sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Bookmark Exchange



Este ano, o tema do Mês Internacional da Biblioteca Escolar é "Connecting Communities and Cultures", em português, "Ligando Comunidades e Culturas".

Uma das atividades que é proposta é a troca de marcadores entre alunos de diferentes países em todo o mundo.
Pela primeira vez, a nossa escola vai participar nesta iniciativa com os 5º e 6ºAnos que irão trocar marcadores com três escolas da Croácia ( Osnovna škola Vladimira Nazora PostiraOS Ljubo Babic,  OŠ Vinica e uma da Hungria (GyöngyösiKálváriaparti Sport- és Általános Iskola). 


O homem sem sorte.



"Contar histórias é uma das mais belas ocupações humanas..."

Eça de Queirós





O homem sem sorte 


"Vivia perto de uma aldeia um homem, um homem que era completamente sem sorte. Nada do que ele fazia dava certo. Muitas vezes ele plantava sementes e o vento vinha e as levava, outras vezes, era a chuva, que vinha tão violenta e carregava as sementes. Outras vezes ainda, as sementes permaneciam sob a terra, mas o sol, era tão quente, que as cozinhava. E ele se queixava com as pessoas e as pessoas escutavam suas queixas, da primeira vez com simpatia, depois com um certo desconforto e enfim quando o viam mudavam de caminho, ou entravam para dentro de suas casas fechando portas e janelas, evitando-o.
Então além de sem sorte, o homem se tornou chato e muito só. Ele começou a querer achar um culpado para o que acontecia com ele. Analisando a situação de sua família percebeu que seu pai era um homem de sorte, sua mãe, esta tinha sorte por ter se casado com seu pai, e seus irmãos eram muito bem sucedidos, pois então, se não era um caso genético, só poderia ser coisa do Criador. E depois de muito pensar resolveu tomar uma atitude e ir até o fim do mundo falar com o Criador, que como Criador de tudo, deveria ter uma resposta.
Arrumou sua malinha, algum alimento e partiu rumo ao fim do mundo. Andou um dia, um mês, um ano e um dia, e pouco antes de entrar numa grande floresta ouviu uma voz:
– Moço, me ajude. Ele então olhou para os lados procurando alguém. Até que se deparou com um lobo, magro, quase sem pelos, era pele e osso o infeliz. Dava para contar suas costelas.
Ele falou:
– Há três meses estou nesta situação. Não sei o que está acontecendo comigo. Não tenho forças para me levantar daqui.
O homem refeito do susto respondeu:
– Você está se queixando a toa… Eu tive azar a vida inteira. O que são três meses? Mas faça como eu. Procure uma resposta. Eu estou indo procurar o Criador para resolver o meu problema.
– Se eu não tenho forças nem para ir ao rio beber água… Faça este favor para mim. Você está indo vê-lo, pergunte o que está acontecendo comigo. O homem fez um sinal de insatisfação e disse que estava muito preocupado com seu problema, mas se lembrasse, perguntaria. Virando as costas, continuou seu caminho.
Andou um dia, um mês, um ano e um dia e de repente, ao tropeçar numa raiz, ouviu:
– Moço, cuidado. E quando olhou, viu uma folhinha que vinha caindo, caindo; Olhando para cima, viu a árvore com apenas duas folhinhas.
 Levantou-se e observando suas raízes desenterradas, seus galhos retorcidos, sua casca soltando-se do tronco, falou:
– Você não se envergonha? Olhe as outras árvores a sua volta e diga se você pode ser chamada de árvore? Conserte sua postura.
A árvore, com uma voz de muita dor, disse:
– Não sei o que está acontecendo comigo. Estou me sentindo tão doente. Há seis meses que minhas folhas estão caindo, e agora, como vês, só restam duas… E, no fim de uma conversa, pediu ao homem que procurasse uma solução com o Criador.
Contrariado, o homem virou as costas com mais uma incumbência. Andou um dia, um mês, um ano e um dia e chegou a um vale muito florido, com flores de todas as cores e perfumes. Mas o homem não reparou nisto. Chegou até uma casa e na frente da casa estava uma moça muito bonita que o convidou a entrar.
Eles conversaram longamente e quando o homem deu por si já era madrugada. Ele se levantou dizendo que não podia perder tempo e quando já estava saindo ela lhe pediu um favor:
– Você que vai procurar o Criador, podia perguntar uma coisa para mim? É que de vez em quando sinto um vazio no peito, que não tem motivo, nem explicação. Gostaria de saber o que é e o que posso fazer por isto.
O homem prometeu que perguntaria e virou as costas e andou um dia, um mês, um ano e um dia e chegou por fim ao fim do mundo. Sentou-se e ficou esperando até que ouviu uma voz. E uma voz no fim do mundo, só podia ser a voz do criador…
– Tenho muitos nomes. Chamam-me também de Criador…
E o homem contou então toda a sua triste vida. Conversou longamente com a voz até que se levantou e virando as costas foi saindo, quando a voz lhe perguntou:
– Você não está se esquecendo de nada? Não ficou de saber respostas para uma árvore, para um lobo e para uma jovem?
– Tem razão… E voltou-se para ouvir o que tinha que ser dito.
Depois de um tempinho virou-se e correu… mais rápido que o vento até que chegou na casa da jovem. Como ela estava em frente à casa, vendo-o passar chamou:
– Ei!!! Você conseguiu encontrar o Criador? Teve as respostas que queria?
– Sim!!! Claro! O Criador disse que minha sorte está há muito no mundo. Basta ficar alerta para perceber a hora de apanhá-la!
– E quanto a mim, você teve a chance de fazer a minha pergunta?
– Ah! O Criador disse que o que você sente é solidão. Assim que encontrar um companheiro vai ser completamente feliz, e mais feliz ainda vai ser o seu companheiro.
A jovem então abriu um sorriso e perguntou ao homem se ele queria ser este companheiro.
– Claro que não… Já trouxe a sua resposta… Não posso ficar aqui perdendo tempo com você. Não foi para ficar aqui que fiz toda esta jornada. Adeus!!!
Virando as costas, correu mais rápido do que a água, até a floresta onde estava a árvore. Ele nem se lembrava dela.
Mas quando novamente tropeçou em sua raiz, viu caindo uma última folhinha. Ela perguntou se ele tinha uma resposta, ao que o homem respondeu:
– Tenho muita pressa e vou ser breve, pois estou indo em busca de minha sorte, e ela está no mundo.
O Criador disse que você tem embaixo de suas raízes uma caixa de ferro cheia de moedas de ouro. O ferro desta caixa está corroendo suas raízes. Se você cavar e tirar este tesouro daí vai terminar todo o seu sofrimento e você vai poder virar uma árvore saudável novamente.
– Por favor!!! Faça isto por mim!!! Você pode ficar com o tesouro. Ele não serve para mim. Eu só quero de novo minha força e energia. O homem deu um pulo e falou indignado:
– Você está me achando com cara de quê? Já trouxe a resposta para você. Agora resolva o seu problema. O Criador falou que minha sorte está no mundo e eu não posso perder tempo aqui conversando com você, muito menos sujando minhas mãos na terra.
Virando as costas correu, mais rápido do que a luz, atravessou a floresta, e chegou onde estava o lobo, mais magro ainda e mais fraco.
O homem se dirigiu a ele apressadamente e disse:
– O Criador mandou lhe falar que você não está doente. O que você tem é fome. Está a morrer de inanição, e como não tem forças mais para sair e caçar, vai morrer aí mesmo. A não ser, que passe por aqui uma criatura bastante estúpida, e você consiga comê-la.

Nesse momento, os olhos do lobo se encheram de um brilho estranho, e reunindo o restante de suas forças, o lobo deu um pulo e comeu o homem “sem sorte”."

História retirada daqui.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Recursos Digitais para professores

A Casa das Ciências colocou no seu site recursos que resultam do trabalho de professores de várias escolas "que escolheram, estudaram, ensaiaram e criticaram materiais disponíveis na Casa das Ciências."
A Casa das Ciências espera "que os recursos educativos ... possam ser úteis para o trabalho a desenvolver em sala de aula durante os próximos meses."
Os recursos para Matemática, Ciências, Biologia, Físico-Química e Geologia encontram-se organizados por área disciplinar e vão do pré-escolar ao 12º Ano. 
Para aceder é só clicar sobre a imagem.
O site da Casa das Ciências tem um banco de imagens gratuitas que podem ser descarregadas daqui.

(Clicar sobre a imagem)


quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Sejam bem vindos!



A Biblioteca recebeu os alunos de 1º e 5º Ano para uma visita integrada na receção aos novos alunos. À noite, os Encarregados de Educação tiveram, também, oportunidade de visitar a Biblioteca e ouvir uma pequena explicação sobre a sua função na vida escolar dos seus educandos.
Na Biblioteca, está patente uma pequena exposição intitulada "É um livro?".







terça-feira, 12 de setembro de 2017

Vamos lá (re)começar...




Energia e Ética

Sei isto: a minha energia está canalizada
Para a palavra fazer, gosto da ideia da construção
E o que dela existe nos movimentos normais.
Agrada-me a palavra engenharia e o que ela
Representa: não saias de um sítio sem deixares algo
Atrás de ti. Dirijo-me apenas às coisas que me excitam
Positivamente e me levam a fazer outras coisas, dirijo-me
Às pessoas de que gosto, nunca às de que não gosto;
Sempre me pareceu insensato que se pare,
Nem que por um momento, de admirar, há
Sempre actos e coisas que nos ajudam
neste cálculo infernal da distância entre o dia de hoje
e a nossa morte. E qualquer pessoa dar um passo que seja
em direcção ao que não aprecia, para insultar, ou derrubar,
parece-me brutal perda de tempo, uma falha grave
no órgão de admirar o mundo
(deves combater uma ou duas vezes na vida,
se combateres duzentas vezes
é porque os combates são fracos).
Não sei pois como viver. O que li e vi
Serve-me apenas para ser mais lúcido, não
Para ser melhor pessoa. Adquiri esta regra (ou nasci com ela):
- e é talvez uma moral -
mover-me apenas em direcção ao que gosto.
Se o prédio alto, escuro, feio
me impede de ver o sol, não fico a insultá-lo, não
moverei um dedo para o deitar abaixo:
contorno sim os edifícios necessários
até chegar ao espaço de onde possa receber aquilo que
quero. Se chegar lá de noite, montarei acampamento.

Gonçalo M. Tavares,  in "Poesia" (2004)

terça-feira, 25 de julho de 2017

Despedidas



As despedidas são sempre tristes, mas, este ano, a tristeza vem acompanhada de alguma angústia. 
A nossa árvore vai perdendo folhas, vai perdendo vida, vai ficando descaracterizada.
As palavras da nossa Lininha refletem o sentir de muito(a)s de nós!



DESPEDIDAS 

Quando os abraços se enchem de silêncios 
e as lágrimas preenchem o vazio das palavras 
no cais das despedidas vão ficando humedecidas 
as bagagens de tantos anos de amizade 
de convívio, partilha, solidariedade 
e os silêncios pesam mais que a própria dor da saudade... 

Porque o que antes era lar de conforto e amor 
passa a ser barca de partida 
navegando sem leme à deriva 
deixando para trás tanta vida 
o porto de tanta gente... 

Sepulta-se assim desta forma cruelmente 
um berço de ensino, de família e bem estar 
em troco não percebo de quê 
nem do que daí possam ganhar, 
será apenas pelo prazer do poder? 
Mas isto sou eu a pensar... 


Adelina Santos

segunda-feira, 24 de julho de 2017

O Deus das Pequenas Coisas - uma sugestão de leitura


""O Deus das Pequenas Coisas" é a história de três gerações de uma família da região de Kerala, no sul da Índia, que se dispersa por todo o mundo e se reencontra na sua terra natal. Uma história feita de muitas histórias. A história dos gémeos Estha e Rahel, nascidos em 1962, por entre notícias de uma guerra perdida. A de sua mãe Ammu, que ama de noite o homem que os filhos amam de dia, e de Velutha, o intocável deus das pequenas coisas. A da avó Mammachi, a matriarca cujo corpo guarda cicatrizes da violência de Pappachi. A do tio Chacko, que anseia pela visita da ex-mulher inglesa, Margaret, e da filha de ambos, Sophie Mol. A da sua tia-avó mais nova, Baby Kochamma, resignada a adiar para a eternidade o seu amor terreno pelo Padre Mulligan. Estas são as pequenas histórias de uma família que vive numa época conturbada e de um país cuja essência parece eterna. Onde só as pequenas coisas são ditas e as grandes coisas permanecem por dizer. O Deus das Pequenos Coisas é uma apaixonante saga familiar que, pelos seus rasgos de realismo mágico, levou a crítica a comparar Arundhati Roy com Salmon Rushdie e García Márquez, e lhe valeu o Booker Prize."

Ler mais informação aqui e aqui.

"Provar" o livro clicando na imagem abaixo.



sexta-feira, 21 de julho de 2017

A casa dos deuses - uma sugestão de leitura


"Uma obra-prima do romance americano!


Seis estudantes de medicina - acabados de sair da faculdade e ávidos por desafios - vão lutar pela sua sobrevivência e sanidade mental durante o ano de internato. Numa corrida desenfreada para enfrentar as chamadas de urgência, as investidas amorosas das enfermeiras e os momentos de desânimo, aqueles que se autoproclamavam "os salvadores do futuro" vão agora viver a dura realidade da profissão que escolheram, num quotidiano para o qual a teoria não os preparara. Publicado pela primeira vez em 1978, "A Casa dos Deuses" converteu-se com os anos num verdadeiro livro de culto, que nenhum médico, estudante de medicina ou doente hipocondríaco poderá deixar de ler."

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Será Que as Mulheres Ainda Acreditam em Príncipes Encantados?- uma sugestão de leitura



"É um espectáculo único estarmos entre homens a beber imperiais num bar e a falar sobre «as miúdas» que passam e, de repente, com o tocar de um telemóvel, o maior Rambo do mundo torna-se num menino inocente e bem-comportado capaz de dizer as coisas mais extraordinárias: «Claro que me tou a portar bem, morzinho. Não, o rambinho não faz maldadezinhas e vai para casinha bem cedinho, queridinha.» Todas as palavras passam a utilizar o sufixo «inho». Reinventa-se a língua portuguesa, e comunica-se num dialecto próprio que só os amantes percebem. Neste livro, Rodrigo Moita de Deus aborda esta problemática de maneira simples e ao mesmo tempo profunda, num périplo divertido pela complexidade das relações humanas."

"As mulheres deixaram de acreditar em finais felizes ou simplesmente deixaram de acreditar nos homens? E têm razões para isso? E quantos sapos precisam de beijar até encontrarem um príncipe? Se as mulheres falam mais os homens falam sempre demais. Será que as mulheres acreditam em príncipes encantados? é um divertido livro de Rodrigo Moita de Deus que retrata a forma como os homens verdadeiramente olham para as mulheres e para as suas manias."

Interessado(a)? 
Leia um pouco clicando na imagem abaixo.





quarta-feira, 19 de julho de 2017

O Sonho Mais Doce - uma sugestão de leitura


“Em "O Sonho Mais Doce", o leitor é conduzido por uma saga familiar que atravessa três gerações, centrando-se o enredo, sobretudo, na década de 60, altura em que a casa de Júlia Lennox alberga uma grande quantidade de jovens, personificando o espírito de liberdade prevalecente na Inglaterra de então. Recuando até 1914, a autora apresenta-nos Philip Lennox e a sua noiva Júlia, tendo como pano de fundo a I Guerra Mundial. Do casamento entre ambos nasce um filho Johnny, que se tornará um comunista muito ativo. No limiar da II Grande Guerra Johnny apaixona-se por Frances, camarada do partido. Frances e os dois filhos que nascem desta união, abandonados por Johnny, vão morar com Júlia, entretanto já viúva. Já na década de 60, Sylvia, fruto de uma ligação amorosa de Johnny, também encontra refúgio em casa de Júlia. Sylvia sofre de anorexia mas apesar da doença consegue formar-se em medicina e depois de uma temporada em África regressa a Londres com dois jovens órfãos. Um retrato de três mulheres-coragem - Júlia, Frances e Sylvia - que aborda temas característicos de várias épocas como a guerra fria, a guerra do Vietname, as drogas, o surgimento da Sida em África, a anorexia e a depressão, entre outras.”


“Anunciado dia 11 de Outubro de 2007 pela Academia Sueca, o Prémio Nobel da Literatura galardoou Doris Lessing, autora britânica de 87 anos. Geralmente concedido a elementos do sexo masculino, Doris Lessing foi uma revelação tornando-se a décima primeira mulher a receber o prémio contra cento e cinco homens já laureados. Escritora incansável, Lessing evidencia-se pela limpidez narrativa e por um genial tratamento das personagens, lugares e situações. "Foi pioneira na criação de uma consciência feminista na literatura, tem uma atitude de observação do mundo interior e do mundo real", refere Hélder Macedo escritor e amigo pessoal da autora. Considerado o maior prémio no mundo das letras foi justamente atribuído a uma grande senhora cujo talento encanta pela inovação e sentido de humanidade.”


CRÍTICAS DE IMPRENSA
«Um romance notável: pelo seu vigor e pelo seu interesse na justiça e no bem. Marca Lessing como uma virtuosa do século XXI».
The Times

«Os seus retratos das relações humanas são de uma beleza estonteante. Seria difícil descrever o esplendor deste livro».
The Times

«Filosófico e divertido, povoado por personagens memoráveis. Este é o romance mais absorvente de Lessing em muitos anos».
The Times Suplemento Literário

«A grande dama das letras inglesas mergulha em 1960. Uma mais valia para os fãs de Lessing. Novos leitores serão atraídos pela sua perspectiva cheia de energia e perspicaz».
Publishers Weekly

«O sonho de uma sociedade perfeita é o centro do novo romance de Lessing».
Kirkus Reviews

«O brilhantismo dos seus personagens, a paixão das suas ideias e visão, mantêm-se. Ela vai subir ao panteão com Balzac e George Eliot».
Independent

«Doris Lessing aparece cada vez mais como uma figura olímpica».
Financial Times

«O Sonho Mais Doce aborda uma verdade universal: a capacidade para dar e receber amor.»
Observer

«Um livro surpreendente, incendiário e confiante».
Spectator

Poderá iniciar a leitura deste livro clicando na imagem abaixo.




terça-feira, 18 de julho de 2017

PNL - Listas atualizadas 2017

As listas de obras recomendadas pelo Plano Nacional de Leitura foram atualizadas. É só clicar na imagem e fazer o download.




De acordo com o sítio do PNL, "a escolha de títulos destinados às listas de livros recomendados pelo Plano Nacional de Leitura é realizada por uma equipa de especialistas em diferentes áreas.
A seleção deste corpus adequado aos níveis de competência e interesses dos leitores, obedece, essencialmente, aos seguintes critérios:

- mérito literário
- rigor científico
- dimensão estética
- qualidade de tradução, se aplicável."

É de salientar que :

"Em 2017, deixa de ser aceite a possibilidade de substituição de obras constantes das listas divulgadas no sítio Web do PNL 2027 por outras da mesma coleção, autor(es), ilustrador(es) e tradutor(es)."

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Porque é que os homens mentem e as mulheres choram - uma sugestão de leitura


"Sabe qual o motivo por que os homens só são capazes de fazer uma coisa de cada vez? E porque é que as mulheres têm tanta dificuldade em fazer marcha atrás? Por que é que os homens nunca encontram manteiga no frigorífico? E por que será que os homens e as mulheres nunca pensam a mesma coisa, no mesmo momento? E por que não deveriam os homens mentir às mulheres?"

"Allan e Barbara Pease são os autores de maior sucesso em todo o mundo nas áreas dos relacionamentos e da comunicação. Os 18 livros que escreveram em conjunto são best-sellers em mais de 100 países e contam com mais de 27 milhões de exemplares vendidos. Viajam por todo o mundo a dirigir workshops e conferências, e já colaboraram com algumas das empresas multinacionais de maior sucesso na implementação de técnicas de comunicação eficazes no local de trabalho. São também presença regular nos media em todo o mundo. Vivem a maior parte do tempo na Austrália, têm seis filhos e oito netos."

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Enquanto Salazar dormia - Uma sugestão de leitura



"Lisboa, 1941. Um oásis de tranquilidade numa Europa fustigada pelos horrores da II Guerra Mundial. Os refugiados chegam aos milhares e Lisboa enche-se de milionários e actrizes, judeus e espiões. Portugal torna-se palco de uma guerra secreta que Salazar permite, mas vigia à distância.
Jack Gil Mascarenhas, um espião luso-britânico, tem por missão desmantelar as redes de espionagem nazis que actuavam por todo o país, do Estoril ao cabo de São Vicente, de Alfama à Ericeira. Estas são as suas memórias, contadas 50 anos mais tarde. Recorda os tempos que viveu numa Lisboa cheia de sol, de luz, de sombras e de amores. Jack Gil relembra as mulheres que amou; o sumptuoso ambiente que se vivia no Hotel Aviz, onde espiões se cruzavam com embaixadores e reis; os sinistros membros da polícia política de Salazar ou mesmo os taxistas da cidade. Um mundo secreto e oculto, onde as coisas aconteciam «enquanto Salazar dormia«, como dizia ironicamente Michael, o grande amigo de Jack, também ele um espião do MI6. Num país dividido, os homens tornam-se mais duros e as mulheres mais disponíveis. Fervem intrigas e boatos, numa guerra suja e sofisticada, que transforma Portugal e os que aqui viveram nos anos 40."


"Domingos Freitas do Amaral é director da revista GQ, e cronista dos jornais Correio da Manhã e Record. Formado em economia, e com Mestrado em Relações Internacionais na Universidade de Columbia em Nova Iorque, iniciou a sua carreira jornalística n’O Independente, tendo depois sido director da revista Maxmen. Como cronista, escreveu para o Diário de Notícias, Grande Reportagem e Diário Económico.

Publicou igualmente outros romances, todos na Casa das Letras - Amor à Primeira Vista, O Fanático do Sushi, Os Cavaleiros de São João Baptista, Enquanto Salazar Dormia e Já Ninguém Morre de Amor e Quando Lisboa Tremeu. Vive em Lisboa e é pai de duas raparigas e um rapaz."

Conhecer o seu sítio aqui.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Projeto Ajudaris







Recebemos da Ajudaris um email do qual retirámos o seguinte extrato:


"Exupéry, a certa altura na obra “O Principezinho”, disse que “as coisas mais belas do mundo não podem ser tocadas ou cheiradas, são sentidas com o coração”.  E o coração do júri palpitou e rejubilou a cada palavra, a cada frase, a cada conto….! Um misto de sentimentos pairou durante toda esta intensa fase de emoções. Todos temos consciência  que não existe um livro tão gigante como o coração de cada criança que escreveu e de cada professor solidário que orientou.
Recebemos 1934 histórias extraordinárias, repletas de afetos e generosidade. Foram selecionados 920 trabalhos...
Queremos agradecer a todos os que participaram e, fundamentalmente, congratular todos os pequenos grandes autores e professores solidários que fizeram e fazem parte deste grandioso projeto."


O texto "Mistérios" do 6ºC foi selecionado e fará parte de um dos livros da Ajudaris. Parabéns aos alunos do 6ºC e à professora Floripes!


Mistérios…

Escrevi a palavra UNIÃO
Uma família nasceu
Num mar de amor.
Era uma família
Como é uma família.
Endireitou os braços
Sacudiu as mãos…
E num abraço, marido e mulher
Voltaram a cabeça
À procura de sorrisos
Deixaram cair a tristeza
Sobre o chão.
Depois cresceu um novo ser
Com muita ternura e carinho
Fora da natureza,
Mas dentro de sua mãe.


Já no ano letivo transato o texto "Animação na horta" do 6ºC (trabalhado pela professora Manuela Neves) tinha sido selecionado para constar do volume 1.

Estão, pois, de parabéns a nossa escola e as professoras de Português por motivarem os seus alunos a desenvolver atividades cuja qualidade é reconhecida também por outros!







Animação na horta (Pag. 190)

Num belo dia de sol, na horta da família Vitaminas, diziam as ervilhas:
- Ontem ao jantar elogiaram-nos. A sopa estava divina!
- Ninguém nos resiste! Não há melhor legume nesta horta.
Os frutos desataram à gargalhada:
- É só vaidade! A nossa salada é que foi um sucesso! Não sobrou nada. Os humanos conhecem bem a importância dos frutos na sua saúde.
O Espinafre aproximou-se e exclamou:
- Ora essa! E então nós, os legumes? Nós somos indispensáveis a uma alimentação saudável! Regulamos o bom funcionamento do organismo e ajudamos a evitar as doenças.
             E logo a Laranja:
- Isso também nós fazemos e melhor. A minha vitamina C previne muitas doenças!
Já todos discutiam na horta. Argumentava a Alface:
- Basta ver a maior quantidade com que aparecemos na Roda dos Alimentos!
E logo o Ananás:
- Maior quantidade não é melhor qualidade!
Entretanto, o tomate, até aí muito calado, comentou:
- Na verdade, somos todos importantes. Uma alimentação rica, variada e colorida é que é essencial.
Umas cerejas vociferaram:
- Está mas é calado! Tu devias estar do nosso lado!
          Neste momento, entra no jardim a Sra. Vitamina. Colhe alguns legumes e frutos e entra depois em casa, colocando-os em cima da banca. Todos juntos, com as suas belas e variadas cores, parecem um arco-íris no meio da cozinha.
Ao jantar, todos se deliciaram com a bela sopa, as saladas e a taça de frutas.
- Nada melhor que vegetais e frutos frescos acabados de apanhar! – exclamou o Sr. Vitamina – Esta família tem muita sorte e respira saúde!
Os legumes e frutos cá fora perceberam que todos são importantes e que não vale a pena entrarem em discussões inúteis pois estas só servem para desarrumar o jardim.