sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Concurso Nacional de Leitura (1ª fase)


A 1º Fase do Concurso Nacional de Leitura está terminada. Participaram cento e oitenta e cinco alunos do 1º Ciclo, quarenta e quatro do 2º e vinte e três do 3º.  

Parabéns aos alunos selecionados para a 2ª Fase ( Fase Regional). São os alunos:

1º CicloMiguel Fernando Caminha e Castro (EB do Outeiro 4ºAno)
(Suplentes - Leonor Cunha (EB de Atães) e Paulo César Neves Azevedo - EB do Outeiro 4ºAno)

2º Ciclo - Ana Carolina Moreira (6ºB)
(Suplente – Leonor Alves 5ºC)

3º CicloNicole Sofia do Carmo Santos (8ºA)
  (Suplente – Nuno Sousa (9ºB)


A 2ª Fase irá decorrer na Biblioteca Municipal de Gondomar, no período de 1 de março a 25 de abril. A data será posteriormente comunicada.





Hora do conto



Esta 4ª feira, os alunos do 1º Ano voltaram à Biblioteca para ouvir as história de um pastor, um cão pastor chamado Piloto, um rebanho obediente e uma ovelhinha preta, diferente de todas as outras não só pela sua cor (as outras ovelhas eram todas brancas), mas também por ser "desobediente".
Pois, ouviram a história "A Ovelhinha preta" de Elizabeth Shaw. 



quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

"E por vezes" de David Mourão Ferreira



(Para ouvir recitar este poema clicar sobre a imagem)







"E por vezes" é um poema de David Mourão-Ferreira que faz parte das metas de Português de 7º Ano.
Aqui, podemos ouvi-lo ser recitado por Beatriz Batarda e cantada por José Cid e Susana Félix.


“E por vezes”

E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos  E por vezes

encontramos de nós em poucos meses
o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes

ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites  não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos

E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
num segundo se evolam tantos anos


David Mourão-Ferreira

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Ensine o seu filho a gostar de ler. É tão bom!


Sabia que a leitura começa muito antes de se aprender a ler na escola? A literacia, como capacidade para descodificar e compreender informação escrita, pode ser promovida lendo, mas também escutando a leitura do outro e conversando sobre os livros. E quanto mais cedo, melhor.

Está provado que «ler com» e «ler para» os filhos é a atividade por si só com maior impacto para o desenvolvimento das funções da linguagem e para a construção de alicerces sólidos para as aprendizagens escolares. Na verdade, mais de 90% da maturação do cérebro ocorre nos primeiros seis anos de vida, razão pela qual não será de estranhar que este seja um período-chave para introduzir hábitos de leitura com todos os benefícios ao nível da linguagem, da criatividade e do pensamento lógico que dela advêm.

A linguagem dos livros é geralmente mais elaborada e rigorosa do que a falada. Ter contacto desde cedo com este cuidado e sofisticação tem invariavelmente impacto no desenvolvimento. Desta forma, pais que leem para os filhos dão-lhes a oportunidade de descobrir novas palavras e de aprender mais sobre a linguagem escrita e a sua função. Provavelmente já todos os pais sabem que ler para os filhos é importante mas não será assim tão intuitivo saber como ler em conjunto.

A leitura em conjunto deve ser uma experiência de partilha e afeto para a qual deve haver total disponibilidade. Por isso, desligue a televisão, afaste o telemóvel e envolva-se. Durante dez ou vinte minutos esteja presente e envolvido. Pretende-se em primeiro lugar que o seu filho, que ainda não sabe ler, possa ter uma participação o mais ativa possível. Leia com expressividade, aponte, comente e peça a opinião da criança.


Os pais são o principal modelo dos filhos e isto também é verdade para o despertar para o prazer da leitura. Crianças que veem os pais a ler por gosto aprendem a ler por gosto.

«O que será que vai acontecer a seguir?» «Será que a personagem fez bem?» «Porque fez aquilo?» No final peça-lhe um reconto. «Agora faz de conta que és tu a ler, a contar.» É a conversa em torno dos livros que lhes dá poder, que ajuda as crianças a fazerem a ponte entre o que escutaram na história e o mundo que as rodeia.

Outra coisa que se deve fazer é observar, com a criança, as várias facetas dos livros. Explorar a capa, as ilustrações… Com crianças mais velhas pode explicar o título, o autor e o ilustrador. Desta forma a criança está a familiarizar-se com a linguagem dos livros e a criar bases importantes para o sucesso escolar. Depois de lerem em conjunto pode incentivar a criança a fazer um desenho sobre a história.

Muitos pais referem que os filhos querem ler várias vezes o mesmo livro, a mesma história. Isso é normal e faz parte do desenvolvimento do gosto pela leitura. Repetir a mesma história traz previsibilidade à leitura, permite reparar melhor nos pormenores e dominar melhor as palavras. Nunca hesite em fazê-lo. E aproveite para pedir uma participação progressivamente mais ativa da criança à medida que vai lendo uma e outra vez a mesma história. Os pais são o principal modelo dos filhos e isto também é verdade para o despertar para o prazer da leitura. Crianças que veem os pais a ler por gosto aprendem a ler por gosto. Crianças que ouvem os seus pais a ler com entusiasmo e fluência, presenciam o que deve ser uma leitura correta, que depois vão querer imitar.

*Parceria com o CADIn (Centro de Apoio ao Desenvolvimento Infantil), onde Sílvia Lapa é técnica de Educação Especial e Reabilitação e Terapeuta da Fala)

O QUE LER, COMO LER E COM QUE IDADE?

Até aos 2 anos



  • Pegue no bebé ao colo,
  • Dê-lhe um brinquedo ou objeto para ele segurar e pôr na boca se quiser,
  • Sorria, cante, exagere os sons e as expressões faciais,
  • Pergunte «onde está o ____?» Ou «o que é isto?»,
  • Escolha livros: com sons; com texturas; com poucas imagens por página de cartão grosso, pano ou plástico.




DOS 2 AOS 4 ANOS



  • Sente-se com a criança e deixe-a virar as páginas,
  • Aponte para as imagens e nomeie tudo o que vê,
  • Conte a história à sua maneira, seguindo as imagens e não necessariamente lendo o texto,
  • Fale devagar, faça vozes e expressões faciais,
  • Escolha livros: com histórias curtas (que possam ser recontadas pela criança, aos pais, aos irmãos ou mesmo aos seus peluches!); com imagens apelativas.
DOS 5 AOS 6 ANOS


  • Chame a atenção da criança para as letras, palavras e títulos,
  • Use bonecos ou peluches para dramatizar a história,
  • Interrompa a leitura com frequência para comentar, questionar, observar pormenores nas ilustraçõe,s
  • Leia livros, placas na rua, anúncios publicitários,
  • Escolha livros: com rimas; com histórias maiores; com temas, personagens do agrado da criança.

DEPOIS DOS 7 ANOS

  • Escute o seu filho a ler e elogie a sua leitura,
  • Leia com ele (cada um lê um parágrafo, por exemplo),
  • Leia para o seu filho (apesar de já saber ler, continua a beneficiar com a possibilidade de escutar um modelo),
  • Foque sempre a interpretação daquilo que se lê: comente e questione,
  • Tente fazer a ponte entre o que foi lido e as situações reais da vida da criança,
  • Escolha livros: do agrado do seu filho; permita a leitura por prazer (banda desenhada, atlas, revistas infantis, cadernetas, etc.); indicados pelos professores.

Texto retirado daqui.

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Dia aberto no Agrupamento

No dia 15, aconteceu o Dia Aberto, "O AEG1 em ação". 
Neste dia, os alunos de 3º e 4º  Anos do Agrupamento visitaram a nossa escola  e viveram um sem número de experiências em diversos locais deste estabelecimento de ensino. 
Foram recebidos pelas 9h00 por alunos mais velhos que fizeram as honras da casa e os acompanharam ao longo de toda a manhã e parte da tarde por um circuito constituído por nove estações: a Ludoteca, a Sala Interativa, a sala de Teatro, o Laboratório de Ciências, o Pavilhão, a sala de Educação Musical, de EVT, a Cantina e, claro, a Biblioteca.






Na BE, tudo estava a postos para os receber. Aí ouviram duas histórias, narradas mano a mano pelos professores Bibliotecários de Jovim e do 1º Ciclo, após o que fizeram um desenho e o pintaram. Desses trabalhos resultou um bonito mural que ficará exposto na BE.





quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Hora do Conto!


A lenda do Castelo de Bragança foi a lenda trabalhada pelos meninos e meninas do 1º Ano, no âmbito do Projeto de Leitura.
Iniciámos a viagem saindo de Gondomar e passando por Penafiel, Amarante, Vila Real, Mirandela e Bragança. No mapa, fomos marcando o caminho com um fio.

Embora virtual, temos a certeza que os nossos meninos não esquecerão esta viagem ao maravilhoso reino de Trás-os-Montes.








Lenda do Castelo de Bragança

"Em tempos longínquos, era senhor do Castelo, um nobre autoritário e déspota a quem todos temiam, não havendo ninguém que ousasse enfrentá-lo. Com ele vivia uma sobrinha orfã, a quem ele tratava como filha.
Certo dia, um jovem cavaleiro apareceu no castelo procurando um senhor a quem pudesse servir, para que desta forma, pudesse ganhar nome e honra. Lá permaneceu por alguns dias, os suficientes para se apaixonar perdidamente pela formosa castelã , que rapidamente correspondeu ao sentimento.
No entanto, como muitas outras, a história de amor era proibida. O jovem não tinha nome, era pobre e sem feitos heróicos de que pudesse orgulhar-se. Assim, um enorme fosso existia entre os dois, não só pela óbvia riqueza da formosa castelã, mas também pelo estatuto albergado, para não mencionar o terrível temperamento do seu tio que se opunha veementemente a essa união.
Desolado, o cavaleiro decidiu partir em busca de uma terra onde tivesse oportunidade de trabalho, não revelando a lenda qual o seu destino. Antes de partir porém, os dois enamorados fizeram um pacto de amor e fidelidadeeternas, cuja quebra implicaria desonra vitalícia.
Horas, dias, meses e até anos se passaram e do jovem cavaleiro, não havia notícias. Foram vários os candidatos que durante esse tempo, tentaram ocupar o seu lugar no coração da bela jovem, mas todos ela dispensava.
Intrigado, o Senhor de Bragança resolveu questionar a adorada sobrinha, já que o destino de qualquer jovem respeitada, naquele tempo, apenas poderia ser o casamento ou o convento.
Assim, aproveitando que a sobrinha se passeava no jardim, o Senhor de Bragança cumpriu o seu intento. Apanhada de surpresa, a jovem confessou ao tio que dez anos antes prometera amor eterno a um certo cavaleiro que por ali passara, que nada tinha de seu a não ser o seu amor. 
Furioso, o castelão tentou chamá-la à razão: "E se ele já não volta? E se casou com outra mulher?"
Apesar de todos os argumentos, a jovem manteve-se fiel à sua palavra, jurando por ele esperar até ao dia da sua morte. Frustrado e apreensivo, o tio recuou, congeminando uma forma de acabar com tal decisão. Muito tempo passou, até que um dia, com um brilho divertido nos olhos, o castelão resolveu por em prática, uma ideia que lhe surgira.
Era madrugada e ele, coberto com um manto branco, entrou na câmara da sobrinha, acordando-a com a sua voz cavernosa:

"Lembras-te de mim? Há dez anos que nos apaixonámos, amámos e prometemos. Morri, meu amor! A promessa cessou, casa-te com o primeiro homem que chegar a Bragança e te pedir a mão em casamento. Percebeste?"
 Assustada e desanimada, a jovem lembrou-se de Deus, invocando-o naquela aflição.
Nesse preciso momento, uma porta de onde saía uma luz ofuscante surgiu, surpreendendo o falso fantasma, que fugiu sem olhar para trás.
A Lenda refere que nunca mais o Senhor de Bragança insistiu com a sobrinha, nem mesmo quando esta subiu à mais alta torre do castelo para esconder o seu amor.

Desde então, essa torre passou a designar-se por Torre da Princesa, a porta por onde o falso fantasma surgiu, passou a chamar-se Porta da Traição e o local onde Deus se manifestou em luz, Porta do Sol."



Lenda retirada daqui.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

O Projeto de Leitura continua...

As redatoras do 5ºA trabalhando entusiasticamente no site do Projeto de Leitura da turma.





O site, criado pela professora, é, agora, alimentado por estas alunas que aí colocam os trabalhos de todos os colegas à medida que vão sendo enviados por email.
O nome do site foi sugerido e escolhido por toda em turma. Tem o nome de "Brincando com palavras" e pode ser seguido aqui.


segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Ler em voz alta faz bem para o cérebro da criança.


Ler em voz alta faz bem para o cérebro da criança, aponta estudo.


Muito além da linguagem: pesquisa brasileira mostra que o contacto precoce com livros é importante para o desenvolvimento infantil.

Um trabalho recentemente publicado no Pediatrics, periódico da Associação Americana de Pediatria (AAP), demonstrou que ler em voz alta para os filhos traz benefícios para a cognição dos pais, além de melhorar memória e a inteligência dos pequenos.

Para chegar à conclusão, os pesquisadores – da Universidade de São Paulo e do Instituto Alfa e Beto, de Brasília – testaram um programa de incentivo à leitura com crianças de 2 a 4 anos e seus pais.

No total, foram 566 famílias de baixa renda participantes, divididas em dois grupos, sendo que um recebeu livros e instruções periódicas sobre o assunto e o outro seguiu com as atividades normais do cotidiano.

Ao comparar os integrantes depois de nove meses de intervenção, os cientistas descobriram que as crianças que liam com os pais se saíam muito melhor em uma série de testes. E as benesses se estendem para toda a família.

Por exemplo, a cognição dos pais melhorou, assim como a dos pequenos, que também apresentaram memória de trabalho, vocabulário e coeficiente de inteligência (QI) maiores do que os encontrados no grupo que não leu. As punições físicas foram menores e, mais do que isso, a qualidade das interações entre cuidadores e filhos cresceu. Algo que, vamos combinar, anda em falta hoje em dia.

O estudo se junta a outros esforços da entidade norte-americana para promover hábitos que auxiliem na formação da mente das crianças. Segundo a AAP, são mais de 200 milhões de pequenos no mundo que não atingem seu potencial máximo de desenvolvimento, e programas de incentivo à leitura como o testado no estudo podem ajudar a reverter este quadro com um baixo custo.
Tanto que em 2014, a entidade já havia divulgado uma diretriz recomendando que os pais e cuidadores leiam para as crianças desde o nascimento, além de esforços para distribuir mais livros no país.

Aplicando na prática

Veja algumas dicas da AAP para começar a ler com seu filho logo no início da vida:

No começo, a ideia é fazer o filho se acostumar e pegar gosto pelos livros. Assim que ele sentar no colo confortavelmente, por volta dos seis meses, comece a mostrar figuras e explicar o que está acontecendo nas páginas. Bater, morder e agarrar o livro são sinais de que ele está gostando, por isso tenha paciência. E prefira livros resistentes.

Entre 1 e 2 anos, a leitura deve virar rotina. Diariamente leia histórias e pergunte onde está determinado objeto na página e outras questões simples sobre o livro, mas não espere atenção por grandes períodos. A qualidade do tempo importa mais do que a quantidade.

Entre 2 e 3 anos, crianças amam rotina. Então não estranhe se o pequeno não quiser ler um livro novo e preferir repetir a mesma história mil vezes. Se o hábito se estabelecer, há uma grande chance de se firmar para o resto da vida.

Conforme a criança cresce, fique de olho nos seus interesses. Se ela gosta de mar, por exemplo, tente livros de não ficção com imagens de animais do oceano.

Texto retirado daqui.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Hora do conto!

O Cuquedo foi o herói da hora do conto, desta vez a cargo da professora Elisabete.
Os trabalhos dos meninos do 1º Ano aqui estão para mostrar o quanto gostaram de ouvir esta história de Clara Cunha, magnificamente ilustrada por Paulo Galindro.


















quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Concurso Nacional de Leitura 2018


O Plano Nacional de Leitura, mais vez, lançou o Concurso Nacional de Leitura, sendo esta a 12ª edição.

A esta iniciativa, associam-se, tal como em edições anteriores, a Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB), a Rede das Bibliotecas Escolares (RBE), o Camões IP, a Direção de Serviços de Ensino e Escolas Portuguesas no Estrangeiro (DSEEPE) e a RTP.

A nossa escola participará, pela 1ª vez com os 1º e 2º Ciclos e, como vem sendo hábito, com o 3º Ciclo.

(Seguir as hiperligações acima para conhecer o regulamento e características deste concurso).

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

O bem que faz ler um livro, em 7 razões comprovadas pela ciência.



"O primeiro livro impresso data do séc. XV, mas antes de Cristo já o Homem começara a escrever em folhas de papiro, no Egito. Desde então quase todo o conhecimento ficou gravado em páginas de livros e, nas últimas décadas, as obras publicadas cresceram ainda mais em número, assim como foram surgindo investigações sobre os benefícios da leitura.

...deixamos-lhe sete benefícios de ler um livro, segundo a ciência.

ALARGA O VOCABULÁRIO
Nenhuma atividade expõe uma pessoa a maior e mais diversificada quantidade de palavras. Mais do que assistir a programas televisivos de conversas, vulgo talk shows, ou infantis, como a "Rua Sésamo", e mais do que uma conversa de amigos, mesmo que sejam todos licenciados, é a leitura que aporta um vocabulário mais alargado, indica um estudo da Universidade da Califórnia.

DESPERTA A INTELIGÊNCIA
A ciência já mostrou que a genética e a educação são fatores que influenciam a inteligência, sendo que ler é uma das principais fontes de conhecimento. Um estudo de 2014 com crianças, realizado por investigadores da Universidade de Edimburgo, na Escócia, e da King's College of London, em Inglaterra, concluiu que a evolução das capacidades de leitura "pode resultar em melhorias nas habilidades cognitivas verbais e não verbais", que "são de vital importância ao longo da vida". E quanto mais cedo se começar, melhor.

PREVINE DOENÇAS
Correr e ir ao ginásio são atividades físicas na moda porque o exercício fortalece o corpo e promove o bem-estar. Mas, por mais variado que seja o treino, nem todos os músculos são trabalhados. Para garantir que nada fica para trás, ler um livro é um bom remédio: inúmeros estudos indicam que a leitura estimula os "músculos" do cérebro e torna-os mais fortes, podendo atuar como fator preventivo em doenças degenerativas como o Alzheimer. Está também provado que pessoas com profissões intelectualmente mais exigentes têm menor propensão para desenvolver patologias ligadas à deterioração do cérebro.

REDUZ O STRESSE
Nem caminhar, nem ouvir música, nem beber um chá. Nada resultou melhor do que ler um livro para acalmar um coração acelerado, segundo uma pesquisa liderada pelo neuropsicólogo britânico David Lewis, da Universidade de Sussex. Bastaram seis minutos de leitura para os níveis de stresse das pessoas que aceitaram participar diminuírem até 68%, contra um máximo de 61% quando tentaram acalmar através da música. Um chá (54%) ou uma caminhada (42%), outras alternativas avaliadas, mostraram-se menos eficazes.

PROMOVE A EMPATIA
Ainda que um livro seja encarado como uma companhia, ler é em si mesmo um ato solitário. Mas entre os seus benefícios encontra-se também a tendência para causar melhor impressão nos outros. Um estudo de dois investigadores holandeses mostrou que a leitura de narrativas ficcionadas influencia características própria da condição humana como a capacidade de criar empatia. E esse é um trunfo importante em qualquer relação, seja pessoal ou profissional.

COMBATE O ENVELHECIMENTO DO CÉREBRO
Há uma relação direta entre a atividade cognitiva realizada ao longo dos anos e a perda das capacidades cognitivas associadas ao envelhecimento natural, como a memória, o raciocínio ou a perceção. Quanto maior atenção se dedicar à primeira, por exemplo através da leitura de livros, mais lenta se torna a segunda, concluiu um estudo de 2013 publicado no jornal científico Neurology, da Academia Americana de Neurologia.

AUMENTA A ESPERANÇA MÉDIA DE VIDA
Mais dois anos. Em rigor, 23 meses. Como a VISÃO deu conta em agosto, um estudo da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, revelou que, em média, é esse o tempo que vivem a mais as pessoas que leem um livro 30 minutos por dia, quando comparadas com as que não o fazem. Os investigadores chegaram a esta conclusão ao fim de 12 anos de estudo, publicado no jornal Social Science and Medicine."

in Visão

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Por quê ler em voz alta?




Sabia que existe uma maneira de melhorar as competências de uma criança na escola?  Que é uma maneira divertida e deliciosa, que fortalecerá a ligação da criança com a escola? E que não tem de pagar nada por ela, é grátis? Parece bom demais para ser verdade? Na verdade, não é. O método mágico: ler em voz alta para o seu filho.
 Quem o assegura é a organização norte-americana Read Aloud, cujo slogan é Leia em Voz Alta 15 minutos. Cada criança. Cada Pai/Mãe. Cada Dia.

Esta organização sustenta o seu trabalho em investigações científicas e opiniões reputadas, para que não se situe apenas no domínio da opinião, mas no âmbito da(s) ciência(s) da educação. Assim, por exemplo, cita uma pesquisa recente segundo a qual a leitura em família é uma das técnicas mais eficazes, uma vez que se demonstrou que as crianças cujos pais leem em voz alta adquirem competências de linguagem e chegam mais bem preparadas à escola. "Ler em voz alta para crianças pequenas, particularmente de forma envolvente, promove a alfabetização emergente e o desenvolvimento da linguagem e apoia a relação entre a criança e os pais", pode ler-se nos Archives of Disease in Childhood. A estes benefícios, pode acrescentar-se a aquisição de vocabulário, a melhoria da capacidade de aprender a ler e, talvez mais importante, a promoção do amor aos livros e à leitura, ao longo da vida.

Jim Trelease, no best-seller, The Read-Aloud Handbook defende que, sempre que lemos para uma criança, estamos a enviar uma mensagem de "prazer" para o seu cérebro. E isto é importante quando a atenção da criança é reclamada pela televisão, pelos filmes, pela Internet, pelos videojogos e as inúmeras atividades pós-escola. Além disso, as experiências negativas de/com a leitura - frustrações em aprender a ler ou o tédio de algumas «leituras escolares» - podem afastar as crianças da leitura e ter consequências a longo prazo. Ainda segundo Jim Trelease, os alunos que leem muito e o melhor, conseguem melhores resultados e permanecem mais tempo na escola.

A leitura em voz alta é, de acordo com o histórico relatório norte-americano de 1985, intitulado Becoming a Nation of Readers, "a atividade mais importante para a construção do conhecimento necessário para o sucesso final na leitura".

Apesar deste conselho, conclui o Read Aloud, alguns educadores e muitos pais não leem em voz alta para crianças desde cedo e, portanto, não conseguem cultivar leitores ávidos e habilidosos. E isso é especialmente verdadeiro para crianças com famílias de baixa rendimento. De acordo com o Fórum Interagência Federal sobre Estatísticas da Criança e da Família americano, apenas 48% das famílias abaixo do nível de pobreza liam aos seus pré-escolares todos os dias, em comparação com 64% das famílias cujos rendimentos atingiram o nível de pobreza ou acima desse nível. As crianças de famílias de baixo rendimento também são menos propensas a contactar com materiais impressos.

A boa notícia para todas as famílias é que este sábio pedaço de sabedoria parental é fácil de seguir. Ler em voz alta para o seu filho requer apenas um livro livre, um cartão de biblioteca (se necessário) e sua vontade de passar um pouco de tempo de qualidade com ele(s). E enquanto os sacrifícios para ler em voz alta são poucos, os benefícios são muitos: o seu filho pode aprender a ler melhor, a pensar melhor, a imaginar mais ricamente e a tornar-se um leitor apaixonado e permanente. Mais do que esses benefícios a longo prazo, no entanto, são os benefícios imediatos: o prazer de passar o tempo com seu filho e partilhar o prazer de um bom livro.

Texto retirado daqui.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

136º aniversário do nascimento de Virgínia Woolf


"Virginia Woolf nasceu em Londres a 25 de janeiro de 1882, filha de Sir Leslie Stephen, escritor e historiador ilustre da Inglaterra vitoriana. Desde cedo ligada a grupos de intelectuais, casou em 1912 com Leonard Woolf e com ele fundou a editora Hogarth Press, responsável pela revelação de autores como Katherine Mansfield e T. S. Eliot e pela publicação das suas próprias obras. Reconhecida como uma das mais proeminentes figuras do modernismo britânico, destacam-se entre os seus trabalhos os romances Mrs Dalloway (1925), Orlando (1928) e As Ondas (1931), assim como o ensaio Um Quarto que Seja Seu (1929). Após sucessivas crises depressivas e não suportando o isolamento provocado pelo agravar da Segunda Guerra Mundial, suicida-se a 28 de março de 1941, em Lewes."


Breve Bibliografia da Autora (edições em português):

A Viagem, Publicações Europa-América
Mrs. Dalloway , Livros do Brasil
As Ondas, Ed. Relógio D’Água
Orlando, Ed. Relógio D’Água
Rumo ao Farol, Ed. Afrontamento
Um Quarto só para si, Ed. Relógio D’Água
Os Anos, Ed. Relógio D’Água
A Casa Assombrada, Ed. Relógio D’Água
Entre os Actos, Ed. Cotovia
O Quarto de Jacob, Ed. Cotovia
Flush, Uma Biografia. Flush, Ed. Afrontamento
Londres, Ed. Relógio D’Água
Os Contos de Virginia WoolfEd. Relógio D’Água
Cartas a Jovens Poetas, Rainer M. Rilke e Virginia Woolf, Ed. Relógio D’Água
A Viúva e o papagaio, Porto Editora
Momentos de vida, Ed. Ponto de Fuga
Fantasmagorias, ED. Feitoria dos Livros
Noite e diaEd. Relógio D’Água
Ensaios escolhidosEd. Relógio D’Água
Obras escolhidas IEd. Relógio D’Água
Obras escolhidas IIEd. Relógio D’Água


A  Biblioteca disponibiliza para empréstimo, as seguintes obras:



"Imprevisível, divertido e inteligente, este conto acompanha a aventura da Sra. Gage, uma velha viúva que descobre uma herança inesperada com a ajuda de um papagaio invulgar. "Não está ninguém em casa!", "Não está ninguém em casa!" é só o que o papagaio James sabe dizer, mas ele esconde um segredo, assim como esta história esconde uma lição…

Este livro é também recomendado pelo Plano Nacional de Leitura para o 5.º ano de escolaridade."

Esta obra pode ser lida aqui.

"As Ondas é considerado o melhor e o mais radical romance de Virginia Woolf - um desses raros escritores que nasceu no «instante em que uma estrela se pôs a pensar».
Marguerite Yourcenar, sua tradutora francesa, descreveu assim este romance: «As Ondas é um livro com seis personagens, ou melhor seis instrumentos musicais, pois consiste unicamente em monólogos interiores, cujas curvas se sucedem e entrecruzam com uma segurança que lembra A Arte da Fuga de Bach. Nesta narrativa musical, os breves pensamentos de infância, as rápidas reflexões sobre os momentos de juventude e de confiante camaradagem desempenham o mesmo papel dos allegros nas sinfonias de Mozart, abrindo espaço para os lentos andantes dos imensos solilóquios sobre a experiência, a solidão e a maturidade. Tanto como uma meditação sobre a vida, As Ondas são um ensaio sobre a solidão. Trata-se de seis crianças, três raparigas, Rhoda, Jinny e Susan; e de três rapazes, Louis, Neville e Bernard, que vemos crescer, diferenciarem-se e envelhecer. Uma sétima criança, que nunca toma a palavra e que só conhecemos através dos outros, é o centro do livro ou melhor o seu coração.»
Mais que uma música admirável que a imaginação oferece à inteligência, As Ondas é um livro sobre a impossibilidade do ser."

Pode, se quiser, ler este livro aqui.

Quer saber por onde começar a ler Virgínia Woolf? É só seguir os conselhos desta fã.




Frases célebres de Virginia Woolf

A vida é como um sonho; é o acordar que nos mata.

As mulheres, durante séculos, serviram de espelho aos homens por possuírem o poder mágico e delicioso de reflectirem uma imagem do homem duas vezes maior que o natural.

Cada um tem o seu passado fechado em si, tal como um livro que se conhece de cor, livro de que os amigos apenas levam o título.

Escrever é que é o verdadeiro prazer; ser lido é um prazer superficial.

É muito mais difícil matar um fantasma do que matar uma realidade.

A coisa nenhuma deveria ser dado um nome, pois há perigo de que esse nome a transforme.

Uma paixão tão completamente centrada em si recusa o resto do mundo tal como a água límpida e calma filtra todas as matérias estranhas.

Se você não contar a verdade sobre si mesmo, você não pode contar a verdade sobre as outras pessoas.

Pensei o quanto desconfortável é ser trancado do lado de fora; e pensei o quanto é pior, talvez, ser trancado no lado de dentro.

Não se acha a paz evitando a vida.

Sono, essa deplorável redução do prazer da vida.

Encarar a vida pela frente... Sempre... Encarar a vida pela frente, e vê-la como ela é... Por fim, entendê-la e amá-la pelo que ela é... E depois deixá-la seguir... Sempre os anos entre nós, sempre os anos... Sempre o amor... Sempre a razão... Sempre o tempo... Sempre... As horas.

Os olhos dos outros são prisões; seus pensamentos nossas celas.

Algumas pessoas procuram os padres; outras a poesia; eu os meus amigos.

Estas são as mudanças da alma. Eu não acredito em envelhecimento. Eu acredito em alterar para sempre o aspecto de alguém para a luz. Eis meu otimismo.

O meu maior desejo sempre foi o de aumentar a noite para a conseguir encher de sonhos.

De tudo que existe, nada é tão estranho como as relações humanas, com suas mudanças, sua extraordinária irracionalidade.

Depender de uma profissão é uma forma menos odiosa de escravidão do que depender de um pai.

O efeito da morte sobre aqueles que continuam vivos é sempre estranho, e muitas vezes terrível, pela destruição de desejos inocentes.

Realmente, eu não gosto da natureza humana a menos que esteja toda temperada com arte.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Amadeo vem à Escola

Está patente, na Biblioteca, uma pequena exposição denominada "Amadeo vem à Escola". São trabalhos realizados por alunos do Agrupamento de Escolas Infanta D. Mafalda, num trabalho conjunto com o Museu Soares dos Reis , na sequência da exposição de Amadeo de Souza Cardoso.








Fazendo a leitura do código QR ou seguindo este link, poderão ter acesso ao friso cronológico sobre a vida e obra do pintor.

Agradecemos à Biblioteca, na pessoa da Professora Manuela Baptista, a cedência destes trabalhos.