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sexta-feira, 23 de abril de 2021

Dia Mundial do Livro - 23 de abril

 

Hoje, Dia Mundial do Livro, enquadrado na iniciativa do PNL dirigida ao ensino secundário, pelas 14,30h decorrerá um encontro com o escritor Mia Couto. O Encontro será transmitido em live streaming no YouTube do PNL2027, podendo os interessados assistir através do link:   https://youtu.be/_2KLLS0h7QM  


Também estão convidados a participar na iniciativa venha Falar de Livros, uma conversa às 16.30h com Cristina Ovídio, da Livraria Menina e Moça; António Vaz Pato, estudante do Ensino Superior; Diogo Madre de Deus, da Editora Cavalo de Ferro, Teresa Calçada, Comissária do PNL2027, e João Costa, Secretário de Estado Adjunto e da Educação.

No âmbito da publicação deste blogue Se tu lesses o que eu li, foram acrescentados vídeos com leituras feitas por diversos mediadores culturais. 

Sob o slogan Ler! A qualquer hora, em qualquer lugar!, deixo algumas fotos acompanhadas de uma pequena descrição sobre o tema Ler é...

   

 

quarta-feira, 14 de abril de 2021

Se tu lesses o que eu li - audição de excertos vs sugestões de leitura

 


Estando a decorrer a semana da leitura, convidamos a ouvir excertos de livros, ao mesmo tempo que são partilhadas sugestões de leitura.

Ana Sofia Paiva lê excerto do livro Orlando, de Virginia Woolf.

Cristina Paiva lê excerto do livro a noite das mulheres cantoras e O Livro das Trevas, de Lídia Jorge.

Cristina Taquelim lê excerto do livro O Tempo Canário e o Mário ao Contrário, de Rita Taborda Duarte.

Elsa Serra lê excerto da História da Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll.

Andreia Brites lê excerto do livro Antologia Poética, de Frederico Garcia Lorca.

Ana Sofia Paiva lê excerto do livro O Processo, de Franz Kfka.

Elsa Serra lê excerto do livro Capitães da Areia, de Jorge Amado.

Cristina Taquelim lê excerto do livro As Cidades Invisíveis, de Italo Calvino.

Andreia Brites lê excerto do livro Mary John, de Ana Pessoa.

Cristina Paiva, lê excerto do livro Deixem falar as pedras, de David Machado.

domingo, 21 de fevereiro de 2021

Literacia em contexto familiar

 

No âmbito do programa de promoção da leitura em família, o Plano Nacional de Leitura apresenta algumas dicas para um ambiente de literacia rico e sugestões dirigidas aos pais "como ler com as crianças", que poderá consultar aqui. 

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

Projetos - Leitura em Família e 10 Minutos a Ler

É com grande satisfação que informamos que, no âmbito dos projetos Leitura em Família e 10 Minutos a Ler, o nosso Agrupamento será apoiado pelo PNL, na Edição 2021. 


Leitura em Família

Assente nos Programas Leitura em Vai e Vem e Já Sei Ler, pretende-se incentivar o contacto com os livros, convidando as famílias à leitura diária com as crianças. 


10 Minutos a Ler

Sob o mote Ler sempre. Em qualquer lugar, pretende-se instigar o hábito de leitura diária nos jovens. 

"Não interessa onde se lê, mas que a todos seja dada a oportunidade de o fazer todos os dias, escolhendo para tal um texto da sua preferência".

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

Sugestões de leitura

 


Para aceder aos livros, clica aqui.



Para aceder ao livro História de uma Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar, clica aqui.



Para aceder ao livro A Volta ao Mundo em 80 Dias, clica aqui.

quarta-feira, 29 de julho de 2020

Ler ilumina!

Boas férias e que a leitura ilumine a tua vida! 

(Imagem de Paulo Galindro)
É que 


(Imagem de Paulo Galindro)


Terás um coração bem florido se fores por aqui.

Boa viagem! 
Boas férias!

quinta-feira, 16 de julho de 2020

Livros e histórias com Bru Junça 4

Margarida Junça, mais conhecida como Bru Junça é uma contadora de histórias que já esteve no nosso agrupamento e que orientou a "Hora da Leitura" do projeto #ESTUDOEMCASA. 
Nestas sessões, apresentou-nos livros fantásticos!

Clicando nas imagens, acede-se ao vídeo.

Tesouros
"Histórias com Juízo" de Mário Castrim 
"9 meses"de Jean-Marc Fiess
"ABC dos cãezinhos" de M. Graciete Teixeira 
"Robertices de Luísa Dacosta
"O bebé" de Miguel Costa Dias
"Avó de coração" de Cristina Taquelim
"A cavalo no tempo" de Luísa Ducla Soares
"Histórias da Minha Rua" de Maria Cecília Correia


Quem semeia, colhe
"Histórias com Juízo" de Mário Castrim
"Um Ano Inteiro, Almanaque da Natureza" de Isabel Minhós Martins
"Cem sementes que voaram" de Isabel Minhós Martins
"O verão é o tempo grande", de Maria Isabel César Anjo
"De Umas Coisas Nascem Outras" de de Rachel Caiano e João Pedro Mésseder 
"Maria Trigueira" de Ivone Gonçalves
"Rimas salgadas" de Miguel Horta
"Poucas letras, tanto mar" de João Pedro Mésseder e Ana Biscaia
"O meu coração" de Corinna Luyken


BRINCAR a DIREITO pelas CURVILÍNEAS do PENSAMENTO
"Os direitos do leitor" de Daniel Pennac
"Estava a pensar…" de Sandol Stoddard
"Da rua da contador para a rua do ouvidor" de António Torrado
"O Pássaro da Cabeça" de Manuel António Pina
"Horizonte" de Carolina Celas
"Obrigado a Todos!" de Isabel Minhós Martins
"Re-Zoom" de Istvan Banyai
"O poeta faz-se aos 10 anos" de Maria Alberta Menéres


Diz a Bru:

"Adoro Açorda de Alho. Coleciono relógios, fotografias e porta-chaves.
Acareio tudo quanto é memória. Ganhei uma medalha num campeonato de xadrez.
Não vivo sem livros. Sou mediadora de leitura. Conto histórias.
Viajo muito ao redor de mim. Tenho mãos inquietas.
Faço livros de pano e pastéis de nata. Tenho o vício dos livros antigos.
Conservo ainda um sonho de menina. O lume de chão é-me companhia.
Agora estou a aprender a fazer malha e assim (me) sigo…"
(Retirado daqui)



terça-feira, 14 de julho de 2020

Livros e histórias com Bru Junça 3

Margarida Junça, mais conhecida como Bru Junça é uma contadora de histórias que já esteve no nosso agrupamento e que orientou a "Hora da Leitura" do projeto #ESTUDOEMCASA. 
Nestas sessões, apresentou-nos livros fantásticos!

Clicando nas imagens, acede-se ao vídeo.

É ou Não É?
"Histórias com Juízo" de Mário Castrim 
"Eu acredito" de David Machado
"Ou isto ou aquilo" de Cecília Meireles
"Assim ou assado"  de Ana Pessoa
"Real...mente" de Teresa Guedes
"Pato Coelho" de Amy Krouse Rosenthal
"Antes depois" de Anne-Margot Ramstein
"Não Fiz os Trabalhos de Casa Porque..." de Davide Cali
"Não é uma caixa" de Antoinette Portis



Há contar e contar

"Histórias com Juízo" de Mário Castrim 
"Versos diversos para meninos travessos"", de Maria Rosa Colaço
"Poema Pial" de Fernando Pessoa 
"Pequeno livro de desmatemática" de Manuel António Pina
"E para o Poeta outro modo de Olha" de João Manuel Ribeiro
"Conto contigo" de António Torrado
"Tantos Animais e Outras Lengalengas de Contar" de Manuela Castro Neves
"Metade, Metade" de de Isabel Minhós Martins
"Os Presentes, Histórias de “Amor de Mais” de Maria Keil


Diz a Bru:

"Tive um grilo e dois canários. Aprendi o cuidar e o dizer adeus.
O cheiro a café devolve-me a casa. Não gosto do frio nem da chuva.
São os pássaros que acordam a manhã à minha janela.
O meu primeiro brinquedo foi uma máquina registadora mas troquei as contas à vida por notas de contos.
Não resisto a figos. Quis ser professora. Aos 18 anos Lisboa foi-me demasiado barulhenta. Faltavam-me os “Serões da Província”.
Formei-me na Universidade de Évora. Continuo a enviar postais, escritos à mão.
As manhãs deviam ser longas em conversas e as noites entrarem pelas madrugadas adentro.
Numa cozinha aprendi a contar grãos. Contar o tempo. Contar a vida."
(Retirado daqui)




sexta-feira, 10 de julho de 2020

Livros e histórias com Bru Junça 2

Margarida Junça, mais conhecida como Bru Junça é uma contadora de histórias que já esteve no nosso agrupamento e que orientou a "Hora da Leitura" do projeto #ESTUDOEMCASA. 
Nestas sessões, apresentou-nos livros fantásticos!

Clicando nas imagens, acede-se ao vídeo.

Pôr o Medo a Mexer

"Histórias com Juízo" de Mário Castrim 
"Little box of horrors"
"O João e os monstros" de António Gouveia
"diário inventado de um menino já crescido" de José Fanha
"Sombras" de Suzy Lee
"Uma noite caiu uma estrela" de David Machado
"El libro del miedo" de Raquel Cane


Gente Maior

"Histórias com Juízo" de Mário Castrim 
"O sol e o menino dos pés frios" de Matilde Rosa Araújo
"Cancioneiro Infanto-Juvenil para a língua Portuguesa" (Vol. 30)
"O Quê Que Quem" de Gémeo Luís e Eugénio Roda
"A cavalo no tempo" de Luísa Ducla Soares
"A manta do José" de Miguel Gouveia
"O rosto da avó" de Simona Ciraolo
"Segredos" de António Mota 
"Onde tudo aconteceu" de António Mota 
"O primeiro dia de escola" de António Mota 
"Avó de coração" de Cristina Taquelim


"Nasci em Évora num domingo e talvez, por isso, seja dada ao vagar.
Vivi na rua onde morou Florbela Espanca. Gosto da côdea do pão acabado de cozer.
A minha casa ficava por cima da minha primeira escola. Rua abaixo, rua acima fui apre(e)ndendo o mundo.
Aprendi matemática com a maquia gasta, todos os dias, na mercearia do Sr. Ângelo.
Percebi que o caminho dói quando o Sr. Moreira me punha meias solas nos sapatos, gastos pela brincadeira.
Aprendi a escutar, ouvindo as estórias da vizinhança contadas pela D. Vicencia e pela D. Victória."
(Retirado daqui)




quarta-feira, 8 de julho de 2020

Livros e histórias com Bru Junça 1


Margarida Junça, mais conhecida como Bru Junça é uma contadora de histórias que já esteve no nosso agrupamento e que orientou a "Hora da Leitura" do projeto #ESTUDOEMCASA. 
Nestas sessões, apresentou-nos livros fantásticos!
Clicando nas imagens, acede-se ao vídeo.

Atrás da Porta (27 Abr. 2020)

"Histórias com Juízo" de Mário Castrim 
"Popville" de Joy Sorman, Anouck Boisrobert e Louis Rigaud
"Conto Estrelas em Ti, 17 Poetas escrevem para a infância" de José António Gomes
"Trinta por uma linha" de António Torrado
"Quando vou dormir o mundo para" de Leonor Tenreiro
"Cá dentro, Guia para descobrir o cérebro" de Isabel Minhós Martins, Maria Manuel Pedrosa e Madalena Matoso
"Onde moram as casas" de Carla Maia de Almeida. 
"Nic e Inês em casa" 


À roda da língua (4 Mai. 2020)

"As Mãos e os Livros" de Isabel Minhós Martins
"Poemas da mentira e da verdade" de Luísa Ducla Soares
"O tigre na rua e outros poemas" de vários autores
"O dicionário do menino Andersen" de Gonçalo M. Tavares e Madalena Matoso
"Chamem-lhes nomes" de Margarida Fonseca Santos
"Da rua do contador para a rua do ouvidor" de António Torrado
"Greve" de Catarina Sobral


Diz a Bru:

"As mãos abrem as palavras que a boca silencia. Procuro fios que conduzam página a página, entre capas e contra-capas. Conto e canto as histórias que me escrevem. Gosto de dobar palavras, ilustrações, autores, poesia e cantos como um novelo que cresce e vai ganhando forma, entre as mãos, com o tempo. No final, rematar com nó(s). Guardar o novelo, no bolso, como quem guarda um pequeno mundo para brincar."
(Retirado daqui)

quarta-feira, 1 de julho de 2020

Dia Mundial das Bibliotecas

“As bibliotecas são como aeroportos. São lugares de viagem. Entramos numa biblioteca como quem  está a ponto de partir. E nada é pequeno quando tem uma biblioteca. O mundo inteiro pode ser convocado à força dos seus livros." (Valter Hugo Mãe)


O Dia Mundial das Bibliotecas celebra-se a 1 de julho, um dia marcado para enaltecer a importância da leitura na educação e formação das pessoas.

O Manifesto da UNESCO refere-se à biblioteca pública como uma porta de acesso local ao conhecimento fulcral para o desenvolvimento cultural do indivíduo e dos grupos sociais.

Como professora bibliotecária não posso ficar indiferente a este dia. Não tenho por hábito falar de mim, aqui, mas, hoje, regresso aos meus tempos de criança e lembro.

Na cidade onde eu vivia não existia uma biblioteca. A escola  que frequentava tão pouco dispunha de um espaço onde houvesse livros. Eram tempos em que a leitura era uma perda de tempo, em que a minha mãe considerava que o tempo que perdia a ler era tempo que não utilizava para estudar. 
Guardava os tostões (literalmente) para conseguir comprar livros em saldo da Agência Portuguesa de Revistas. Alguém lembra o Major Alvega, Mamselle X, Mandrake, Zorro...
Mas, há sempre um mas, um dia, alguém me disse que havia uma carrinha que vinha uma vez por mês à cidade e trazia livros para emprestar e, maravilha das maravilhas, não era necessário pagar nada.
Foi aí que a viagem maravilhosa começou! Nunca requisitava apenas um título, era sempre o número máximo que podia e que o "bibliotecário" da carrinha da Gulbenkian permitia. 
Muitas das minhas horas, na minha pré-adolescência até jovem adulta, foram vividas a devorar livros da biblioteca.
Ler é um portal mágico, um portal que me permitiu aceder a um mundo diferente daquele em que vivia, crescer, aprender e ser o que sou hoje.
“Saber ler é acender uma luz no espírito” disse a escritora norte-americana Pearl Buck.

Estar numa biblioteca continua a ser, para mim, um encantamento. Talvez porque, como Mark Twain afirmava “Numa boa biblioteca, sentimos, de alguma forma misteriosa, que estamos absorvendo, através da pele, a sabedoria contida em todos aqueles livros, mesmo sem abri-los.” . 
Eu diria, ainda, que a antecipação da leitura de um livro dá um prazer absolutamente indescritível.

Hoje, as bibliotecas estão ao alcance da nossa mão. Não é necessário ir a uma biblioteca para aceder a milhares de livros. Basta um clic! Claro que o sentimento de prazer que uma biblioteca nos proporciona não acontece, nem o cheiro ou o toque de um livro na nossa mão. No entanto, o livro em qualquer formato, em papel ou digital, vai permitir-nos sempre viajar, sair do nosso espaço, do nosso tempo...

As bibliotecas revestem-se de várias formas, desde as mais tradicionais e complexas


às mais simples, estranhas e originais.

(uma biblioteca no estendal - clicar para saber mais)


(Clicar para saber mais)
(Navio biblioteca - clicar para saber mais)

(Biblioteca com livros recolhidos do lixo)

Neste blogue, aqui, é possível conhecer mais sobre bibliotecas e leitores da Índia, Itália, Caraíbas, Colômbia ou Estados Unidos.
Boa viagem!

domingo, 7 de junho de 2020

Para que servem as histórias?

«As histórias são a sobremesa do pensamento. E potenciam a digestão de tudo aquilo que se aprende. É por isso que as histórias são necessárias e insubstituíveis. Dão uma gramática para tudo aquilo que se vive. Num momento em que a realidade se desestrutura a um ritmo acelerado, a forma como recriamos sentidos muito tem a ganhar com as histórias, que nos ajudam a pôr os valores em perspetiva e a bem-querer a amizade, a família, os afetos, a solidariedade, a natureza…
Por tudo isto, deixem-se de... “histórias”! E contem(-lhes) histórias!»
Eduardo Sá

Para ler mais sobre o tema ir por aqui.




sábado, 6 de junho de 2020

Histórias simples para crianças que estão a aprender a ler.


(Clicar na imagem para saber mais)

"Ler não é um ato natural, mas sim social. É uma competência complexa, que resulta da integração de diversas outras habilidades. Este importantíssimo ato social depende, para a esmagadora maioria das pessoas, de outro ato social igualmente importante e significativo: o ensino.

É comum que, numa sala de aula, alguns alunos aprendam a ler com facilidade, e outros com dificuldade. Estes problemas de leitura devem, por isso, ser encarados como habituais e esperados, ainda que indesejados, e a sua abordagem deve constituir uma parte rotineira de um programa normal de instrução, e não de um programa de educação especial. Trata-se, sem dúvida, da componente mais exigente da instrução, já que é necessário intervir de forma tendencialmente individual, intensiva e, em alguns casos, durante anos. Este tipo de intervenção necessita frequentemente, por isso, de ser realizado adicionalmente ao contexto de sala de aula, exigindo uma resposta diferenciada.

Determinados aprendizados escolares constituem condição necessária (ainda que não suficiente) de aprendizagem de quase todas as outras. É este, inequivocamente, o caso da leitura e da escrita. 


O desfasamento dos alunos com dificuldades relativamente aos restantes, tende a aumentar, e não a diminuir. Consequentemente, quanto mais cedo forem detetadas as dificuldades maior é a probabilidade de sucesso da intervenção.

As dificuldades de aprendizagem no início da escolaridade abalam fortemente a predisposição dos alunos para as tarefas académicas, e fazem diminuir, de forma muito significativa, a motivação com que os alunos entraram para a escola. A confiança e entusiasmo iniciais tendem a diluir-se e a dar lugar a uma perceção de incompetência e a sentimentos negativos face à aprendizagem e à escola.

"O programa AaZ - Ler Melhor, Saber Mais lança um conjunto de vídeos de leitura acompanhada para todas as crianças que estão a iniciar-se na leitura. É uma atividade particularmente apropriada para as crianças do 1.º e 2.º anos de escolaridade. Incluem-se histórias lidas por autores como Luísa Ducla Soares, Alice Vieira ou José Fanha. As crianças podem também optar por ler sozinhas."

"Enquanto os escritores lêem, as crianças podem acompanhar no ecrã a leitura, pois as palavras são destacadas à medida que são lidas. Depois, caberá ao leitor fazer a leitura, já que a história repete mas sem a voz do autor"

(Retirado daqui)

Para saber mais é só ir por aqui.





sábado, 9 de maio de 2020

A arte de conversar com as crianças sobre as suas leituras


Mesmo em espanhol, este é um artigo fácil de ler e compreender que nos dá dicas sobre a arte de conversar com as crianças sobre as suas leituras.

Diz Ana Garralon que uma atividade simples pode ter muita influência na vida de leitura das crianças. Às vezes, um ato pequeno e fácil pode ser mais eficaz do que muitas atividades sofisticadas.

Nesse sentido, a autora do artigo sugere idéias para conversar com as crianças sobre as suas leituras. É comum que, depois de as crianças terminarem de ler um livro, ou depois de lerem juntos, se considere que o objetivo da leitura está cumprido. No entanto, afirma Ana Garralon, o ato de socialização do que lemos é tão importante quanto a própria leitura. 
Conversar com as crianças sobre a leitura é como acender uma lanterna no meio de uma caverna: "Viste isso? ... Olha lá ... vamos ver o que podemos encontrar por aqui ..."

Ana enumera doze dicas:

Uma boa conversa começa com uma boa pergunta.
Encontre pontos de interesse para as crianças.
Direcione as  perguntas para a compreensão da história.
Reformule as perguntas.
Faça conexões pessoais com a história.
Tenha paciência.
Ouça.
Todas as respostas são boas.
Dê suas próprias opiniões.
Conduza a conversa.
Não exagere.
Uma conversa não tem fim.

(Ler mais aqui.)


sexta-feira, 8 de maio de 2020

10 truques para estimular as crianças a ler

"Antes de ser um hábito, tem de ser um prazer. A leitura é um bem essencial de inquestionável importância. Estimular crianças e adolescentes para a literatura exige criatividade e sabedoria para que o contato com o mundo dos livros perdure. E fique para sempre.



Os benefícios são imensos: ler desenvolve a atenção; a capacidade de concentração; de compreensão e de expressão. Não é por acaso que, regra geral, os alunos com melhores avaliações escolares são os que mais leem. Quanto mais cedo a iniciação à leitura melhor. O contacto precoce com livros também estimula muito o desenvolvimento emocional e social das crianças e jovens.

Como despertar, todavia, o interesse dos menores para a literatura, quando se confrontam todos os dias com tanta oferta "virtual"? Para muitas crianças ler afigura-se menos atrativo do que, por exemplo, jogar videojogos num computador. Quando olham para aquele maço de folhas de centenas de páginas não se apercebem, ao início, da magia infinita que ali se esconde.
Incentive a criança a largar o tablet e a agarrar-se à leitura. 10 conselhos para fazer com que o leitor mais relutante inicie esta maravilhosa aventura no mundo dos livros: 

1. Inspire-se no cinema

Os filmes podem ser uma ótima forma de estimular a leitura. Se possível, escolha obras cujos filmes foram do agrado da criança. Verá que sentir-se-á motivada em ler e aprofundar o que viu numa sala de cinema ou em casa pela televisão. 

2. Faça uma viagem com o tema do livro

Depois ou durante uma viagem, por exemplo, a Londres, que tal um livro sobre a aventura de uma criança ou grupo de jovens em terras de sua majestade?  Certamente que o menor iria reconhecer no livro vários pormenores da capital britânica e olhar para a leitura com outro entusiasmo. 

3. Conheça os autores

Levar a criança à apresentação de um livro ou a uma sessão de autógrafos é sempre uma boa estratégia para a envolver na leitura. 
Ao conhecer o autor as crianças podem sentir-se mais inspiradas e motivadas para tentar ler a obra.

4. Cozinhe com livros

As crianças que fogem dos livros mais tradicionais podem sentir-se atraídas por outro género de livros. As obras sobre culinária, por exemplo, podem incentivar os menores a dominarem algumas habilidades práticas, sabendo que, no final, terão direito a uma recompensa deliciosa. Há livros sobre culinária recomendados para crianças a partir dos 3 anos. Quem sabe se não começa aqui o despertar para a leitura? 

5. Aprenda através de revistas

As revistas costumam despertar muitos interesses e podem inspirar as crianças a ler profundamente sobre assuntos de que mais gostam. Entre as revistas adequadas para os leitores mais jovens, há várias, bem conceituadas, como, por exemplo,  a Sports Illustrated e a National Geographic. Ambas oferecem edições "infantis". Porque não?

6. Crie um teatro de leitura

Os pais podem dar vida aos livros encenando as histórias favoritas. Vista a pele de um personagem e leia algumas cenas em voz alta, recorrendo a vozes engraçadas. Experimente usar adereços disponíveis em casa. Use e abuse da imaginação, de forma a envolver a criança o mais possível com a narrativa. Ao imaginar-se no papel dos seus personagens prediletos, as crianças tenderão a não resistir ao livro e a sentir-se cada mais envolvidas. 

7. Ouça os livros

Os pais podem não perceber ainda que os audiolivros estão disponíveis gratuitamente na maioria das bibliotecas públicas. Mas estão! Procure! Leve os seus filhos à biblioteca (ou iTunes) e escolha o conto de verão perfeito, depois reserve algum tempo para ouvirem, juntos, a obra e discutirem a narrativa. 

8. Crie um blog de leitura

Experimente a leitura social, uma boa forma, cada vez mais usada, de estimular a criança para o prazer da leitura. O blog com recurso às novas tecnologias tão do agrado dos mais novos, vai permitir desenvolver a aprendizagem ao nível da escrita e da leitura. Encoraje a criança a escrever. E a ler. Sentir-se-á motivada se sentir que tem responsabilidades num blog, sobretudo se for, como se pretende, seguida pelos amigos lá da escola. 

9. Organize uma série nas férias

Sem as obrigações escolares as crianças têm tempo extra para se deixarem envolver por narrativas de séries populares. O Senhor dos Anéis, por exemplo, é um clássico muito procurado pelos mais novos. Viram o filme e agora anseiam ler a obra. A saga de Harry Potter é outro exemplo. As crianças sentem-se atraídas por este género de literatura e a família deve, sempre, incentivar este prazer. Mais tarde, tenderá, como se pretende, a ser um (bom) hábito.

10. Leia sem horas marcadas

É especialmente importante que a família dê o exemplo do que pretende que a criança faça. Alguns pais só lêem antes de dormir, depois de os filhos estarem na cama. A leitura não deve ter horas marcadas. Mostre à criança o prazer que a leitura lhe oferece.  

(Retirado daqui.