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terça-feira, 7 de março de 2017

Concurso Nacional de Leitura - obras selecionadas para a 2ª Fase

As obras selecionadas para a 2ª Fase do Concurso Nacional de Leitura para o 3º Ciclo, este ano, são


  • "Bicicleta à chuva" de Margarida Fonseca Santos


"Uma História sobre Bullying, Coragem e Amizade

Crescer é um desafio enorme. Mas às vezes é difícil decidir que caminho devemos seguir. A Escolha É Minha é uma coleção sobre as opções que tens de tomar todos os dias com histórias de vida contadas por jovens como tu. Esta história, Bicicleta à Chuva, podia bem ser a tua ou quem sabe a de alguém que conheces.
O Jaime carrega um enorme segredo: um grupo de rufias, os Alcaides, toma conta da sua vida de muitas maneiras, deixando-lhe o corpo e a mente com marcas difíceis de apagar.
O Valdomiro, o chefe dos Alcaides, luta para, de alguma forma, conseguir ser importante naquele bairro tão complicado.
Um dia, em frente à paragem do autocarro, o Jaime vê uma bicicleta antiga encostada ao muro de pedras, e desenha-a. Cai uma chuva miudinha, mas o dono da bicicleta, o Joaquim, não se incomoda com isso, e interessa-se por aquele desenhador.
Nasce assim uma amizade capaz de revolucionar a vida do Jaime e de muitos outros. Queres saber como? Então, vem daí!

Um livro tão comovente e emocionante que os mais novos não vão conseguir parar de ler!

Livro recomendado pelo  Plano Nacional de Leitura para o 3º Ciclo."

  • O pintor debaixo do lava-loiças" de Afonso Cruz 



"A liberdade, muitas vezes, acaba por sobreviver graças a espaços tão apertados quanto o lava-loiças de um fotógrafo. Esta é a história, baseada num episódio real (passado com os avós do autor), de um pintor eslovaco que nasceu no final do século XIX, no império Austro- Húngaro, que emigrou para os EUA e voltou a Bratislava e que, por causa do nazismo, teve de fugir para debaixo de um lava-loiças."


"O livro tem apenas 170 páginas e muitos bonecos pelo meio. Olhos, muitos olhos, e mais uns quantos semelhantes ao da capa. Mas não se trata de um livro infanto-juvenil. A história em si baseia-se num facto real - a família do autor teve um pintor judeu escondido debaixo do lava-loiças durante meses, no decurso da II Guerra Mundial - mas a vida do pintor é ficcional.
Jozef Sors nasce numa grande casa do império Austro-Húngaro, filho do mordomo e de uma engomadeira, nos finais do século XIX. O proprietário da casa é Moller, um coronel do exército, que também tem um filho de tenra idade e logo decide contratar um precetor para tratar da educação de ambos, democraticamente. Ao contrário do que seria de esperar, os rapazes não se tornam amigos: Wilhelm é um leitor compulsivo, que considera que "a última página de um livro é a primeira do próximo", tal como os fumadores inveterados acendem um cigarro no outro; Jozef, por seu turno, é um desenhador frenético que, desde que aprendeu a pegar num lápis, não faz outra coisa senão desenhar em papéis, paredes, terra ou até em pensamentos; Havel Kopecky, o precetor, entende que o mais importante é ensinar-lhes filosofia desde cedo.

Um mordomo que não entende metáforas e abomina armas, um coronel sensível que por vezes enfeita o cabelo com flores, a menina Frantiska que mora na casa vizinha e que adora que lhe empurrem o baloiço enquanto concebe estranhas teorias, são algumas das personagens inverosímeis que influenciam o jovem Jozef, também ele atreito a elaborar uma teoria sobre "o problema da dispersão e a lei de Andronikos relativa à árvore de Dioscórides". Complicado? Nem por isso, já que adolescentes cheios de certezas teóricas nunca faltaram, nem faltarão. Até ao pintor se esconder debaixo do lava-loiças de um fotógrafo da Figueira da Foz, pois, só várias páginas depois e muitos anos volvidos...

O livro é muito imagético e recheado de metáforas, onde se sucedem frases sentenciosas e de uma certeza inabalável, para nos capítulos seguintes descobrirmos que, afinal, certezas e teorias também podem cair por terra, mesmo que já seja tarde para emendar o engano. Não se trata da defesa desta ou daquela "verdade", mas de sintética, ingénua e quase poeticamente traçar a linha dos pensamentos de um ser humano, à medida que cresce e evolui. Surrealista, também!

Citações:

"- Parece-me uma grande felicidade que, quando se olhe para o mundo, pareça sempre que é a primeira vez que o fazemos."

"As esquinas são propícias às cervejarias, pois parece que chamam clientes de um lado e do outro, fregueses perpendiculares que se cruzam a meio de uma cerveja."

"- Somos mesmo esquisitos: a escuridão cega-nos e a luz também. Os olhos fechados deixam-nos sozinhos. Os olhos abertos mandam-nos para a prisão."

"Só sobrevivemos numa corda muito fina estendida sobre um abismo. Todo o ser vivo é um equilibrista. Todo o ser vivo é um mau equilibrista. Acabará sempre por cair." 

segunda-feira, 6 de março de 2017

Concurso Nacional de Leitura - Fase regional



"A fase regional do Concurso Nacional de Leitura, na Biblioteca Municipal Almeida Garrett, no Porto, já arrancou. Pelo 11º ano consecutivo a Câmara Municipal do Porto/Biblioteca Municipal Almeida Garrett organiza a 2ª fase do Concurso Nacional de Leitura, com uma rede ampla de parceiros, como a Direção Geral do Livro, dos Arquivos e Bibliotecas, a Rede de Bibliotecas Escolares e o Plano Nacional de Leitura.
Este ano, a fase é regional, e engloba 514 participantes de 17 municípios da Área Metropolitana do Porto - 360 alunos do 3º ciclo e 154 do ensino secundário. Estão inscritas 126 escolas e esta recetividade enorme por parte das escolas, alunos, professores e professores bibliotecários muito nos entusiasma e orgulha. A responsabilidade e exigência é muito elevada. O espírito de equipa que tem caracterizado o CNL do Porto tem sido o ingrediente fundamental. Também por isso, e porque vivemos tempos muito complexos, o tema que selecionamos este ano foi a “Esperança”.

As provas e programa paralelo irão decorrer no dia 10 de maio de 2017, na Biblioteca Almeida Garrett, nos jardins do Palácio de Cristal. Posteriormente, serão enviadas informações sobre o programa, as regras gerais, etc. Os livros que a equipa da Biblioteca Almeida Garrett selecionou de leitura obrigatória para cada ciclo de ensino foram:

3º ciclo
Bicicleta à chuva – Margarida Fonseca Santos
O pintor debaixo do lava-loiças – Afonso Cruz
Secundário
O meu país inventado – Isabel Allende
Aparição – Vergílio Ferreira

O tema, na verdade, é tão amplo quanto complexo. Dentro da esperança podemos compreender a procura de nós próprios, a valorização da pessoa na sua liberdade de ser. Em todas estas obras, e de alguma forma, o narrador/escritor transcende os factos através da arte, seja por via da palavra, da escrita, seja por via da ilustração ou da pintura. A esperança vem muitas vezes em contraposição pela superação de inúmeros contratempos, silêncios, dores, angústias ou ruturas. Importante para nós é que a leitura destas obras seja também uma celebração da vida, da interrogação, do diálogo, da comunicação, de abertura ao(s) outro(s) e a si próprio. Esperamos, assim, que a 11ª edição do CNL no Porto seja, uma vez mais, uma grande festa do livro e da leitura, uma enorme comunidade inter-geracional de leitores."

Retirado do email enviado pela Biblioteca Almeida Garrett (BMAG)


Para lembrar os alunos selecionados na 1ª Fase que representarão a nossa escola na BMAG, em maio, ver aqui.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Novidades de fevereiro



"Em plena adolescência, Adrian Mole continua profundamente atormentado pelos dramas e peripécias que se sucedem na sua vida. Como se não bastassem as borbulhas, as discussões dos pais e os arrufos com a sua amada Pandora, vê-se perante a mais inesperada das notícias – vai ter um irmão e... quase em simultâneo, um meio-irmão!! O que poderia acontecer-lhe de pior? Hilariante e enternecedor, Adrian Mole continua a cativar sucessivas gerações de leitores em todo o mundo. "


"Neste novo volume do célebre autor de Diários, Adrian Mole, agora com 23 anos e ¾, vive desconsolada e melancolicamente num cubículo do apartamento em Oxford, de uma mulher bonita e cheia de sucesso – Pandora –, que maltrata constantemente o seu antigo namorado de infância. Ele continua a trabalhar no Ministério do Ambiente, onde é responsável pelos tritões – uma espécie que passou a detestar em segredo.

Este novo livro de Sue Townsend acompanha o génio incompreendido da Inglaterra Central em mais de uma das suas viagens pelo Vale dos Sonhos da Rejeição e da Humilhação, na procura das terras altas e soalheiras do amor retribuído e, sobretudo, da publicação do seu romance. 

Qualquer pessoa que alguma vez tenha sido jovem, que não tenha nascido dotada e que tenha tido vinte e três anos, reconhecerá no Adrian um herói com quem pode identificar-se, um herói dos nossos dias.

CRÍTICAS DE IMPRENSA
«Adrian tem agora 23 anos e ¾ e vive "desconsolada e melancolicamente" em Oxford, num cubículo do apartamento de uma mulher que é "bonita e cheia de sucesso" e ainda por cima se chama Pandora. E a saga diarística deste «herói dos nossos dias» continua…»

Público

«O seu êxito vem de uma mistura de piadas sensacionais às quais está subjacente uma crítica política e social séria, e da forma brilhante como aflora a vida contemporânea.»"

Sunday Times 


 "Adrian Mole já entrou na vida adulta, mas as coisas não estão a ser exatamente como ele esperava. Ainda a viver em casa dos pais, ainda apegado ao Pinky, o seu coelhinho, com um trabalho precário na biblioteca e às voltas com os padecimentos amorosos que Pandora lhe inflige, Adrian não se sente propriamente no papel do adulto plenamente realizado. Mas, se pensarmos bem, sem as vicissitudes e as farpas da vida moderna, sobre o que poderia escrever um poeta intelectual como Adrian? Uma das personagens mais queridas da literatura britânica e universal, Adrian Mole continua a deliciar-nos com as suas peripécias enternecedoras e hilariantes. 

Uma obra-prima da comédia e da sátira social."


 "Plano Nacional de Leitura

Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura.



Com Crime e Castigo, a Editorial Presença inaugura a publicação da obra de um dos maiores escritores de sempre, numa nova e criteriosa tradução, feita directamente a partir do russo. Datado de 1866, este é o primeiro dos grandes romances que Dostoiévski escreveu já em plena maturidade literária, sendo, provavelmente, a mais bem conhecida de todas as suas obras. Recriando um estranho e doloroso mundo em torno da figura do estudante Raskólnikov, perturbado pelas privações e duras condições de vida, é uma das obras por excelência fundadoras da modernidade. Pelo inexcedível alcance e profundidade psicológica, sobretudo no que implica a exploração das motivações não conscientes e a aparente irracionalidade nos comportamentos das personagens, este autor russo tornou-se uma referência universal na literatura, sem perda de continuidade até aos nossos dias. Esta nova versão em língua portuguesa das obras de Dostoiévski, cuja qualidade permite ao leitor fruir plenamente da extraordinária riqueza dos textos originais, e da responsabilidade de Nina e Filipe Guerra."

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Novidades de fevereiro 2


"...esta obra proporciona uma viagem em que a ciência e o sonho, o real e o onírico se cruzam expressivamente, como parece sugerir a inscrição da capa “Uma história maravilhosa sobre a circulação do sangue”. O sonho de Alexandra, uma menina internada no hospital após um atropelamento, é a matéria ficcional deste conto em que, metaforicamente, se conta o percurso ou a viagem do sangue, identificado com um imenso rio de 100 000 Km, a partir de múltiplas sugestões e referências geográficas e culturais, inscritas no Património da Humanidade. Estes elementos, aliados às inúmeras menções de âmbito anatómico, por exemplo, fazem desta obra um objecto que proporciona um contacto lúdico com a Ciência. É fácil a aproximação dos jovens leitores a esta história relatada com vivacidade e entusiasmo, a partir de um discurso sensorial, por vezes, até, sinestésico, e frequentemente marcado por um tom coloquial e dialógico."
  


"Umas férias em caravanas puxadas por cavalos significam aventura para os Cinco! Sobretudo quando encontram um circo pelo caminho!

Mas o circo tem pessoas muito desagradáveis, que parecem ter planos mais sinistros do que mostrar umas simples palhaçadas. Que planos serão esses? "



Opinião dos leitores:

"Lembro-me de perguntar à minha mãe se podia levar o livro para ler, quando o vi num expositor! Ela disse que sim mas a principio ainda vacilou... Quando entrei no carro ela teve de voltar para trás porque se tinha esquecido de alguma coisa. Eu iniciei leitura... Só me lembro de ver a minha mãe entrar no carro e olhar para o número da página: 50! Em menos de dez minutos, que nem dei por passarem... _Mãe, adoro o livro, adoro as personagens, adoro tudo! Sou fã da Enid Blyton a partir de hoje! - dizia eu, eufórica por ter ainda uma coleção inteira para ler. E ainda tenho! Sou uma fã incondicional da autora e soube-o ao fim de apenas 50 páginas! NUNCA hei de parar de ler estes livros... NUNCA! Adorava fazer parte destas histórias e conhecer Os Cinco... Para além de serem personagens e não pessoas reais, para mim são mais do que amigos que me acompanharam em tantos momentos da minha vida e continuam a acompanhar..."



"Mais uma vez, Uderzo pega num tema actual para mais um aventura de Astérix. O drama instala-se na aldeia dos irredutíveis quando o druida descobre que a sua reserva de petróleo bruto acabou e que falta deste ingrediente coloca os gauleses à mercê das legiões romanas.

Astérix e Obélix vão ser obrigados a percorrer meio-mundo para encontrar este precioso ingrediente, sem o qual Panoramix não pode fazer a poção mágica. Nesta missão, terão de enfrentar um dos mais temidos espiões de César: Zerozerosix.

Uderzo, neste segundo álbum a solo, faz um tributo a René Goscinny, com o falecido argumentista a aparecer na pele de um beduíno. "



"Matasétix está pior que estragado: César ousou dizer que, de todos os povos da Gália, os Belgas são os mais corajosos. E o pior é que os terríveis Gauleses já nem sequer assustam os novos recrutas do campo de Factotum...

De trouxa ao ombro e acompanhado por Astérix e Obélix, o chefe parte imediatamente para a Bélgica. Aí, lança um desafio aos Belgas: o povo mais corajoso será aquele que destruir o maior número de campos romanos. E César é escolhido para arbitrar este duelo histórico! "


"Adrian Mole é um adolescente com as preocupações existenciais de um adolescente: borbulhas; o corpo a crescer em sítios inesperados (inesperadamente); a cabeça a pedir explicações para todos os factos da vida; os factos da vida a fazerem «fintas» à cabeça; o desejo de fazer versos; o amor pela grande literatura universal; a paixão pela mulher-menina amada.

Quando Adrian Mole inicia o seu diário ele tem 13 anos e três quartos. Quando o acaba tem quinze anos completos. Pelo caminho fica o registo emocionante, inocente, engraçado e, quando calha, desesperado, do dia a dia de um rapazinho dividido e multiplicado entre e pelos pais (com uma tendência danada para se separarem e embriagarem...), a namorada, os professores, os amigos (entre 14 e 90 anos), a avó, o cão, os pais dos amigos, os vizinhos e o mundo em geral. "


"Matasétix tem uma crise de fígado e vê-se obrigado a ir para as termas de Vichy. Astérix e Obélix acompanham-no, mas logo percebem que as termas não são o melhor local para quem gosta de bem comer e melhor beber... e vêem-se obrigados a ir para Arverne fazer turismo enquanto o chefe se restabelece. Ali travam amizade com os locais e ficam a saber que Júlio César, que tinha vencido o chefe Gaulês Vercingétorix, pretende fazer uma entrada triunfal na região... em cima do escudo do chefe gaulês derrotado. Como ninguém sabe onde o está o dito escudo, Júlio César incumbe Berloqus de o encontrar. É assim que os nossos amigos gauleses se vêem envolvidos em mais uma aventura, desta feita para encontrarem primeiro o precioso escudo e estragarem os planos a Júlio César. "


"O poderoso retrato de um jovem estudante na Inglaterra do século XIX
Em Rugby School uma escola pública da Inglaterra do século XIX, Tom Brown, um jovem estudante e os seus amigos vivem constantemente ameaçados por alguns rapazes mais velhos, entre os quais se destaca o cruel e sádico Flashman.
Quando o dr. Arnold assume o lugar de novo reitor do colégio ele vai herdar um local onde à noite reina o terror e onde os mais rudes jovens são obrigados a conviver sem a vigilância dos adultos ou regras. Apesar da violenta objecção por parte do seu "staff" e resistência de alunos mais velhos, Arnold inicia um programa de reformas radicais. Apoiado pela mulher, Mary, ele gradualmente vai reforçando os valores da verdade, lealdade e respeito entre os rapazes."




"Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o 7.º ano, destinado a leitura autónoma.

Numa noite de dezembro, uma faroleira descobre um velho livro num baú que dera à costa. As letras douradas do título estão quase apagadas, as páginas cobertas de bolor são ilegíveis; só o papel das ilustrações resistiu...
De súbito essas imagens ganham vida e, um após outro, os heróis do livro contam à jovem a sua fabulosa história!
Billy Bones, o homem da cicatriz, lorde Trelawney, Ben Gunn, Jim Hawkins, o jovem e corajoso marujo, e Long John Silver, o pirata da perna de pau, sonharam todos eles descobrir o tesouro do sanguinário capitão Flint... "



quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Novidades de fevereiro

Os amigos continuam a surpreender-nos. A Biblioteca Municipal ofereceu-nos alguns livros. Obrigada.



"Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o 1º ano de escolaridade, destinado a leitura orientada.

A Handa mete no cesto sete frutas deliciosas para fazer uma surpresa à sua amiga Akeyo. Mas no caminho a Handa passa por muitos animais, e as frutas têm um ar muito convidativo…

Quando chega junto da amiga e poisa o cesto, quem tem uma grande surpresa é a Handa!"

Ver, também, aqui.


"Um fabricante de violinos chamado Stradivari morreu há duzentos anos deixando um mistério no ar que ainda não foi desvendado: como conseguia ele que os seus violinos tivessem um som tão especial? Seria a madeira? Seriam as cordas? Seria o verniz? Ou seria algum truque de magia? Ninguém sabe. Mas os violinos que ficaram prontos valem hoje mais que jóias, mais do que carros e até mais do que casas. O desaparecimento de um violino «Stradivarius» é motivo de alarme e justifica a mais complicada das investigações."



 "Sophie Feodorovna Rostopchine, a Condessa de Ségur, nasceu em 1799 em São Petersburgo. Passou a infância em Voronovo, a propriedade da família, recebendo dos pais uma educação muito severa. A mãe era uma mulher austera e muito católica. O pai era general e conde.

Em 1817, o conde caiu em desgraça e exilou-se em França com a família. Sophaletta não voltaria a ver a terra natal. Em Paris, foi apresentada a Eugène de Ségur com quem casou em 1819.

Aos 58 anos, a Condessa de Ségur publica o seu primeiro livro, Novos Contos de Fadas. Foi o seu marido que a apresentou ao editor Louis Hachette.

Hachette ficou logo encantado com as histórias que a condessa escrevia para os netos. Para as publicar, decidiu criar uma coleção de livros destinados aos jovens. Sophie de Ségur escreveu cerca de 20 romances para o editor. 

O êxito da obra manteve-se ao longo dos tempos."



 "Naquele Inverno não foi só o Chico que se inscreveu para praticar desporto nas horas vagas, foram todos. Cada um escolheu sua modalidade e andavam delirantes com os treinos.

Não esperavam era que uma torneira avariada nos corredores do estádio funcionasse como mola e os catapultasse para a mais estranha das conspirações. E também não esperavam que uma enguia eléctrica lhes pudesse dar ideias e que a grande ajuda viesse de um pombo-correio chamado Pascoal."



"Evoramonte é uma terra carregada de História. Fica no alto de um monte, as casas foram construídas dentro da muralha e tem um castelo muito especial com vários séculos de existência.A primeira noite que o grupo passou em Evoramonte tornou-se super-excitante porque apareceu gente na rua vestida com roupa de outros tempos. Afinal era uma equipa de cinema que até precisava de jovens actores. Todos se candidataram e viram-se envolvidos numa intriga que incluía poções mágicas! "


"Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o 3º ano de escolaridade, destinado a leitura autónoma.


A Sofia acha que a sua boneca de cera está pálida e com frio. Por isso, põe-na ao sol e... ela derrete-se. Sofia chora, mas nem tudo está perdido porque ela se lembra de convidar as amigas para o divertido enterro da boneca! A Sofia quer brincar com os seus peixes vermelhos e... acaba por deixá-los morrer! E quando tenta ser uma menina bonita, faz um chá para os seus primos... com giz e água do cão. Fica de castigo! Mas a mãe tem razão: ela é uma menina boazinha, tudo isto não passa de uma série de peripécias que mais não são do que Os Desastres de Sofia. 
Este livro é um clássico do mundo infanto- juvenil que marcou a infância de todos nós, e que agrada a pais e filhos. Escrito no século XIX, pela Condessa de Ségur, relata todas as peripécias de Sofia, uma menina com muita imaginação."







" Na sua quarta aventura, os membros da O.R.D.E.M. são surpreendidos por uma enigmática mensagem de fazer crescer água na boca. Desta feita, viajam até uma velha quinta do Douro em busca de umas caves misteriosas onde os aguardam alguns segredos do tempo dos reis. Longe dali, o fantasma não desiste…"

"A célebre obra de Pasternak que foi adaptada ao cinema e que teve nos principais papéis Omar Shariff e Julie Christie.

Iuri Jivago era filho de um grande industrial russo. Orfão de pai e mãe, foi criado por uma família de Moscovo. Parte para a guerra como médico militar. A revolução de 1917 surpreende-o em Moscovo. Vai com a família para os Urales, onde é preso pelos revolucionários. Quando regressa, não encontra família, mas conhece Lara, por quem se apaixona. Mas o destino separá-los-á. Ela seguirá para o Extremo Oriente, ele para Moscovo. "


"O Senhor Ventura é a prova definitiva de como os grandes escritores nos reservam sempre grandes surpresas. Isto porque um grande escritor não se refugia num estilo definido, nem numa temática bem demarcada. Pelo contrário,um grande escritor é versátil. E Miguel Torga é um grande escritor.
Todos nós conhecemos Miguel Torga dos contos de cariz rural, expressando a luta do homem pela sobrevivência, num enquadramento por vezes poético outras vezes profundamente realista da relação do homem com a terra. Neste livro, Torga surpreende com um pequeno romance em que narra das aventuras de um português pelo mundo. Assim, o Senhor Ventura é o aventureiro luso, o português das sete partidas, que correu mundo, encantou e ficou encantado. Mas este não é um herói clássico. Muitas vezes é um anti-herói. As suas aventuras envolvem sempre a matreirice, aquele carácter "desenrascado" que muitas vezes não hesita em sair dos limites da lei. Um malandro, em suma. Mas, como qualquer malandro, o Senhor Ventura também se apaixonou. E, mais uma vez, aí temos o herói preso pelas saias. O amor foi o início da desgraça do Senhor Ventura, uma espécie de D. Quixote encandeado pela sua Dulcineia mas que não deixou de ser, tal como o herói de Cervantes, um porta voz de todas as virtudes e defeitos do seu povo. Na sua matreirice mas também no seu espírito de aventura, O Senhor Ventura é um verdadeiro resumo da alma portuguesa.
Acima de tudo, este livro é uma engraçada caricatura da alma portuguesa. Ao leitor fica a sensação que o autor de divertiu ao escrever este livro, que encarou de forma despretensiosa mas que se tornou, sem dúvida, uma das suas obras mais interessantes. Mesmo assim, há um aspeto muito sério que tem de ser referido: nas entrelinhas há aqui um recado à ditadura, durante a qual Torga escreveu este livro (1943) e contra a qual sempre se bateu...
Em suma, um livro sério mas divertido, cheio de conteúdo embora breve.  "

"Publicado em 1932, Admirável Mundo Novo tornar-se-ia um dos mais extraordinários sucessos literários europeus das décadas seguintes. O livro descreve uma sociedade futura em que as pessoas seriam condicionadas em termos genéticos e psicológicos, a fim de se conformarem com as regras sociais dominantes. Tal sociedade dividir-se-ia em castas e desconheceria os conceitos de família e de moral. Contudo, esse mundo quase irrespirável não deixa de gerar os seus anticorpos. Bernard Marx, o protagonista, sente-se descontente com ele, em parte por ser fisicamente diferente dos restantes membros da sua casta. Então, numa espécie de reserva histórica em que algumas pessoas continuam a viver de acordo com valores e regras do passado, Bernard encontra um jovem que irá apresentar à sociedade asséptica do seu tempo, como um exemplo de outra forma de ser e de viver. Sem imaginar sequer os problemas e os conflitos que essa sua decisão provocará. Admirável Mundo Novo é um aviso, um apelo à consciência dos homens. É uma denúncia do perigo que ameaça a humanidade, se a tempo não fechar os ouvidos ao canto da sereia de uma falsa noção de progresso. "


"Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o 3º ciclo, destinado a leitura autónoma.


Publicado originalmente em 1954, O Deus das Moscas é um dos mais perturbadores e aclamados romances da atualidade.
Um avião despenha-se numa ilha deserta, e os únicos sobreviventes são um grupo de rapazes. Inicialmente, desfrutando da liberdade total e festejando a ausência de adultos, unem forças, cooperando na procura de alimentos, na construção de abrigos e na manutenção de sinais de fogo. Porém, à medida que o frágil sentido de ordem dos jovens começa a fraquejar, também os seus medos começam a tomar sinistras e primitivas formas. De repente, o mundo dos jogos, dos trabalhos de casa e dos livros de aventuras perde-se no tempo. Agora, os rapazes confrontam-se com uma realidade muito mais urgente - a sobrevivência - e com o aparecimento de um ser terrível que lhes assombra os sonhos. "


"Mário de Carvalho convoca-nos a todos. A nós e aos nossos conhecidos. Faz humor com ilusões e desilusões, amores e desamores, graças e desgraças. 
O Partido Comunista não escapa à ironia. Brilha a deslumbrante Lisboa, mas também outros locais e endereços. Eduarda Galvão é o protótipo da jovem jornalista. Jorge de Matos o professor cansado. Joel Strosse o pairar da esperança enquanto há vida.

Entram outros burgueses, mais tímidos, mais atrevidos, mais abertos, mais recolhidos. O leitor reconhece-os facilmente, olhando em volta. Políticas também há algumas, bandeiras rubras, livros nas bibliotecas, uma revolução que entardeceu.

Comparece o rio magnífico que Lisboa tem. E, já agora, que tal trocarmos umas ideias sobre o assunto? "


  "Paula, com um forte cunho autobiográfico, é uma das obras mais intensas de Isabel Allende, que nos faz revisitar o universo mágico dos seus primeiros romances.
Paula, a filha da escritora, adoeceu gravemente, entrando pouco tempo depois em coma. Durante meses no hospital, a autora começou a escrever a história da família para a filha, que permanecia inconsciente. Nesse relato somos levados a conhecer os segredos e recordações mais íntimos do seu passado e do seu país natal, o Chile, ao mesmo tempo que assistimos às sucessivas tentativas de contrariar e, por fim, aceitar a partida iminente de um ente querido. Escrita como uma catarse face à irreversível doença, Paula é uma enorme lição de vida, ao mesmo tempo que nos permite conhecer um pouco melhor o mundo fantástico de A casa dos espíritos e Eva Luna e concluir que as suas personagens pertencem, na verdade, ao mundo fantástico de Isabel Allende: a sua realidade encantada."



"Henry Chinaski é o alter ego assumidamente biográfico do próprio Bukowsky. Num ambiente repleto de álcool e sexo, somos transportados a uma visão insuportavelmente realista das suas vivências, onde o protagonista (poeta e bebedor compulsivo) conjuga a sua prepotência junto das mulheres com a fragilidade que só elas podem compensar. A literatura e as tertúlias, numa perspectiva muito próxima do imaginário da beat generation, são o motor desta história, que começa com Chinaski, na primeira pessoa: «eu tinha cinquenta anos e há quatro que não ia para a cama com uma mulher». Um exemplo extremo da fusão entre realidade e ficção, já que as vivências do próprio autor não andaram longe das situações descritas. "


" Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura.

Na noite de 13 de Dezembro de 1943, Primo Levi, um jovem químico membro da resistência, é detido pelas forças alemãs. Tendo confessado a sua ascendência judaica, é deportado para Auschwitz em Fevereiro do ano seguinte; aí permanecerá até finais de Janeiro de 1945, quando o campo é finalmente libertado.
Da experiência no campo nasce o escritor que neste livro relata, sem nunca ceder à tentação do melodrama e mantendo-se sempre dentro dos limites da mais rigorosa objectividade, a vida no Lager e a luta pela sobrevivência num meio em que o homem já nada conta.
"Se Isto é um Homem" tornou-se rapidamente um clássico da literatura italiana e é, sem qualquer dúvida, um dos livros mais importantes da vastíssima produção literária sobre as perseguições nazis aos judeus."


"Autora Galardoada com o Prémio Camões 2015

A obra mais aclamada de Hélia Correia, até à data, e que recebeu o Prémio de Ficção do Pen Club para romances editados em 2001. É um romance histórico, que decorre entre 1746 e 1762, na Escócia e em Portugal. Lillias é uma menina escocesa, oriunda de um dos clãs destroçados na batalha de Culloden, que os ingleses venceram. Fugindo destes, acabará por ir para Lisboa, onde vive clandestinamente durante alguns anos, de princípio num convento e mais tarde com uma família. Quando se dá o terramoto de Lisboa, Lillias foge para Mafra. Mais tarde irá encontrar-se com o comandante das tropas inglesas em Culloden. O romance está cheio de episódios romanescos e pícaros; as descrições das ruas, das casas, das tropas, dos costumes, dos ambientes, são magníficas. "


 "Stephen é um simpático autor de livros infantis que vê a sua vida ser subitamente destruída ao perder a filha de três anos numa fila de supermercado. Durante muito tempo, Stephen vai procurar o rosto da criança em todas as crianças que vê na rua, recapitulando todos os detalhes que antecederam a tragédia. Numa narrativa não-linear, Ian McEwan intercala momentos de forte tensão emocional com momentos de grande humor. E dá a verdadeira dimensão dos conflitos interiores de um homem que luta por esquecer e recordar, desistir e viver."


"As Ondas é considerado o melhor e o mais radical romance de Virginia Woolf - um desses raros escritores que nasceu no «instante em que uma estrela se pôs a pensar». 

Marguerite Yourcenar, sua tradutora francesa, descreveu assim este romance: «As Ondas é um livro com seis personagens, ou melhor seis instrumentos musicais, pois consiste unicamente em monólogos interiores, cujas curvas se sucedem e entrecruzam com uma segurança que lembra A Arte da Fuga de Bach. Nesta narrativa musical, os breves pensamentos de infância, as rápidas reflexões sobre os momentos de juventude e de confiante camaradagem desempenham o mesmo papel dos allegros nas sinfonias de Mozart, abrindo espaço para os lentos andantes dos imensos solilóquios sobre a experiência, a solidão e a maturidade. Tanto como uma meditação sobre a vida, As Ondas são um ensaio sobre a solidão. Trata-se de seis crianças, três raparigas, Rhoda, Jinny e Susan; e de três rapazes, Louis, Neville e Bernard, que vemos crescer, diferenciarem-se e envelhecer. Uma sétima criança, que nunca toma a palavra e que só conhecemos através dos outros, é o centro do livro ou melhor o seu coração.»

Mais que uma música admirável que a imaginação oferece à inteligência, As Ondas é um livro sobre a impossibilidade do ser. "