terça-feira, 21 de março de 2023
Dia Mundial da Poesia
segunda-feira, 21 de março de 2022
Dia Mundial da Poesia
Realizado todos os anos em 21 de março, o Dia Mundial da Poesia celebra uma das formas mais preciosas de expressão e identidade cultural e linguística da humanidade. Praticada ao longo da história – em todas as culturas e em todos os continentes – a poesia fala à nossa humanidade comum e aos nossos valores compartilhados, transformando o mais simples dos poemas em um poderoso catalisador para o diálogo e a paz.
O Dia Mundial da Poesia é a ocasião para homenagear os poetas, reviver as tradições orais dos recitais de poesia, promover a leitura, a escrita e o ensino da poesia, fomentar a convergência entre a poesia e outras artes como o teatro, a dança, a música e a pintura, e poesia na media. À medida que a poesia continua a unir as pessoas em todos os continentes, todos são convidados a participar.
"Organizada em palavras, colorida com imagens, golpeada com a métrica certa, a potência da poesia não tem igual. Sempre em tempos turbulentos."
Audrey Azoulay, Diretora-Geral, por ocasião do Dia Mundial da Poesia 2022
Sugestões de poesia para ler/ouvir.
Poesia ao nascer do dia - Herberto Helder - Lugar II
(Herberto Helder dito por Luís Miguel Cintra)
Para ouvir, clica aqui.
No sorriso louco das mães (Herberto Helder)
Para ouvir, clica aqui.
Minha cabeça estremece (Herberto Helder)
A equipa do Plano Nacional da Leitura 2027convida a visualizar o Roteiro Versos escolhidos.
Para aceder ao roteiro, clica aqui.
segunda-feira, 22 de março de 2021
Dia Mundial da Poesia
Aproveito ainda para apresentar o livro "Vamos comprar um poeta", de Afonso Cruz que constitui "Uma história sobre a importância da Poesia, da Criatividade e da Cultura nas nossas vidas, celebrando a beleza das ideias e das ações desinteressadas" (sinopse da wook). Considerando adequado ao dia, transcrevo um dos capítulos - A escolha de um poeta.
"No
dia da escolha, fomos a uma loja, eu e o pai. O pai não é alto, e eu tampouco,
aliás, é por isso que na escola me chamam ordenado mínimo, que é algo que já
existiu em tempos, mas que felizmente foi extinto, porque, dizem, era o entrave
à competitividade mais elementar.
Na
loja havia poetas de muitos tipos, baixos, altos, louros, com óculos (são mais
caros), sendo a maior parte, sessenta e dois por cento, carecas, e sessenta e
oito por cento de barba.
Gostei
de um que era ligeiramente marreco, uma escoliose com uma curvatura oblonga.
Trajava
um colete de fazenda, setenta e cinco por cento de lã, sendo os restantes vinte
e cinco nylon, calças de bombazina castanha, pantone setecentos e trinta e
dois, sapatos de couro já muito usados. Fungava e tinha um livro debaixo do
braço. Nenhuma das suas roupas tinha patrocínio de marcas.
O
pai cumprimentou o vendedor com a cortesia destas ocasiões, há sempre uma
grande solenidade, sacralidade, no ato de iniciar um possível negócio.
Que
os números lhe sejam favoráveis, disse ele.
Crescimento
e prosperidade, respondeu o vendedor.
O
pai apontou para o poeta que fungava e não tinha patrocínio nas roupas e
perguntou se aquele exemplar era subversivo, que é a característica mais temida
nos poetas, é o equivalente à agressividade dos cães.
O
senhor da loja respondeu:
Está
abaixo dos dois por cento. É sempre necessário serem um pouco subversivos ou a
qualidade poética baixa demasiado e não gera lucro, ninguém compra, acabam
preteridos a bailarinos ou hamsters.
O
que é que ele come?
Qualquer
coisa. Não são muito esquisitos, muitas vezes, três a quatro ocorrências por
semana, chegam inclusivamente a esquecer-se de comer. Alguns abandonam a
refeição a meio e levantam-se para deambular sem qualquer destino. Acontece
muito ao pôr-do-sol ou ao luar ou com nevoeiro, é um comportamento típico. Não
estranhem se os virem parados muito tempo como se estivessem a fazer contas.
Não estão, são incapazes da somo mais elementar. Essas paragens são
precisamente os momentos em que começam a fazer poemas nas suas cabeças. É um
processo fascinante. Não se irão arrepender de comprar um poeta. E são muito
mais asseados do que os artistas.
Já
tinha ouvido dizer.
Mais
alguma coisa que devamos saber sobre a manutenção de um destes exemplares?,
inquiri eu.
Para o entreter, compre-lhe cadernos com folhas brancas e canetas. Pode também adquirir alguns livros. Temos de várias marcas."
Aceda ao histórico do blogue relacionado com a temática da poesia através do link:
sábado, 21 de março de 2020
Dia da Poesia
ÉS TU POESIA
És tu que crepitas fogaz nas minhas veias;
que ateias a chama que me arde tão calorosa no peito;
que me enxameias carinhosamente de afagos,
de palavras, de carícias, de silêncios e de bagos,
bagos de doçura, de chuva, laivos de ternura,
e de favos amargos espremidos por ti...
És tu que me lavas as velhas feridas;
limpas o sal das lágrimas que me escorrem pelo rosto;
perfumas-me de ervas e de flores,
de margaridas, de rosas, de alecrim, de nardos e de camélias,
cingindo-me assim suavemente de leveza, de asas e de manso vento;
enfunando-me as velas do pensamento,
impelindo-me para a viagem dos sentidos...
És tu a estrela que me guia e me dá alento;
o seio onde choro, rio e canto,
desfio a loucura e o desejo de te gostar tanto,
é em ti que deixo correr os rios do meu êxtase, da volúpia e do pranto...
És tu que fazes jorrar em meu ser rumorejares de fonte, ramagens frescas de arvoredos,
trinados que me fazem ave e voar sem medos...
És tu que desvendas todos os meus segredos;
me desnudas no espelhar das letras...
Enfeitas o meu cabelo com raminhos de murta e violetas,
me vestes de fantasia e verdade,
és tu que me abraças...
Poesia!
21 de Março de 2020.
Adelina Santos
quinta-feira, 21 de março de 2019
Dia da Floresta/Dia da Poesia
Hoje é o dia da Floresta, o Dia da Poesia.
Na Biblioteca, os alunos de 9º Ano vão recitar poemas pelas 12h45! Vamos assistir?




