sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Ajudaris 2018


"O projecto “Histórias da Ajudaris”, criado em 2009, é um dos projetos mais inovadores e emblemáticos da Ajudaris, promovendo a leitura, a escrita, a arte e a solidariedade. As crianças participantes, com a orientação de professores, tornam-se verdadeiros autores de histórias de encantar, sobre temas como a solidariedade, os afetos, a cidadania, o ambiente, os valores, entre outros. Cada história conta com um ilustrador solidário que colhe inspiração na história que lhe for atribuída, dando cor e vida às suas personagens e cenários. Os artigos postos à venda irão contribuir para sorrisos de crianças, jovens e adultos carenciados."

A nossa escola já se inscreveu e, à semelhança dos anos anteriores, vai participar nesta iniciativa que considera muito válida, pois junta solidariedade, cidadania, à escrita, à imaginação.

Para mais informações sobre o projecto “Histórias da Ajudaris” e o regulamento ver aqui e aqui.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Maratona de cartas



Este ano, a Biblioteca não quis deixar passar esta iniciativa e, juntou-se a muitos outros no mundo na Maratona de Cartas. "Todos os anos, milhões de pessoas, pelos quatro cantos do mundo, unem-se no esforço conjunto e simultâneo de escrever cartas e assinar petições em defesa de pessoas e de comunidades em risco. E todos os anos, pessoas injustamente presas são libertas, torturadores são julgados, vidas são mudadas para melhor, num sinal do que a humanidade tem de melhor."
Para mais informação ver aqui ou clicar sobre a imagem acima.












Os vídeos abaixo podem ser uma base ao trabalho com os alunos na abordagem do tema.  


A obra "A história de Erika" está disponível na BE para requisição. Pode, também, ser lida aqui.

(Clicar sobre a imagem para ampliar.)










A Maratona de Cartas integra-se na luta pelos direitos humanos, cujo dia, o “Dia Internacional dos Direitos Humanos” é assinalado pela comunidade internacional a 10 de dezembro, para comemorar a data da adoção, em 1948, da Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), por parte da Assembleia das Nações Unidas.

10 de dezembro é também o “Dia Nacional dos Direitos Humanos”, instituído pela Assembleia da República (Resolução n.º 69/98, de 22 de dezembro).



segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Importância da leitura para os bebés.

Apresentar a leitura para o bebé ainda no útero e nos primeiros anos de vida da criança ajuda a criar vínculos entre mãe e filho. 



O que é que pode ao mesmo tempo entreter o bebé, ajudá-lo a conquistar novas habilidades, tornar sua imaginação mais fértil, deixá-lo mais independente e, de quebra, criar rituais muito particulares e ricos com os pais? Se você pensou em um livro de histórias, acertou em cheio. Ler para bebés, mesmo antes de terem nascido, assim como apresentar livros para as crianças logo nos primeiros anos de vida, significa oferecer a eles uma cesta de benefícios embutidos em páginas coloridas, não importa se são de papel, plástico, tecido… “Ainda na barriga, o bebê pode ouvir histórias contadas pela mãe. Ele é um leitor ouvinte nessa fase, claro. Escutar a voz cadenciada da mãe é sempre um prazer para o bebê, que começa a ouvir ali pela 20ª semana da gestação”, diz a psicóloga e psicopedagoga Melissa Blanco. Segundo ela, é um princípio semelhante ao de oferecer música aos ouvidos do feto. “Claro que o bebê não vai entender a história, mas não é esse o ponto. O importante é aproveitar a oportunidade para criar um delicioso ritual entre a mãe e o bebê e ao mesmo tempo acostumá-lo com sua voz.”

Primeira infância

Diferentemente do que muitos pais acreditam, o livro oferece mais do que treino para a alfabetização. É uma atividade completa: ajuda a conhecer costumes, idiomas e a riqueza que o mundo oferece. Quanto mais cedo começar, mais curiosa e preparada para conviver com as diferenças será a criança. “A leitura na primeira infância deve ser entendida como uma das necessidades básicas, fundamentais a serem supridas mesmo antes do nascimento”, acredita Dolores Prades, expert em livros infantis, organizadora do evento Conversas ao Pé da Página, que reúne escritores, ilustradores e editores de literatura infantil duas vezes por ano em São Paulo, e coordenadora da revista especializada em literatura infantil Emília.



Para a professora doutoura do Departamento de Metologia do Ensino e Metodologia Comparada da Faculdade de Educação da USP, Maria Letícia Nascimento, a leitura extrapola a função de ajudar no desenvolvimento de habilidades. “Os livros provocam a imaginação, o faz-de-conta, o fantástico. Essa parece ser sua principal contribuição à infância”, explica. A leitura começa antes de a criança se familiarizar com o livro físico, importante a partir do oitavo mês de vida. “Não importa se a leitura é de um livro, de fato, se é uma história consagrada ou poesia. Pode ser uma brincadeira, como o trava-língua, por exemplo. Não há nenhuma receita de certo e errado. Nessa primeira etapa tudo pode ser lido, o que vale é o ritmo e a musicalidade. É com essa parte que o bebê deve se acostumar”, diz Dolores. Essa é uma das principais razões para que existam cantigas de ninar, contos populares, acalantos, contos da tradição oral que vão passando de geração para geração, em todas as civilizações.

Quando o bebê cresce, permitir que manuseie o livro é fundamental. “Nessa fase, ele aprende pelos sentidos, leva tudo à boca, precisar tocar, sentir para aprender. Os livros são ideais para ajudá-lo a diferenciar texturas, formas e cores. Há obras muito boas para essa fase”, orienta Melissa. A leitura é também perfeita para colaborar com rituais importantes na primeira infância, como o de dormir. A criança associa a leitura com um momento que é dela e da mãe ou do pai, e sabe que antes de dormir terá direito a esse momento e a uma historinha. “O conhecimento do mundo chega para as crianças da primeira infância por meio dos sentidos e do afeto. A leitura resolve suas duas necessidades”, destaca o pediatra do Hospital Israelita Albert Einstein Oscar Tadashi Matsuoka.



Para Maria Letícia, a leitura sem dúvida cria cumplicidade com os adultos, mas ela acredita que os livros são tão importantes que sejam um fim em si mesmos. “Mais do que preparar para uma outra fase, a leitura cria expectativa, encantamento, provoca hipóteses sobre a história, cria mistério. Tornar-se leitor, mesmo sem saber ler, causa prazer”, diz ela. As publicações mais lúdicas, como livros de plástico para o banho, com brinquedinhos, que tenham sons e texturas, são as mais adequadas para o primeiro ano. “É uma fase em que a criança ainda não entende histórias, mas é o momento em que ela deve ser estimulada e incentivada com seus recursos: os sentidos”, afirma Melissa. A partir do segundo ano, a criança já pode receber informações mais definidas e sofisticadas: as cores, as formas, as texturas e seus nomes e palavras simples devem fazer parte de sua biblioteca. É quando ela começa a ensaiar as primeiras palavras e a decodificar o mundo.

“Aos 15 meses, a criança começa a associar objetos a seus nomes. Por isso, as ilustrações são parte fundamental para as crianças. Quando os pais escolhem um livro, devem olhar com atenção para avaliar a riqueza de cores e detalhes que as ilustrações oferecem. A criança não lê as palavras, mas começa a ‘ler’ as ilustrações, busca informações para seu recém-formado repertório nelas”, diz Matsuoka. Dos 15 meses aos 3 anos de idade, a criança experimenta uma série de conquistas: o desenvolvimento da linguagem, a habilidade motora para caminhar e pegar um objeto e percepção visual e sonora. “No que se refere à linguagem e ao aprendizado de nomear objetos e guardá-los na memória, saiba que é o lobo temporal que concentra essa função. A leitura e o estímulo proporcionados pelos livros colaboram muito para que essa fase seja mais rica. E, como em todas as coisas da vida, uma base bem estabelecida vai ajudar o desenvolvimento no futuro.” Para o pediatra, desligar a tevê é muito importante. “Nada contra bons desenhos, mas tudo tem sua hora. Inclusive incentivar a imaginação da criança sem a tela. É bom ela poder interagir com a história, pedir para ler de novo e de novo… É assim que aprende a ler o mundo”, diz dr. Matsuoka.

Diversos formatos

Questões específicas que estão sendo trabalhadas pelos pais também podem ser reforçadas. Uma criança que vai ganhar um irmãozinho, por exemplo, costuma se beneficiar com livros em que o personagem também convive com a chegada de um segundo bebê. “Mas isso só vale para questões específicas que a criança esteja vivenciando. Se for algo abstrato, que não esteja no seu dia a dia, ela não vai entender”, alerta a psicopedagoga Melissa.

Montar uma biblioteca desde a primeira infância é um passo importante para a familiarização das crianças com os livros e para ajudar a incorporar a leitura ao seu cotidiano. O mercado oferece muitas opções e possibilidades, mas sempre é bom pensar em estilos, formatos e gêneros diversos. “Nada melhor do que crescer em contato com múltiplas manifestações artísticas e culturais. Para isso, os clássicos, dos mais antigos aos mais contemporâneos, nacionais e internacionais, são sempre um bom começo”, finaliza Dolores.

Texto retirado daqui.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Um manifesto contra as histórias


As histórias fazem mal às crianças! Ajudam a pensar e a crescer; e isso é mau!


As histórias fazem mal às crianças! Porque as educam para a palavra; e isso é mau.  Porque, em vez de lhes falarem de médias ou de desvios-padrão, as histórias as sensibilizam para ver o mundo e as pessoas, e as ensinam a conhecer a vida com inteligência e a bondade. Falam-lhes de bruxas ou de duendes e ajudam-nas a compreender a maldade. E a entender que ela não vem nem de Marte nem do Inferno mas de pessoas, em quase tudo, parecidas com o que somos.

As histórias fazem mal às crianças! Porque as ajudam a vislumbrar que elas (as histórias, sim) não se lêem nem com a boca nem com os olhos. Mas com a alma, e isso é mau. Porque faz com que percebam que quem lê interpreta sentimentos e isso torna as crianças muito perigosas. Porque assim, no infantário, elas deixam de ler, unicamente, letras e palavras que mal entendem, repetindo, unicamente (como algumas pessoas generosas, mas insensatas, exigem que elas façam). E torna-as audazes e atentas. E sagazes. Tudo aquilo que quem imagina a escola como um paraíso de crianças sossegadas deseja que não sejam.

As histórias fazem mal às crianças! Porque se elas crescem em torno de personagens sem curriculum, sem nome de família e sem referências e, para mais, de índole duvidosa (como a Carochinha ou o Asterix, o Gato das Botas ou o Tintin, por exemplo) isso é mau. Porque elas também convivem com D. Afonso Henriques, com Humberto Delgado ou com D. Dinis e, de repente, elas não percebem se, também eles, são personagens de histórias de aventuras ou pessoas da família de quem falam sem veneração mas, estranhamente, com orgulho e com ternura.

As histórias fazem mal às crianças! Porque as obrigam a fazer de conta que acreditam nas personagens ou nos enredos, e que tudo se passou, seguramente, e com verdade; e isso é mau. Porque o fazem, unicamente, para não dececionarem os pais ou outros amigos que lhas contam. E essa bondade, discreta e elegante, é perigosa. Por mais que haja quem garanta, que são as histórias quem, magicamente, torna as crianças mais capazes de... acreditar.

As histórias fazem mal às crianças! Porque lhes dão a luminosidade de escutar e a fantasia e a audácia de imaginar; e isso é mau. Porque lhes permite a arte do encontro e o frenesi de pensar em coro, a uma voz. Tudo aquilo que quem as acha, invariavelmente, hiperativas ou distraídas receia que elas sejam.

As histórias fazem mal às crianças! Porque as torna livres; e isso é mau. Porque deixam de ser submissas... E, podendo ser perseverantes e abnegadas, leva a que se movam, sobretudo, pela paixão. E em vez de falarem por murmúrios amigos do pessimismo (que é uma forma urbana de desconfiar do futuro) as histórias dão-lhes a História (que faz com que se chegue, no mesmo instante, ao passado e ao futuro). E esclarecem-nas acerca das façanhas dos avós e as dos pais que lhes dão o orgulho (de serem parte de si) e a humildade (de lhes faltar quase tudo para serem como eles) sem as quais nunca se chega à esperança e ao futuro.

As histórias fazem mal às crianças! Porque as torna escutadoras; e isso é mau. Porque em vez de pensarem, unicamente, com a cabeça passam a ouvir com o coração. E ao levá-las da fantasia à palavra, fazem com que vistam, de forma simples e transparente, aquilo que sentem ou o que imaginam. E habilita-as - perigosamente - para não guardarem uma emoção que seja só para elas.

As histórias fazem mal às crianças! Porque todas as histórias são de encantamento; e isso é mau. Porque mesmo as que falam de monstros ou que lhes tragam calafrios, ou até mesmo aquelas que fazem cócegas nas ideias, encantam. Porque as levam a comungar (e só isso é encantar) com sentimentos de que fugimos e com quem os esclarece só para nós. E porque embrulham os medos num enredo e as deixam guiar-se entre eles, pela mão de alguém (que só pode ser carinhoso ou especial), as histórias são perigosas porque tornam as crianças amigas do desconhecido, leais e destemidas. E afoitas, claro.

As histórias fazem mal às crianças! Porque lhe educam o coração e as ligam, sobretudo, a quem as lê; e isso é mau. Porque quem lhes conta um conto se acrescenta a si, num ponto. E desvenda-se e aproxima-se e, com isso, enternece. E leva as crianças a ancorar no seu olhar e, partindo dele, a conhecerem-se por dentro. E torna-as mais amigas da beleza e do brincar. E - muito pior... - torna-as mais engenhosas para conhecer. E, dum jeito misterioso, encaminha-as para considerar que, sejam elas quais forem, todas as histórias parecem ter sido, delicadamente, preciosamente, unicamente... escritas para elas.

As histórias fazem mal às crianças! Porque elas fazem de conta; e isso é mau. Porque põem-nas no lugar do outro (que, nesse mesmo momento, se torna parte de si). E as leva, literalmente, a fazer de... conta (não de número). Isto é, puxa-lhes pela cabeça para que entendam que as histórias se lêem pelas entrelinhas, com tudo aquilo que nos sugerem - subtraia ou multiplique, divida ou acrescente - por mais que não pareça. E são, por isso, mais amigas da matemática do que se supunha.

As histórias fazem mal às crianças! Porque as desarrumam por dentro; e isso é mau. Porque, se for preciso, as histórias são rebeldes (e, em vez de pintas nos is as põem nos és). E nem todas são compenetradas (há quem diga que trazem macacos para o sotão ou que põem minhocas na cabeça). E - pior, ainda - há quem garanta que elas geram nervoso miudinho (que torna as crianças, perigosamente, mais curiosas e mais audazes).

As histórias fazem mal às crianças! Porque ensinam a reconhecer; e isso é mau. Reconhecer de conhecer outra vez. Reconhecer de conhecer melhor. E reconhecer de estar grato a quem gosta de nós e nos dá ao conhecer ao mesmo tempo. Porque isso as inicia na magia de duas pessoas se comoverem uma para a outra. Porque só se comove quem se comove! E essa comunhão torna as crianças sábias e serenas. E só isso faz que, quando escutem, as crianças fechem os olhos para ver.

As histórias fazem mal às crianças! Mas são, ainda assim, a sobremesa do pensamento e a digestão de tudo aquilo que se aprende; e isso é mau. Porque se tornam necessárias e insubstituíveis e lhes dão uma gramática para tudo aquilo que se vive. Porque as educam para que duas imaginações que se puxam uma à outra são como um abraço (e isso faz com que percebam que um abraço são dois colos que se dão um ao outro ao mesmo tempo). E ensinam, como mais nada, que - por mais palpável que seja aquilo que se crie - todo o conhecimento começa numa história e, volta a ela, depois de construído. O que faz com tudo seja, para além do que parece (como as histórias, aliás) um património imaterial da Humanidade.


Por tudo isto, deixem-se de... “histórias”! E contem histórias!


Texto retirado daqui.

Costumas ler antes de dormir?

COSTUMAS LER ANTES DE DORMIR? CONHECE CINCO RAZÕES PELAS QUAIS DEVES FAZÊ-LO.


Se és daqueles a quem nem sequer passa pela cabeça a ideia de ir dormir sem ler mais algumas páginas de um livro, sem dúvida que este artigo é para ti. Se, por outro lado, não tens por hábito ler antes de dormir, este artigo também é para ti.
“Deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer”, já diziam as nossas mães. No entanto, a rotina antes de dormir pode melhorar e muito a tua qualidade de sono. Sabias que ler nesta altura do teu dia, ajuda o teu corpo a aproveitar a 100% as horas de descanso? Descobre porquê!
Estudos já mostraram por diversas vezes que ler ajuda-nos a dormir melhor. Isto porque ler é uma excelente maneira de exercitarmos o nosso cérebro, além de que essa atividade deixa-o “feliz” e satisfeito. Um cérebro feliz e satisfeito está muito menos propenso a sofrer de insónias, e, pelo contrário, habilita-se a desfrutar de uma excelente noite de sono.
Quer seja um thriller alucinante ou um romance vagaroso, a escolha fica ao teu gosto. O importante é adquirires este hábito, nem que seja por apenas dez minutos. Não acreditas? Então mostramos-te cinco motivos para o fazeres.

Ler reduz o stress


Foi descoberto por investigadores da Universidade de SussexReino Unido, que ler durante meia hora reduz o stress em níveis superiores a outros métodos de relaxamento como ouvir música ou beber chá. Visto que o stress é o principal factor que conduz às insónias, ler pode ajudar os que mais sofrem com este problema.
dormir
Fonte: Giphy

Ler em papel é melhor que em ecrãs


Segundo os investigadores, a luminosidade proveniente dos telemóveis, computadores ou tablets, quando observada antes de dormir é bastante prejudicial ao sono. Assim sendo, a última coisa que deves fazer antes de adormecer é ler um livro ao invés de navegar nas redes sociais.

Fonte: Giphy

Os livros vão dar-te sonhos excelentes


É comum as pessoas sonharem com algo relacionado com o seu dia a dia. Se leres, a leitura passa a fazer parte do teu dia a dia, logo pode-se dar o caso de sonhares sobre o que estás a ler. Mas se leres antes de adormeceres, a probabilidade de sonhares sobre o que leste é ainda maior. Não era excelente sonhares com as personagens e os enredos dos teus livros?
dormir
Fonte: Giphy

Tornar a leitura um hábito antes de dormir é saudável


National Sleep Foundation, nos Estados Unidos, recomenda que tenhamos uma rotina antes de dormir, tal como ler ou beber chá. Esta rotina ajuda a “dizer” ao nosso cérebro que está na hora de adormecer.
dormir
Fonte: Giphy

Ler é uma maneira de adormecer mais rápido


O nosso corpo precisa de acalmar antes de poder estar “pronto” para dormir. Como tal, os especialistas aconselham a que se faça uma atividade calma, tal como ler.
dormir
Fonte: Giphy
Retirado daqui.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Provérbios de Natal



Provérbios de Natal

- Ande o frio por onde andar, pelo Natal cá vem parar. 
- Assim como vires o tempo de Santa Luzia ao Natal, assim estará o ano, mês a mês até ao final.
- Caindo o Natal à segunda-feira, o lavrador tem de alargar a eira.
- De Santa Catarina ao Natal, bom chover e melhor nevar.
- De Santa Catarina ao Natal, mês igual.
- De Santa Luzia ao Natal, ou bom chover ou bom nevar.
- De Santos a Santo André, um mês é; de Santo André ao Natal, três semanas.
- De Santos ao Natal perde a padeira o cabedal.
- De Santos ao Natal, ou bom chover ou bem nevar.
- Depois de o Menino nascer, é tudo a crescer.
- Dezembro nasceu Deus para nos salvar.
- Do Natal a Santa Luzia cresce um palmo em cada dia.
- Do Natal a São João, seis meses são.
- Dos Santos ao Natal bico de pardal.
- Dos Santos ao Natal é bom chover e melhor nevar.
- Dos Santos ao Natal é Inverno natural.
- Dos Santos ao Natal vai um salto de pardal.
- Em caindo o Natal à segunda-feira, o lavrador tem de alargar a eira.
- Em Dezembro ande o frio por onde andar, pelo Natal há-de chegar.
- Em dia de festa e Natal, atesta a barriga, não faz mal.
- Em Natal chuvoso até o diligente é preguiçoso.
- Entrudo borralheiro. Natal em casa, Páscoa na praça.
- Festa do Natal no lar, da Páscoa na Praça e do Espírito Santo no campo.
- Galinhas de São João, pelo Natal ovos dão.
- Laranja antes do Natal livra o catarral.
- Na mesa de Natal, o pão é o principal.
- Não há ano, afinal, que não tenha o seu Natal.
- Natal a assoalhar e Páscoa ao luar.
- Natal à segunda-feira, lavrador alarga a eira.
- Natal à sexta-feira, guarda o arado e vende os bois.
- Natal ao sol, Páscoa ao fogo, fazem o ano formoso.
- Natal de rico é bem sortido.
- Natal em casa, junto à brasa.
- No Natal em casa, junto à brasa.
- No Natal tem o alho bico de pardal.
- No Natal, só o peru é que passa mal.
- No Natal, todo o lobo vira cordeiro.
- Noite de Natal estrelada dá alegria ao rico e promete fartura ao pobre.
- Nos bons anos agrícolas, o Natal passa-se em casa e a Páscoa na rua.
- Novembro, semear; Dezembro, nascer.
- O ano vai mal, se não há três cheias antes do Natal.
- O Natal ao soalhar e a Páscoa ao luar.
- O Natal em casa e junto da brasa.
- O Natal quer-se na praça, a Páscoa em casa.
- Para o ano não ir mal, hão-de os rios três vezes encher, entre o São Mateus e o Natal.
- Para o ano ser bom, passar o Natal na rua e a Páscoa em casa.
- Pelo Natal cada ovelha em seu curral.
- Pelo Natal se houver luar, senta-te ao lar; se houver escuro, semeia outeiros e tudo.
- Pelo Natal, bico de pardal vai ao laranjal.
- Pelo Natal, cada ovelha em seu curral.
- Pelo Natal, lua cheia, casa cheia.
- Pelo Natal, neve no monte, água na ponte.
- Pelo Natal, poda natural.
- Pelo Natal, sachar o faval.
- Pelo Natal, saltinho de pardal.
- Pelo Natal, semeia o teu alhal e se o quiseres cabeçudo, semeia-o no Entrudo.
- Pelo Natal, sol; pela Páscoa, carvão.
- Pelo Natal, tenha o alho bico de pardal.
- Por Natal ao jogo e por Páscoa ao fogo.
- Por Natal sol e por Páscoa carvão.
- Quando o Natal tem o seu pinhão, a Páscoa tem o seu tição.
- Quem quer bom ervilhal semeia antes do Natal.
- Quem quiser bom pombal, ceva-o pelo Natal.
- Quem vareja antes do Natal, fica-lhe a azeitona no olival.
- Quem varejar antes do Natal, deixa azeite no olival.
- Se te queres livrar de um catarral, come uma laranja antes do Natal.
- Sol no Natal, chuva na Páscoa.
- Três semanas antes do Natal, Inverno geral.
- Uma cama em Agosto e uma ceia em Natal, quem a quer a pode dar.

Provérbios retirados daqui.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

O que lê este país de poetas?

"Que somos um país de poetas já todos sabemos. Mas será que lemos tanto quanto escrevemos? A realidade entre aquilo que se edita e aquilo que a população lê é muito diferente. E, sobretudo, coloca-nos na cauda da Europa no que respeita a hábitos de leitura. Jornalismo de dados em dois minutos e 59 segundos para explicar quem lê, o que lê e como lê."

(Clicar sobre a imagem para ver o vídeo)
Retirado daqui.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Hora do conto




Pois, hoje foi a vez do Professor Fernando contar a história do Lobo, Pai Natal e do coelhinho branquinho, fofinho... Mas, será o coelhinho oferecido pelo Pai Natal que era mesmo, mesmo fofinho?

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Eu sou um livro

Nesta semana da Feira do Livro, um poema escrito pela nossa Lininha.



Eu sou um livro 

Eu sou um livro 
cansado de tanto esperar 
esquecido na prateleira da vida 
sonhando ser escolhido, 
favorito de alguém, 
sentir o calor amoroso de umas mãos a me folhear, 
descobrindo quem sou... 

Já tenho folhas amarelecidas, de tanto ser esquecidas, 
de não serem lidas, nem escritas por ninguém. 

as estações do tempo foram passando carregadas de dor, solidão, 
emprestando-me os seus lenços de assoar, 
secando as lágrimas de cada adeus 
no relógio apreçado da despedida ao seu passar. 

Minhas páginas já um pouco amarrotadas, 
escritas com a pena dos meus nadas, 
falam de desamores, desprezo e desdita 
desta minha existência lavrada de medo, solidão, 
as linhas da minha mão se riscam de desilusão, 
em linhas cruzadas do meu destino, 
sem rumo neste meu caminho, 
estrofes desbotadas, notas desafinadas sem melodia, sem canção 

Murcham minhas flores, rosas, tulipas, orquídeas jasmim, 
desfolham suas pétalas sequiosas, famintas no meu jardim, 
neste livro onde me escrevo, 
Me perco e elevo, 
nas metáforas dos meus dias, 
nas elipses, nas anáforas, acesas cenestesias, 
onde me venho falar, 
povoando de mim os meus dias. 

Sou um livro cheio de nadas, 
encadernado com as noites vazias, 
gélidas madrugadas, 
capas cozidas com trémulos dedos, 
pintadas de saudade, onde guardo os meus segredos. 

Sim, sou um livro, 
com muito para contar, 
histórias tão tristes, que fazem chorar, 
mas também poemas de amor, 
paixões em flor, 
esmagadas pelos vendavais do meu terror. 

Aqui me desnudo das penas e das máscaras, 
dos sorrisos forçados, dos lamentos guardados, 
estiletes afiados que me rasgam por dentro, 
os sentidos escorrem sangrando num corte cruel, 
cinzelando o meu ser, 
esse grito aprisionado em mim, 
que jorra como lava ardente para o papel. 

Sim, eu sou um livro, 
maldito, proibido, cheio de defeito, 
marcado de marginalização, tão sem graça e arrepiante, 
para quem olha, desdém e passa, 
mas onde se iluminam pensamentos, se descartam os amantes, 

se traçam sonhos, esperanças, 
onde ainda bate humanamente um coração. 

Adelina Santos

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Projeto Ajudaris





E aqui está o poema do 6ºC, magnificamente ilustrado por Marlene Miranda, no livro "Histórias de Encantar" da Ajudaris. Para mais informação ler aqui.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Oferecer livros a crianças porquê?

Por que presentear crianças com livros?



(Livre tradução do artigo escrito por Yolanda Reyes em seu blog Espantapájaros Taller.)

"1.  Porque as crianças gostam de histórias. Porque, no fundo, cada vida é uma história. E ao espreitar as páginas de um livro, as crianças abrem os olhos para as inúmeras histórias de vida das pessoas.
Laurent Moreau
Laurent Moreau
2. Porque as crianças são curiosas, como qualquer um de nós. E querem saber o que as outras pessoas pensam, como se sentem, como resolvem problemas, como se apaixonam, por que choram e riem, sonham e têm pesadelos.
Sarah Massini
Sarah Massini
3. Porque as crianças não têm muitos anos de experiência. E os livros “emprestam” a elas a experiência de outros que viveram mais tempo para que possam “lê-las”.
Komako Sakai
Komako Sakai
4. Porque as crianças sabem que junto de uma história, há uma mãe ou um pai que virá lê-la todas as noites. E elas também sabem que eles vão ficar na beira da cama e não irão se ocupar de seus assuntos de adultos ou desligar a luz, pelo menos até que a história seja concluída. E, por isso, sempre pedem que leiam de novo e de novo e de novo …
Viviana Garofoli
Viviana Garofoli
5. Porque um livro é como um barco que conecta duas margens: dia e noite, para dormir e acordar, luz e sombra. E nesse barco, as crianças deslizam lentamente a partir do mundo real para o mundo dos sonhos.
Sophie Blackall
Sophie Blackall
6. Por uma série de razões práticas que as crianças não se preocupam, mas que são importantes para suas mães. Por exemplo: os livros não se desmontam em milhares de pequenos pedaços de plástico que precisam ser recolhidos pela casa  quando a festa de aniversário acabou. Nem precisam de baterias ou têm mecanismos complicados ou exigem a compreensão das instruções de montagem escritas no manual.
Marla Frazee
Marla Frazee
7.  Como nem todos os meninos nem meninas são iguais, os livros também são diferentes. Há aqueles sobre múmias, dinossauros e reinos distantes, sobre monstros e fadas, sobre a vida real e a vida imaginária. Alguns são para chorar e outros para rir, alguns cantam, outros são como museus abertos todas as horas e todos os dias da semana. Há alguns para serem lidos pelo toque, com os ouvidos e dentes como bebês – para ler e reler um pouco mais para a imaginação, com o coração, com espanto.
Princesse Camcam
Princesse Camcam
8. E porque muitos livros – e sabemos disso depois de muitos aniversários – permanecem na memória. Seus efeitos não expiram com o tempo, mas o contrário. O rumor das histórias que lemos quando éramos crianças permanece connosco, como a música, como uma voz, como um encanto … E nos fortalece, ajudando-nos a construir um abrigo imaginário onde podemos passar algum tempo jogando no reino do “era uma vez, há muitos anos atrás “… jogando no reino dos mundo possíveis e impossíveis que nunca termina."

Texto retirado daqui.