segunda-feira, 17 de junho de 2019

O que as crianças perdem quando não há ogros, bruxas e princesas nas histórias infantis?

"As narrativas para os pequenos estão mudando; como eles e a sociedade são afetados pelo processo?



O pai, trabalhando / mãe, no lar/ tudo já está em seu posto / tudo já em seu lugar. Não parecem versos com os quais alguém gostaria de educar seus filhos, mas muitos pais que hoje defendem com firmeza os postulados feministas, para não dizer todos, provavelmente elogiaram a autora alguma vez. Sim, certamente todos eles o fizeram, pois a autora não é outra senão Gloria Fuertes, uma poetisa que se caracterizou pela identidade feminista e escreveu essas letras nos anos setenta, no livro El Hada Acamarelada. Cuentos em Verso (A Fada Melosa. Contos em Verso). São os mesmos versos que, curiosamente, faltavam em algumas versões publicadas em 2017, quando se comemorou seu centenário de nascimento. Segundo conta a professora de Educação Primária e Infantil da Universidade Internacional de La Rioja, Concepción María Jiménez, a estrofe não figurava em todas as novas edições, e poucas crianças lerão esses versos.

O caso exposto pela professora universitária dá uma medida de até que ponto existe um temor, uma atitude preventiva em relação ao conteúdo das histórias e — por uma justificável extensão — em relação a toda obra literária destinada às crianças. Para as tenras mentes infantis, as histórias podem se tornar exemplos perversos a imitar, podem ensinar modelos com os quais perpetuem atitudes inadequadas, prejudiciais à sociedade, quase imperdoáveis em casos extremos... Talvez seja assim, talvez não, mas não há dúvida de que as histórias exercem um efeito inegável na ideia da realidade desenvolvida pelas crianças. “São o caminho mais eficaz para responder ao que cada um sente, em que calçamos os sapatos do outro e que nos ajudam não apenas a nos conhecer e nos entender, mas também a reconhecer o mundo”, explica Jiménez.


As histórias devem ser realistas?

Quando você lê ao seu filho Chapeuzinho Vermelho, Cinderela ou Os Três Porquinhos não está apenas transmitindo uma história com a qual a criança se entretém, desfruta e viaja com imaginação. Além disso, e aqui está o mais interessante, você está mostrando a ele “o reflexo da vida, com a crueldade, a inveja, o egoísmo, a coragem, a generosidade e tudo que caracteriza o ser humano”, diz Jiménez. Tudo que é bom e tudo que é mau. “Talvez por isso, nas histórias, os personagens não sejam ambivalentes, isto é, não sejam bons e maus ao mesmo tempo como realmente são os seres humanos, o que ajuda as crianças a compreender mais facilmente a diferença entre a maldade e a bondade” reflete Jiménez.

E assim pensa a professora que as histórias deveriam ser, pois se não mostram a realidade como ela é perdem a capacidade de responder às perguntas que sempre acompanharam o ser humano, aquelas que giram em torno da tristeza, do amor, da inveja... Neste sentido, ela defende com firmeza os contos de fadas e sua linguagem simbólica, e contraria a opinião de que “esse tipo de relato narra histórias simplórias, onde não existem problemas e tudo é idealizado”. Segundo ela, “se olharmos para os contos de Andersen ou dos irmãos Grimm veremos muitas coisas que seriam perversas: bruxas, ogros, atrocidades, crimes... Existe muito drama e muito conflito, algo de que as crianças tendem a gostar”.

Mas o enfoque próprio dos contos tradicionais não costuma ser visto em muitas histórias infantis modernas nas quais, de acordo com Jiménez, “o que encontramos são instruções para administrar as emoções, para controlar os estereótipos e os gêneros, e para trabalhar os valores, quando, na verdade, o conto é algo íntimo, que cada pessoa interpreta de seu próprio interior”. A professora diz que direcionar esses sentimentos através da literatura é como fornecer uma receita para a vida. De acordo com ela, e por muito boas intenções que se tenham ao fazê-lo, algumas das histórias que se contam agora tratam sobre como devemos instruir a criança para que veja a vida de “forma bonita”, ou seja, como um lugar onde não existem decepções, conflitos ou dor: “Uma mentira que faz parte dessa nova política de não incomodar. Uma tarefa que fazem suprimindo o que é característico do conto tradicional, a transgressão, o simbolismo, a emoção, a ambiguidade...”

Uma maneira de entender que os outros pensam diferente

Além de mostrar à criança como é o mundo que a rodeia, cada história encerra uma mensagem única, “de forma simbólica, ensina a criança como lidar com as vicissitudes do dia a dia, aliviar os medos e enfrentar as ansiedades que certas incertezas podem provocar”, diz a professora. Neste caso é preciso levar em conta que o ensinamento que cada criança tira não é sempre o mesmo, pois cada um interpreta a história à sua maneira.

“O cérebro de cada criança se forma a partir de suas próprias experiências, mas também observando os exemplos da vida dos adultos, assim como as histórias que lhe contam. Estas têm um peso muito importante, embora não chegue a ser determinante”, esclarece Moisés de la Serna, doutor em Psicologia, escritor e mestre em Neurociência. Outra função que a Neurologia atribui às histórias é ajudar a criança a entender as dimensões do tempo e do espaço. Através da estrutura sequencial do relato, o cérebro cria lembranças que registra em ordem cronológica, o que, em última instância, pressupõe a existência de um passado, um presente e um futuro. É uma estrutura simples, mas básica para a vida social.

Segundo de la Serna, as histórias oferecem outra qualidade interessante para o desenvolvimento emocional das crianças. O especialista vê nesse tipo de histórias “uma maneira de aprender a entender que os outros podem ter diferentes formas de pensar, intenções e motivações”. Assim, o psicólogo diz que “a criança aumenta suas habilidades sociais desenvolvendo o que é conhecido como teoria da mente, isto é, a capacidade de saber que os outros têm pensamentos diferentes dos que ela tem”. Muito próxima dessa ideia, a professora Jiménez relaciona outra capacidade mais com a leitura de histórias, a de ensinar a se colocar na pele do outro (algo que nem sempre é benéfico), “essa empatia tão necessária em nossos dias”. Todas essas qualidades podem ser encontradas em maior ou menor grau nas histórias de todas as épocas, embora seja verdade que com nuances significativas que variam com o momento histórico.

O que existe de ‘tóxico’ nas histórias?

Jiménez descreve uma evolução interessante desse tipo de histórias, com ênfase em alguns aspectos particularmente relevantes. Para começar, temos as “histórias com moral de Perrault, nas quais se percebe a crueldade e há inclusive finais dramáticos. Mais tarde, no século XIX, os irmãos Grimm publicaram essas mesmas histórias suavizando o final para evitar tanta ‘crueldade’. E no século XX, a Disney também transformou várias dessas histórias para levá-las ao cinema”, diz. E as mulheres sabem bem que o cinema nem sempre conta as coisas como são. Finalmente, a especialista acredita que, desde a década passada, muitas dessas histórias primigênias foram manipuladas ou adaptadas para responder a necessidades diferentes, para se adequarem à época atual.

A doutora em Pedagogia, professora da Universidade Rovira i Virgili, escritora e contadora de histórias Maria Concepción Torres acredita que “os elementos do conto tradicional ainda aparecem em muitas narrativas atuais, enquanto muitos deles tentam apresentar situações reais próximas do menino ou da menina, ou do jovem ao qual se dirige a história: suas vivências, suas preocupações... que não são as mesmas de 10 ou 20 anos atrás”. Daí a mudança de enfoque, que desafia a tradição e tem um reflexo tangível fora das páginas das histórias para crianças.

Por exemplo, uma escola em Barcelona decidiu retirar de sua biblioteca Chapeuzinho Vermelho e A Bela Adormecida, junto com outros 200 títulos (30% dos livros do jardim da infância) por conterem histórias “tóxicas” do ponto de vista de gênero. É uma decisão que convida os pais a considerar se devem ler essas histórias para seus filhos ou se isso ajudaria a perpetuar o machismo na sociedade. Em outras palavras, uma notícia que mostra a enorme importância atribuída aos contos infantis na formação da sociedade.

Mas os contos, como qualquer mensagem, não devem ser tirados do contexto. “As mensagens dessas histórias devem ser situadas no momento de sua criação para poder compreendê-las. Quando as transferimos para a nossa realidade é quando se faz essa análise de estereótipos sexistas”. Torres defende os contos tradicionais e considera que devem continuar sendo transmitidos para poder contrastar a história com a realidade e, assim, gerar um pensamento crítico. E isso, ironias da literatura, certamente ajuda a ser mais livre no mundo real."

Texto retirado daqui.

sexta-feira, 14 de junho de 2019

Dia D, o desembarque na Normandia

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"Em 6 de Junho de 1944, as tropas aliadas desembarcavam no norte de França iniciando a operação militar decisiva para a vitória dos aliados e para o fim da II.ª Guerra Mundial.
Quase 200 mil soldados aliados e milhares de navios de guerra atravessaram o canal da mancha para defrontar a “Muralha do Atlântico”, a linha da defesa erguida pelos alemães no norte de França.

Os aliados sofreram mais de 10 mil baixas só no primeiro dia. 70 anos depois, quatro antigos militares, dois pilotos e dois para-quedistas, que estiveram no centro da ação do “Dia mais Longo”, recordam aquele que foi o princípio do fim da II.ª Guerra Mundial."

Retirado daqui.

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Concurso de Contadores de Histórias




Mais uma vez, vai acontecer o Concurso "Conta-me uma História", amanhã, dia 14, pelas 10h15, no auditório da nossa escola.

Este ano, temos 17 alunos inscritos, alguns individualmente, outros em pares.
Como de costume, o concurso tem um júri constituído por dois professores e dois alunos.
Se gostas de ouvir histórias, vai até ao auditório!!!

LER OU CONTAR?


Muitas vezes, ou quase sempre, toma-se ler por contar e contar por ler, como sendo sinónimos. Não é assim.  Há algumas diferenças entre ler e contar. Quem no-lo lembra é Aidan Chambers, escritor e pedagogo norte-americano, no livro Queres que te conte um conto? Um guia para narradores e contadores (edição em castelhano, de Banco del Libro, Venezuela).
Vejamos então algumas das diferenças entre a narração de contos e a leitura em voz alta:
Na narração de contos, prevalece a relação entre o narrador e o ouvinte, como se fosse uma conversa, com um sentido e destinatário pessoal, na medida em que quem conta dá algo de si àquele que escuta. Na leitura em voz alta, ao invés, é o livro quem centra e objetiva a experiência. Neste caso, a relação é a de duas pessoas que partilham algo que lhe é externo, o livro. Não se trata de um contador e de um ouvinte olhando-se, mas de um leitor e de um ouvinte, um ao lado do outro, olhando juntos para o livro. Na leitura em voz alta, a comunicação estabelece-se por meio de palavras e de imagens que provêm de alguém que não está presente, o autor, mas que tem algo a dar-nos.
A narração de contos orienta-se para o emocionalmente dramático; a leitura em voz alta para a contemplação reflexiva. A narração inclina-se para o prazer duma diversão; a leitura em voz alta, para o gozo do autorreconhecimento. A narração tende para o cabal, para o grupo exclusivo, limita-se aos que escutam o contador. A leitura em voz alta tende para o mais além, para o grupo inclusivo, cujos poderes se veem ampliados pelo texto e pela linguagem, pelo pensamento de alguém que não está presente. A narração serve para confirmar a cultura; a leitura em voz alta é geradora de cultura.
A narração de contos exige mais do contador, a leitura em voz alta exige mais do ouvinte. A leitura em voz alta é uma comunicação menos direta entre o leitor e o ouvinte, porque, na escrita, o significado é, habitualmente, mais compacto, as frases estão construídas de uma forma mais densa do que na língua falada. Acresce que, na leitura em voz alta, o leitor e o ouvinte devem ver as palavras impressas para que possam captar os múltiplos sentidos. A forma como as palavras se dispõem na página é, não raras vezes, importante para a sua compreensão. Na narração de contos, o contador pode explicar e repetir, abreviar ou ampliar, enfatizar esta ou aquela parte.
Quem lê em voz alta não pode adaptar-se ao ouvinte com tanta liberdade, porque segue um texto autorizado, pelo que explicar ou mudar o texto pode arruinar a experiência de leitura e desqualificar o texto. O ouvinte da leitura em voz alta precisa de mais tempo para assimilar a a mensagem e compreender o que está a ler-se, pelo que a leitura em voz alta deve ser mais lenta e menos teatral. Por outro lado, uma vez que a fonte da leitura em voz alta é um texto visível, aos leitores iniciais pode mostrar-se o livro enquanto escutam.
Posto isto, importa realçar que ler e contar, apesar de não serem sinónimos nem  equivalentes, podem coexistir, em momentos distintos, no trabalho de educação literária e de fruição da literatura. Ambos os modos reclamam um tempo exigente de preparação, uma cuidada e adequada seleção de textos / contos e uma grande entrega pessoal para que a audição de textos (contada ou lida) seja uma mais valia para a vida dos pequenos leitores. (JMR)

Texto retirado daqui.

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Camões é um símbolo nacional. Porquê?

10 de junho é o Dia de Camões e das Comunidades Portuguesas. É neste dia que se celebra o dia do nosso maior poeta: Luís de Camões, o cantor da gesta portuguesa, do amor, da desventura.

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"Inspirado num passado glorioso, Camões busca a identidade de um povo nos Lusíadas. Quem somos, o que nos define, que missão temos na História? No épico texto, o poeta exalta os feitos sem ocultar defeitos. Com ele fazemos uma viagem coletiva de reflexão.
Foi muito depois da sua publicação, em 1572, que “Os Lusíadas” começaram a ser lidos e o poema ganhou estatuto incontestado de obra nacional. Através da epopeia de Vasco da Gama à Índia, Camões transporta-nos numa viagem coletiva de reencontro com um passado de glórias para inspirar um tempo futuro. A narrativa da aventura das descobertas, da abertura ao conhecimento, ao mundo e à modernidade, convida a uma meditação profunda sobre o espírito de um povo: heróis do mar ou marinheiros de naufrágios?

São algumas as questões que esta obra coloca sobre a identidade de Portugal, como refere Maria Vitalina Leal de Matos no vídeo que aqui mostramos. A professora catedrática, agora jubilada da Faculdade de Letras de Lisboa, onde lecionou Estudos Camonianos, começa por responder à pergunta lançada no título do artigo: “Porque razão é Camões um símbolo nacional?”"

Retirado daqui

terça-feira, 4 de junho de 2019

E os livros mais fixes são...

 Realizou-se na Fundação Caloustre Gulbenkian, em Lisboa, no dia 31 de maio, a festa da iniciativa "Miúdos a Votos: quais os livros mais fixes?"

Assim, o grande vencedor do 1.º ciclo foi o «Não Abras Este Livro», de Andy Lee. No segundo lugar ficou o livro «O Diário de um Banana 1», de Jeff Kinney e em terceiro lugar ficou «O Cuquedo», de Clara Cunha.


No 2.º ciclo, três autores britânicos saíram vencedores: «Avozinha Gângster», de David Walliams, é o vencedor,  «Harry Potter e a Pedra Filosofal», de J. K. Rowling, ficou em segundo lugar e «Harry Potter e a Câmara dos Segredos», da mesma autora, ficou em 3º lugar.



No 3º ciclo, o vencedor é o livro «Harry Potter e a Pedra Filosofal», de J. K. Rowling, e em segundo e terceiro lugar ficaram duas obras inspiradas em histórias reais: «O Diário de Anne Frank», de Anne Frank e «O Rapaz do Pijama às Riscas», de John Boyne.



No ensino secundário, que participa pela primeira vez no projeto, os vencedores foram «A Culpa é das Estrelas», de John Green, em primeiro lugar seguido de «A Rapariga que Roubava Livros», de Markus Zusak e «O Diário de Anne Frank», de Anne Frank.

O número de participantes foi maior no 1º Ciclo e em todos os ciclos tem aumentado o número de participantes.



segunda-feira, 3 de junho de 2019

A profissão de ilustrador infantil

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"Pode parecer brincadeira, mas fazer riscos e rabiscos é profissão de gente grande para cativar o olhar dos mais pequenos. O ilustrador infantil dá vida aos enredos mais mirabolantes e inverosímeis. O segredo, está nos desenhos. E na magia também.
É assim como um jogo do gato e do rato, em que as palavras chegam primeiro e depois é preciso caçá-las com desenhos, colorir-lhes a forma. A história não precisa de ter pés nem cabeça, nem os bonecos de obedecer a estereótipos. A única regra que aqui se pede é a de desenhar com paixão e imaginação. Isso fazem bem e há muito tempo Paulo Galindro e Rui Penedo, dois ilustradores portugueses que partilham o gosto de desenhar para crianças.

As ideias só começam a sair do lápis depois da história estar bem sabida, de conhecerem o universo das personagens e trocar impressões com o autor. Da teoria à prática, transformam palavras em imagens, num processo criativo, por vezes atribulado, que normalmente começa por ser desenhado à mão e a carvão. Mas também há canetas de feltro (e muitas!), lápis de cor, cartolinas, materiais diversos que servem estilos diferentes. O passo seguinte será fotografar, digitalizar ou colocar o desenho no computador para lhe dar os últimos retoques.

Galindro tem dificuldade em eleger uma técnica, olha sempre para ” um livro novo como um desafio”. Já Penedo, trabalha os desenhos no computador, para os redimensionar e retocar, se necessário for. Vamos ouvir os dois ilustradores falar sobre esta profissão de desenhar livros infantis."

Retirado daqui.

terça-feira, 14 de maio de 2019

Fake news: Menos de metade dos portugueses consegue identificar notícias falsas


"Só 48% dos portugueses admitiu, num estudo hoje divulgado pela Comissão Europeia, conseguir identificar notícias falsas, percentagem que Bruxelas classificou como "preocupante" e que está abaixo da média da União Europeia (UE).

Em causa está o Eurobarómetro hoje divulgado sobre opinião pública em Portugal, realizado no outono de 2018, demonstrando que "os portugueses parecem estar menos conscientes da exposição a notícias falsas, menos preparados para identificá-las e menos dispostos a considerá-las um problema no seu país e para o funcionamento das democracias do que o conjunto dos cidadãos dos 28 Estados-membros".

"O facto de menos de metade dos cidadãos nacionais inquiridos afirmar ser capaz de identificar notícias deturpadoras da realidade ou falsas é preocupante e merece maior atenção", alerta Bruxelas."

Texto retirado daqui

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Perigos n@ Internet

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Temas como "Jogos de computador, webcams com raparigas e drogas", "Estive uma semana sem ver o sol, jogava toda a noite, dormia todo o dia", "Pais devem estar presentes na vida dos filhos no uso das tecnologias", "Temos de aprender a respeitarmo-nos nas redes sociais",  "Dependência de jogos online relacionada com baixa autoestima" são tocados neste programa. Para o ver é só clicar sobre a imagem ou ir por aqui.


sexta-feira, 10 de maio de 2019

Navegar sem cair na rede.

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"Estar na mais popular rede social do mundo é tão banal como ir ao café da esquina. Porém, no Facebook vemos caras mas não vemos os corações e as intenções dos outros utilizadores. Os jovens são um alvo fácil, por isso impõem-se regras simples de segurança.

O Facebook é a história de um rapaz tímido, de poucas falas e amizades. Mark Zuckerberg não era só um solitário, era também um génio informático que em 2004 criou um clube restrito para universitários, uma rede social onde era possível trocar mensagens, inserir vídeos e fazer amigos, muitos amigos. O sucesso foi imediato e perdura com mais de mil milhões de utilizadores de todas as idades e de todo o mundo. Em Portugal, 77% dos cibernautas têm conta no site onde só se pode entrar a partir dos 13 anos. Mas esta regra é muitas vezes contornada com a ajuda dos pais, e assim, os mais novos conseguem mais cedo ter uma vida online.

O acesso não podia ser mais simples: basta um endereço eletrónico, criar uma conta, construir um perfil e  começar a partilhar interesses com a imensa família do “Face”. Os adolescentes expõem-se sem preocupações, fornecem dados importantes sobre a sua vida privada, esquecem-se que uma brincadeira inocente pode ter consequências graves. No mundo virtual, nada desaparece, tudo é facilmente replicado, copiado e explorado por empresas que comercializam dados pessoais e não só. A exposição exagerada pode parecer inofensiva, mas os casos de roubo de identidade, rapto, cyberbullying, pedofilia, acontecem vezes demais. O perigo está lá, a questão é como o evitar.

Os primeiros passos na rede devem ser acompanhados pelos pais. É fundamental explicar que, tal como na vida real, não se deve falar com estranhos, dar o número de telemóvel, a morada de residência ou a da escola, nem publicar fotografias íntimas. As crianças precisam de ajuda para decifrar informações e perceber que há limites para o que se escreve e divulga no Face, porque tudo o que lá se faz fica à vista de todos.

Nesta reportagem, seguimos o exemplo de duas famílias que promovem uma navegação consciente e regrada. Sabem que não conseguem eliminar os riscos todos mas ensinam os filhos a ter um comportamento seguro online. A verdade é que aqui, ninguém se quer desligar."

Texto retirado daqui.

quinta-feira, 9 de maio de 2019

Apresentação do livro "A Nudez das Palavras"

No dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, aconteceu a apresentação do segundo livro de poemas de Adelina Santos, a nossa Lininha, "A nudez da palavra".
Na mesa, estiveram a Professora Dolores Garrido, representante do editor, a autora e a professora Glória Varão, professora bibliotecária.
Tiveram a palavra os Presidentes das Juntas de Freguesia de Baguim do Monte e da União de Freguesias de Gondomar,Valbom e Jovim que apoiaram a publicação deste livro e salientaram a consideração e amizade que a Lininha lhes merece.
Abrilhantou esta apresentação o jovem guitarrista e professor João Varão que deixou os presentes encantados com o seu virtuosismo.
"A nudez da palavra", o segundo livro de poesia de Adelina Santos, foi apresentado pela professora bibliotecária, Professora Glória Varão, apoiada na leitura de alguns dos poemas por colegas que alegremente se prontificaram a fazê-lo.
Estiveram presentes colegas que já não trabalham na nossa escola e que não quiseram deixar de marcar presença nesta noite especial para a nossa Lininha.
No final, Adelina Santos referiu  a alegria em apresentar este livro aqui, na escola, e a felicidade que sentia por estar entre amigos.
Foi uma noite de sentimentos! Foi, realmente, um prazer estar presente e viver estes momentos de poesia e música.
Parabéns, Lininha!











terça-feira, 7 de maio de 2019

Como reconhecer uma fake news em cinco passos



"Já há inúmeros sites, aplicações, planos europeus, códigos de boas práticas, projectos jornalísticos e estratégias que ajudam o leitor mais prevenido a identificar fake news. Apesar disso, elas continuam a surgir como cogumelos e a espalhar-se, sobretudo nas redes sociais, sem contraditório e sem verificação dos factos. Muitas vezes, socorrem-se até de fotos verdadeiras, para permitirem que se instale a dúvida.

Uma da fake news mais divertidas (talvez não para os próprios) que se tornou viral recentemente foi a do suposto casamento entre duas personalidades da política, ela portuguesa, ele grego. Uma fotografia de 2015, em que os dois apareciam juntos e alegres (o que é diferente de felizes), foi recuperada para dar credibilidade ao título. A suposta notícia já circula há vários anos, também ela, mas foi recuperada nos últimos dias e republicada pelo menos três vezes. Numa delas, teve mais de 77 mil interacções, noutra teve mais de 39 mil e na terceira teve 34.646, o que é francamente bom em termos de abrangência. Quem nos dera que todas as notícias dos sites jornalísticos se espalhassem com a mesma virulência.

Grande parte dos utilizadores das redes sociais optou por partilhar a informação sem ler mais do que o título. Era simples, directo, sugestivo, valia por si próprio, não precisava de explicação. Mas essa é a primeira regra para separar o trigo do joio: ler mais do que o título. Na verdade, é obrigatório ir ao site que publica a suposta notícia e verificar o contexto (segunda regra). Neste caso concreto, as informações à volta do anúncio do casamento eram tão diversas como: “Governo aumenta salário mínimo para 785 euros no final do mês de Julho de 2017”, “Estado paga cinco mil euros por cada nascimento em 2017” ou “Carta de condução vai poder ser tirada aos 14 anos”.

Aqui chegados, já há qualquer coisa que não bate certo. O salário mínimo aumentava para 785 euros e ninguém mais sabia? O site do PÚBLICO ou de qualquer outro jornal, rádio ou televisão ignorava a notícia? Para descobrir uma fake news também é conveniente ir ao Google para tentar perceber se ela foi publicada por outra entidade diferente daquele site onde a encontrámos ou se é “filha única”, digamos assim. Essa é a terceira regra.

Há outro conselho, o quarto, que pode parecer básico, mas que ajuda a separar a boa informação da desinformação: ler o conteúdo até ao fim. No caso concreto da fake news a que me referi no início, seria inédito que a confirmação de um casamento entre duas pessoas de partidos diferentes e de países diferentes fosse feita, em conferência de imprensa, na sede de um dos partidos. Se nada mais nos fizesse desconfiar, ler isto no terceiro parágrafo devia ser suficiente para levantar a dúvida.

Neste caso, os indicadores de que algo não batia certo eram mais do que muitos, mas ainda podíamos fazer upload da fotografia no Google Images (quinta regra) para perceber se era recente ou antiga ou se tinha sido tirada numa ocasião concreta. Em muitos casos, essa estratégia não clarifica coisa nenhuma porque nem sempre a foto utilizada numa notícia é exactamente do dia em que ela é publicada. Por exemplo, se quisermos informar que Miguel Albuquerque vai a Belém queixar-se do Governo da República, como já aconteceu, é natural que se use uma imagem de uma ocasião anterior.

Os ingleses chama-lhe fake news (notícias falsas) num termo que nem sequer considero bem conseguido. Incomoda-me o facto de estar lá escrito “news” (notícia). Prefiro o termo francês: infox, que nasce da contracção das palavras “informação” e “tóxica”. Se a infox não passar no teste dos cinco conselhos, só há uma coisa a fazer: não partilhar."

(Artigo retirado daqui)

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Notícias falsas



Sabes que as mentiras, na Internet, se espalham mais rapidamente do que aquilo que é verdade? Pois é!! Se vires aqui, comprovarás esse facto. 

Existe uma preocupação mundial sobre falsas notícias e a possibilidade de que tal possa influenciar o bem-estar político, económico e social. Isso é de tal forma grave que, pensa-se, pode mesmo, destruir o regime democrático.

Há quem justifique esta onda de falsas notícias apontando a seguinte razão:

Até há pouco tempo, as pessoas consumiam conteúdo sem o questionar. Acreditava-se que naquilo que se lia, cria-se que as notícias eram verdadeiras. A diferença agora é que essas mesmas pessoas também são canais de distribuição de informação e partilham conteúdos.Ora, se esses conteúdos estão de acordo com as suas crenças, nem sequer se lembram de  pesquisar a sua veracidade.

Este é o contexto ideal para as "fake news" se espalhem chegando a influenciar, mesmo, eleições presidenciais, como sucedeu, nos Estados Unidos, com o presidente Trump.

Funciona da seguinte forma: robots criam e partilham conteúdos falsos em escala muito rápida e as pessoas disseminam a informação no Facebook, sem pesquisar a sua veracidade e, muita vezes, lendo, apenas,  o título do texto. O grande problema é que as discussões, os debates passam a girar à volta de conteúdos falsos e deixam para segundo plano os temas que são verdadeiramente importantes.

Assim, enquanto, por um lado, há um esforço para desmentir as informações falsas, novas "fake news" são criadas e espalhadas por robots e por pessoas reais com uma velocidade espantosa. De acordo com o estudo feito, as fake news são 70% mais compartilhadas do que as informações verdadeiras.

Dá que pensar, não achas?



CNL Fase Intermunicipal

No passado dia 26 de abril, realizou-se, na Maia, a fase Intermunicipal do CNL. A nossa Ana Carolina esteve presente, mas, desta vez, não foi selecionada para o final. No entanto, está de parabéns por todo o trabalho que realizou e que, infelizmente, não apresentou.











quinta-feira, 2 de maio de 2019

Identificar falsas notícias

Na Internet, a informação está disponível a todo o momento, a toda a hora e em qualquer lugar. Qualquer pessoa pode colocar informações na net. Sendo assim, temos que colocar a questão: será que essa informação é credível? Podemos, realmente, acreditar que é informação verdadeira? Como podemos identificar o que é verdade e o que é mentira?
Para termos a certeza que a informação que temos à nossa frente é válida podemos (e devemos) seguir algumas dicas.







(Imagens retiradas daqui.)

domingo, 7 de abril de 2019

O hábito de ler é o que nos torna mais humanos, diz a ciência

"A gente já sabia, mas os estudiosos confirmaram: ser um leitor de ficção te faz ter mais empatia pelo próximo.





Você pode estar precisando de uma desculpinha para ler mais (ou para estimular alguém a fazer o mesmo) ou de um empurrãozinho para decidir qual será sua próxima leitura. Ou pode estar, simplesmente, querendo entender um pouco melhor como funciona essa coisa bem louca chamada “humanidade”.

Para qualquer um destes três casos, nós temos boas notícias: para a ciência, tem ficado cada vez mais claro o quanto aqueles que leem literatura de ficção desenvolvem o dom da empatia muito mais do que os outros.

E por “ficção” entende-se que vai além da científica – estamos falando de romances, mesmo, histórias inventadas, daquelas que nos transportam diretamente para a cabeça de um ser que, na verdade, não existe.


Em meados do século passado, surgiu a Teoria da Mente, descrita pela revista Science como “a capacidade humana de compreender que as outras pessoas têm crenças e desejos e que eles podem ser diferentes de suas próprias crenças e desejos”.

Um estudo publicado em 2013 na mesma revista descobriu, justamente, que os leitores de romances costumam se sair melhor, quando testados a respeito da Teoria da Mente. Ou seja: eles compreendem melhor o fato de que os seres humanos têm opiniões diferentes.


Em julho deste ano, outra pesquisa sobre empatia e a leitura examinou como essa relação é poderosa. Entre os participantes, alguns foram convidados a ler o conto Saffron Dreams, da autora paquistanesa Shaila Abdullah, enquanto outros só foram informados sobre como a história se desenrolava.

Depois, todos eles foram expostos a fotografias de olhares – de várias pessoas diferentes – e estimulados a supor o que cada um dos fotografados estava pensando e sentindo.

Os que leram o conto viam com empatia semelhante os rostos de pessoas árabes e de pessoas brancas, mais do que os outros que não leram. Resumindo: além de ler ficção, precisamos investir nas narrativas, mesmo.

Entre um livro de ficção e uma biografia, portanto, você já pode ter certeza do que escolher, para a próxima leitura. Aproveite!"

Retirado daqui

terça-feira, 2 de abril de 2019

Clássicos à moda do Porto




O professor João Carlos Brito esteve na nossa escola para falar com os alunos de 8º a 9º Anos sobre os seu livro "Clássicos da Literatura à Moda do Porto", uma adulteração descarada de alguns clássicos da nossa Literatura. Os Maias são os Andrades, o"Auto da barca do inferno" é o "Auto do rabelo de Bila Noba de Gaia", os "Lusíadas" são "Os Tripíadas"...
Foi uma sessão divertidíssima que terminou com a leitura com o "bordadeiro" sotaque do "Auto do rabelo de Bila Noba de Gaia"

Para ler um pouco da obra ir por aqui.
Para mais informação clicar aqui.

Fase Intermucipal do CNL

Esta fase do CNL tem lugar no dia 26 de abril, entre as 13.30h e as 17.00h, nas instalações do Fórum da Maia/ Biblioteca Municipal.



A nossa Ana Carolina do 7ºB representará, juntamente com outros duas alunas de outros agrupamentos, o concelho de Gondomar no CNL - Fase Intermunicipal (3º Ciclo).

sexta-feira, 29 de março de 2019

E os livros mais fixes foram...




No dia 15 de março foi dia de eleições para o livro mais fixe.
Após a contagem dos votos, os livros mais votados foram:
- no 2º Ciclo, "O Diário de um banana 1", Harry Potter e a Câmara dos Segredos" e "Harry Potter e a Pedra Filosofal";
- no 3º Ciclo, o vencedor foi "O Diário de Anne Frank". Em segundo lugar ficou  "Harry Potter e a Pedra Filosofal".