelos vendavais do meu terror. Aqui me desnudo das penas e das máscaras, dos sorrisos forçados, dos lamentos guardados, estiletes afiados que me rasgam por dentro, os sentidos escorrem sangrando num corte cruel, cinzelando o meu ser, esse grito aprisionado em mim, que jorra como lava ardente para o papel. Sim, eu sou um livro, maldito, proibido, cheio de defeito, marcado de marginalização, tão sem graça e arrepiante, para quem olha, desdém e passa, mas onde se iluminam pensamentos, se descartam os amantes, se traçam sonhos, esperanças, onde ainda bate humanamente um coração.
Esta é a frase que Nuno Baptista e a sua Associação querem fazer passar a todos quantos vêem os seus vídeos ou lêem o livro que veio apresentar.
Hoje, recebemos a visita de Nuno Baptista, psicólogo, co-autor do livro "Diário de uma abelha nada aselha!" e co-fundador da Associação Projeto Be Equal, uma associação que, "falando de assuntos sérios de uma forma dinâmica e divertida, procura, desde muito cedo, transmitir e desenvolver nos jovens a ideia do respeito pela diferença." O BE EQUAL é um projecto de promoção de igualdade. Temas como igualdade de género, discriminação social foram abordados por Nuno Baptista nesta sessão com alunos de 5º e 6º Anos.
“Olá! Eu sou a Be. Sou uma abelha muito abelhuda e ando sempre a esvoaçar e zumbir por todo o lado. Todos os dias conheço pessoas diferentes e inspiradoras, e tenho a oportunidade de viver experiências zumbasticamente fantásticas. Por isso, decidi escrever este diário que, agora, quero partilhar contigo. És de confiança, certo?! Eu acredito que sim! Mas, para acederes às abelhices que tenho para te revelar, terás de zumbir uma promessa ultrassecreta…Alinhas?! Vem daí!” — Um livro que aborda a temática da discriminação, de forma dinâmica, divertida e eficaz.“
Brevemente, a Biblioteca disponibilizará este livro para requisição domiciliária.
Estreou, no passado dia ,1 o filme de João Botelho, em que é recriada a obra de Fernão Mendes Pinto, "Peregrinação".
" “Em março de 1537, aos 26 ou 28 anos, Fernão Mendes Pinto, fugindo à miséria e estreiteza da sua vida, partiu para a Índia em busca de fama e fortuna”. Assim, no meio de uma terrível tempestade,começa este filme que relata os sucessos e as desventuras deste escritor aventureiro que, no decurso de 21 anos em que esteve no Oriente, foi “13 vezes cativo e 16 ou 17 vendido”. Mas, em vez da fortuna que pretendia, foram-lhe crescendo os trabalhos e os perigos. Aventureiro sim, mas também peregrino, penitente, embaixador, soldado, traficante e escravo, Fernão Mendes Pinto foi tudo e em toda a parte esteve. “Por extraordinária graça de Deus” regressou salvo para nos deixar um extraordinário livro de viagens, numa escrita hábil e fulgurante, carnal e violenta, terra-celeste. Esse livro de viagens editado três dezenas de anos após a sua morte transformou-se no primeiro best-seller da língua portuguesa,sendo traduzido e publicado em todos os reinos da Europa. A PEREGRINAÇÃO que agora vos apresentamos narra pedaços dessa observação aguda, exacerbada, exagerada que, na sua fascinante pressa de contar, aquele aventureiro dos sete mares nos deixou. Desventuras sim (“cada acção tem uma paga, cada pecado um castigo”) mas também sucessos: o cometimento e a grandeza das descobertas ou “achamentos” de outras terras e de outras gentes,no século de oiro da História de Portugal. Um filme de aventuras!"
Que obra é "Peregrinação"? Quem foi Fernão Mendes Pinto? Em que mundo viveu?
"No século XVI Fernão Mendes Pinto percorreu o Oriente, interdito aos ocidentais até aí. De regresso contou as suas aventuras, num relato que muitos consideraram fantasia. Hoje é consensual o valor histórico e literário do testemunho desta "Peregrinação".
No livro, o autor narra a sua vida, de aventuras e desventuras, e as suas viagens pelo Oriente, ao longo de 21 anos, em relatos com descrições muito pormenorizadas dos povos, das línguas e das terras por onde passou e onde revela admiração e fascínio pela grandiosidade dessas civilizações.
No Ocidente da época ninguém acreditava que o Oriente fosse assim tão rico e tão diferente quanto a tradições culturais. O autor é acusado por muitos de exagero, tendo ficado célebre o dito popular «Fernão, Mentes? Minto!». Contudo, é hoje indiscutível o valor do seu testemunho, escrito com elementos verídicos e de ficção.
“Peregrinação” torna-se um sucesso, um pouco por toda a Europa da época, pelos conhecimentos amplos sobre o Oriente. Teve dezanove edições, em seis línguas."
Fernão Mendes Pinto "Andou embarcado, foi soldado, corsário, missionário e mercenário. Viajou pelo Oriente português de quinhentos, conheceu a China e o Japão. Foi prisioneiro e escravo, e um dos primeiros aventureiros europeus a contar o Oriente à Europa.
Fernão Mendes Pinto (1510?-1583?) nasceu em Montemor, mas ainda jovem foi para Lisboa, onde ficou ao serviço do Duque D. Jorge, irmão do rei D. João II.
Alguns anos depois parte para a India e nos vinte anos seguintes vai percorrer o mundo vivendo aventuras e procurando fortuna.
Durante esse percurso entra em guerras e missões diplomáticas. Naufraga. É prisioneiro e vendido como escravo.
Conhece Francisco Xavier e torna-se missionário, partindo para o Japão como diplomata, envergando o hábito. Desilude-se dos Jesuítas e regressa às suas deambulações.
Regressado a Portugal casa e tem filhos. Escreve o livro “A Peregrinação”, onde relata as suas deambulações pela Ásia. A obra só será editada 20 anos depois da sua morte.
A última reedição deste livro é constituída por três volumes. Um deles tem a versão original do livro em Português da época. Dos outros, um é a versão em inglês e os restantes, também em inglês – para internacionalizar a obra – trazem anotações e um índice bibliográfico."
"A grande aventura de um português no Oriente constitui a primeira narrativa de viagens portuguesa. Fernão Mendes Pinto vai em busca de fortuna e regressa com histórias que não cabem no imaginário ocidentaI. Que mundo é este da "Peregrinação" quinhentista?
Andavam as caravelas portuguesas na epopeia dos Descobrimentos, quando Fernão Mendes Pinto decide embarcar à procura de novas oportunidades de negócio. A viagem encetada em 1537 irá durar 21 anos, um tempo de venturas e desventuras nos confins da Ásia, onde por 13 vezes é cativo e 17 vezes vendido. O que nenhum ocidental tinha até então observado é por ele relatado na primeira pessoa, espetador e personagem principal de uma realidade exótica, com povos, culturas , paisagens e animais fantásticos de terras que ficavam do outro lado do mundo.
Fernão Mendes Pinto escreve “Peregrinação”, uma narrativa descritiva, dinâmica e colorida da presença portuguesa no oriente, com informações importantes sobre a história e a geografia de outras civilizações, a que não faltam episódios de crueldade e duras críticas à atuação dos portugueses naquelas paragens e à desmesurada ganância dos homens. A veracidade de alguns relatos foi no entanto posta em causa e, o seu autor, desacreditado e rotulado de mentiroso. Realidade misturada com alguma ficção, certo é que este livro do aventureiro português é comparado em grandiosidade ao poema épico de Luís de Camões, seu contemporâneo.
Seguimos a história desta “Peregrinação” de uma vida, obra-prima publicada no início do século XVII, com sucesso imediato e traduções para as principais línguas europeias, no excerto do documentário “Grandes Livros”."
A RTP realizou um documentário intitulado "Nos Passos de Fernão Mendes Pinto".
"No âmbito da comemoração dos 500 anos do nascimento de Fernão Mendes Pinto, provavelmente o maior aventureiro português, o autor Gonçalo Cadilhe apresenta um documentário dividido em dois episódios de 50 minutos cada sobre a vida, as viagens e a obra "Peregrinação" de Fernão Mendes Pinto.
O documentário decorre nalguns dos países do Oriente por onde Mendes Pinto passou, nomeadamente Índia, Indonésia, China, Japão, Vietname, Malásia e Cambodja. É portanto um documentário de viagens, num registo informal e mochileiro, em que Gonçalo Cadilhe vai interligando os lugares por onde passa e as experiências que vivencia com temáticas da História de Portugal e Universal do período dos Descobrimentos, com questões polémicas relacionadas com a biografia de Fernão Mendes Pinto e naturalmente com episódios da Peregrinação.
Tal como declara no início do documentário, Gonçalo Cadilhe não pretende reconstituir os itinerários da Peregrinação, tarefa aliás ingrata se não mesmo impossível dadas as imprecisões da obra, nem sequer apresentar uma biografia tout-court de Fernão Mendes Pinto. Pretende-se, isso sim, ?lançar pistas, abrir portas, provocar reflexões? sobre a maior obra de literatura de viagens da língua portuguesa e toda a conjuntura histórica que a envolveu. Para além das cenas ?on the road?, que constituem a principal fatia do documentário, ?Nos Passos de Fernão Mendes Pinto? tem a participação de vários académicos portugueses, da área da História e da Literatura, especializados em Fernão Mendes Pinto."
Teve início, hoje, a Feira do Livro. Terminará no próximo dia 16, 4ª feira.
Nesse dia, a partir das 9.15h, estará na nossa escola a escritora, Aline.
Aline, de seu nome Adelina Rosa, reside em Gondomar. Tendo retomado os seus estudos já em adulta, fez o 12º Ano.
Publicou, em 2012, o seu primeiro livro “A bela e o monstro e outros contos mágicos”. Sempre gostou de escrever e, nos seus livros, recria histórias infantis em verso.
No dia 16, virá apresentar o seu mais recente livro "O Principezinho".
Nuno Meireles esteve, na sexta-feira, no auditório da nossa escola. Aluno/as de 9º Ano e professores assistiram comovidos à apresentação que o próprio fez do seu percurso de vida. Foi uma verdadeira lição, uma aula de vida aquela que o Nuno nos deu. Apesar de todas as limitações físicas que tornam difíceis todas as atividades do dia a dia, mostrou-nos que o ser humano é mais do que aquilo que se vê. É espírito, é alma, é força que faz com que o impossível se realize. Obrigada, Nuno.