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terça-feira, 21 de março de 2023

Dia Mundial da Poesia

 

  

A assinalar o Dia Mundial da Poesia, na EBJFS houve leitura de poesia. 
Os alunos do 1.º CEB aproveitaram o bom tempo para celebrarem a efeméride ao ar livre. A professora Albertina leu poemas sobre flores do livro Herbário, de Jorge Sousa Braga, tendo sido lançado o desafio de fazerem o desenho das mesmas. Os alunos também participaram com leitura de poema e canto de uma canção.
Nos 2.º e 3.º CEB, na pretensão de conciliar poesia e ciência o poeta escolhido foi António Gedeão (pseudónimo de Rómulo de Carvalho). Um grupo de três professoras (Anabela Garrido, Isabel Santos e Fátima Braz) passaram pelas salas de aula para lerem o poema "Lição sobre a água", de António Gedeão. 

segunda-feira, 21 de março de 2022

Dia Mundial da Poesia

 


Realizado todos os anos em 21 de março, o Dia Mundial da Poesia celebra uma das formas mais preciosas de expressão e identidade cultural e linguística da humanidade. Praticada ao longo da história – em todas as culturas e em todos os continentes – a poesia fala à nossa humanidade comum e aos nossos valores compartilhados, transformando o mais simples dos poemas em um poderoso catalisador para o diálogo e a paz.

O Dia Mundial da Poesia é a ocasião para homenagear os poetas, reviver as tradições orais dos recitais de poesia, promover a leitura, a escrita e o ensino da poesia, fomentar a convergência entre a poesia e outras artes como o teatro, a dança, a música e a pintura, e poesia na media. À medida que a poesia continua a unir as pessoas em todos os continentes, todos são convidados a participar.


"Organizada em palavras, colorida com imagens, golpeada com a métrica certa, a potência da poesia não tem igual. Sempre em tempos turbulentos."

Audrey Azoulay, Diretora-Geral, por ocasião do Dia Mundial da Poesia 2022


Sugestões de poesia para ler/ouvir.



Poesia ao nascer do dia - Herberto Helder - Lugar II

(Herberto Helder dito por Luís Miguel Cintra)

Para ouvir, clica aqui.


No sorriso louco das mães (Herberto Helder)

Para ouvir, clica aqui.


Minha cabeça estremece (Herberto Helder)

Para ouvir, clica aqui.

A equipa do Plano Nacional da Leitura 2027convida a visualizar o Roteiro  Versos escolhidos. 

Para aceder ao roteiro, clica aqui.


Aceda a publicações do blogue sobre a efeméride aqui. 

segunda-feira, 22 de março de 2021

Dia Mundial da Poesia

 


As bibliotecas escolares do agrupamento promovem a comemoração do Dia Mundial da Poesia (21 de março), convidando a comunidade educativa a ouvir os audios com declamação de poemas. Para saber mais clica aqui para visualizar o vídeo promocional e aqui para ouvir os audios. 

Aproveito ainda para apresentar o livro "Vamos comprar um poeta", de Afonso Cruz que constitui "Uma história sobre a importância da Poesia, da Criatividade e da Cultura nas nossas vidas, celebrando a beleza das ideias e das ações desinteressadas" (sinopse da wook). Considerando adequado ao dia, transcrevo um dos capítulos - A escolha de um poeta. 

"No dia da escolha, fomos a uma loja, eu e o pai. O pai não é alto, e eu tampouco, aliás, é por isso que na escola me chamam ordenado mínimo, que é algo que já existiu em tempos, mas que felizmente foi extinto, porque, dizem, era o entrave à competitividade mais elementar.

Na loja havia poetas de muitos tipos, baixos, altos, louros, com óculos (são mais caros), sendo a maior parte, sessenta e dois por cento, carecas, e sessenta e oito por cento de barba.

Gostei de um que era ligeiramente marreco, uma escoliose com uma curvatura oblonga.

Trajava um colete de fazenda, setenta e cinco por cento de lã, sendo os restantes vinte e cinco nylon, calças de bombazina castanha, pantone setecentos e trinta e dois, sapatos de couro já muito usados. Fungava e tinha um livro debaixo do braço. Nenhuma das suas roupas tinha patrocínio de marcas.

O pai cumprimentou o vendedor com a cortesia destas ocasiões, há sempre uma grande solenidade, sacralidade, no ato de iniciar um possível negócio.

Que os números lhe sejam favoráveis, disse ele.

Crescimento e prosperidade, respondeu o vendedor.

O pai apontou para o poeta que fungava e não tinha patrocínio nas roupas e perguntou se aquele exemplar era subversivo, que é a característica mais temida nos poetas, é o equivalente à agressividade dos cães.

O senhor da loja respondeu:

Está abaixo dos dois por cento. É sempre necessário serem um pouco subversivos ou a qualidade poética baixa demasiado e não gera lucro, ninguém compra, acabam preteridos a bailarinos ou hamsters.

O que é que ele come?

Qualquer coisa. Não são muito esquisitos, muitas vezes, três a quatro ocorrências por semana, chegam inclusivamente a esquecer-se de comer. Alguns abandonam a refeição a meio e levantam-se para deambular sem qualquer destino. Acontece muito ao pôr-do-sol ou ao luar ou com nevoeiro, é um comportamento típico. Não estranhem se os virem parados muito tempo como se estivessem a fazer contas. Não estão, são incapazes da somo mais elementar. Essas paragens são precisamente os momentos em que começam a fazer poemas nas suas cabeças. É um processo fascinante. Não se irão arrepender de comprar um poeta. E são muito mais asseados do que os artistas.

Já tinha ouvido dizer.

Mais alguma coisa que devamos saber sobre a manutenção de um destes exemplares?, inquiri eu.

          Para o entreter, compre-lhe cadernos com folhas brancas e canetas. Pode também adquirir alguns livros. Temos de várias marcas."  

Aceda ao histórico do blogue relacionado com a temática da poesia através do link:

http://bibliotecaeb23jovim.blogspot.com/search/label/Poesia 

sábado, 21 de março de 2020

Dia da Poesia


ÉS TU POESIA

És tu que crepitas fogaz nas minhas veias;
que ateias a chama que me arde tão calorosa no peito;
que me enxameias carinhosamente de afagos,
de palavras, de carícias, de silêncios e de bagos,
bagos de doçura, de chuva, laivos de ternura,
e de favos amargos espremidos por ti...

És tu que me lavas as velhas feridas;
limpas o sal das lágrimas que me escorrem pelo rosto;
perfumas-me de ervas e de flores,
de margaridas, de rosas, de alecrim, de nardos e de camélias,
cingindo-me assim suavemente de leveza, de asas e de manso vento;
enfunando-me as velas do pensamento,
impelindo-me para a viagem dos sentidos...

És tu a estrela que me guia e me dá alento;
o seio onde choro, rio e canto,
desfio a loucura e o desejo de te gostar tanto,
é em ti que deixo correr os rios do meu êxtase, da volúpia e do pranto...

És tu que fazes jorrar em meu ser rumorejares de fonte, ramagens frescas de arvoredos,
trinados que me fazem ave e voar sem medos...

És tu que desvendas todos os meus segredos;
me desnudas no espelhar das letras...
Enfeitas o meu cabelo com raminhos de murta e violetas,
me vestes de fantasia e verdade,
és tu que me abraças...
Poesia!

21 de Março de 2020.
Adelina Santos

quinta-feira, 21 de março de 2019