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quinta-feira, 4 de junho de 2020

Um poema viral? Hummm...



E as pessoas ficaram em casa.
E leram livros e ouviram música
E descansaram e fizeram exercícios
E fizeram arte e jogaram
E aprenderam novas maneiras de ser
E pararam
E ouviram mais fundo
Alguém meditou
Alguém rezava
Alguém dançava
Alguém conheceu a sua própria sombra
E as pessoas começaram a pensar de forma diferente.
E as pessoas curaram.

E na ausência de gente que vivia
De maneiras ignorantes
Perigosos, perigosos.
Sem sentido e sem coração,
Até a terra começou a curar
E quando o perigo acabou
E as pessoas se encontraram
Eles ficaram tristes pelos mortos.
E fizeram novas escolhas
E sonharam com novas visões
E criaram novas maneiras de viver
E curaram completamente a terra
Assim como eles estavam curados.

Esta é um poema que se tornou viral em tempos de pandemia. Atribuído a Kathleen O'Meara, poetisa do século XIX, circulou pelas redes sociais como tendo sido escrito por ocasião de uma epidemia nessa época.

No entanto, a verdade é muito diferente. O poema foi escrito por Catherine M. O’Meara, uma advogada que vive  nos Estados Unidos e que costuma escrever no seu blogue, The Daily Round sob a alcunha de Kitty O’ Meara. Catherine usa o seu blogue para refletir sobre a sua vida. Escreveu este texto no dia 16 de março deste ano sob o título "In the Time of Pandemic". Pode confirmar aqui.

Este poema foi, pois, escrito neste século e não há dois séculos atrás. Podemos retirar daqui uma grande lição: devemos verificar tudo o que lemos, confirmar todas as notícias. Neste tempo de pandemia, as falsas notícias estão aí, ao virar da esquina.

Neste blogue, há vários artigos que referem este tema. É só ir por aqui.


sexta-feira, 17 de abril de 2020

Como identificar notícias falsas


Já aqui referi a importância de lutar contra a desinformação em tempos em que as pessoas se encontram confinadas a um espaço limitado, a sua casa, em contacto direto com a Internet e, por isso, mais recetivas a certas notícias que aparentando ser verdadeiras constituem falsidades.

A União Europeia revela preocupação e alerta para o facto de que 

"As informações deliberadamente falsas e enganadoras no domínio da saúde proliferam, nomeadamente no que se refere ao surto de COVID-19. Para se manter informado sobre esta epidemia, confie apenas nas informações provenientes de fontes fidedignas."

É necessário haver um esforço de todos e 

"Pela sua parte, a Comissão Europeia contribui para este esforço colaborando estreitamente com as plataformas em linha, nomeadamente, incentivando-as a promover informações de fontes fidedignas, a despromover conteúdos reconhecidamente falsos ou enganosos e a retirar conteúdos ilegais ou que possam causar danos físicos."

Assim, preparou a Newsletter que pode ver em baixo e toda uma série de sítios como estes aqui ou aqui, por exemplo.



terça-feira, 31 de março de 2020

Diz não às notícias falsas!

Em tempos de recolhimento, de estar em casa, há quem ocupe os seus dias a criar mentiras! Sim, mentiras! Mais do que nunca, é necessário aprender a identificar e combater as falsas notícias!!


Para saber mais sobre este tema é só ir por aqui.

segunda-feira, 23 de março de 2020

A verdade das notícias


Sabia que, em janeiro, no espaço de uma semana, foram detetadas, na União Europeia, 30 notícias falsas sobre o Coronavírus? Notícias falsas partilhadas pelas redes sociais podem prejudicar a batalha contra o novo coronavírus! 

A SIC transmitiu, no sábado, uma notícia sobre motins e confrontos na cidade de Londres em pleno cenário de pandemia. As imagens transmitidas pela SIC eram, afinal, de 2011. O canal pediu desculpa, nas redes sociais e ao longo dos noticiários transmitidos, referindo que estas imagens correspondiam a acontecimentos passados e que a sua transmissão se deveu a “um erro absurdo de falta de verificação básica de um vídeo que estava a circular”.

Assim, nunca é demais lembrar : 

-Antes de partilhar, pense se o que partilha é verdadeiro.
-Tome redobrada atenção às mensagens que recebe e partilhe apenas aquelas que provêm de fontes oficiais.

Siga estas dicas:

1) Leia a notícia inteira e não só o seu título. 
2) Verifique a fonte e a autoria da notícia.
3) Digite o título da notícia recebida no Google.
4) Se for uma imagem, faça uma busca por imagem no Google. Muitas vezes a imagem é real, mas está descontextualizada.
5) É um áudio ou um vídeo? Resuma o acontecimento e faça uma pesquisa no Google.
5) Pergunte à pessoa que encaminhou a notícia de quem a recebeu e se essa pessoa conseguiu verificar a informação.
(Adaptado daqui).


O DN propõe três sugestões para que estas campanhas de medo nas redes sociais não apanhem ninguém desprevenido

- Desconfie
- Procure fontes oficiais, nunca anónimas
- Não alimente a "máquina" das mentiras

Veja o tema tratado aqui no blogue.

Finalmente, vá para os dois sítios na Internet, cujas imagens com link se apresentam abaixo, e desmistifique muitas das notícias que ouve! 
Se lavar as mãos e ficar em casa são fulcrais nesta luta contra o Coronavírus, não espalhar falsas notícias é importantíssimo para a nossa própria tranquilidade!

(Clicar sobre a imagem)

(Clicar sobre a imagem)




terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Sites de fake news em Portugal

As falsas notícias ou Fake news já foram tema de artigos deste blogue (Ver aqui).
Este é mais um sobre um assunto de tal forma grave que pode, mesmo,  pôr em causa a própria democracia.

(Clicar sobre  a imagem para aceder ao sítio)

Há sítios na Internet que se dedicam a criar e distribuir informação falsa. Cabe- -nos a nós ter sentido crítico e analisar o que lemos.
Faço minhas as palavras do artigo a que pode aceder aqui, que afirma:

"Combater a desinformação é uma obrigação de todos. Somos nós, através das nossas partilhas, que difundimos estas páginas pelo mundo. Temos todos culpas aqui, quando partilhamos informação falsa porque não quisemos perder tempo a verificá-la."

sexta-feira, 19 de julho de 2019

Sites portugueses de notícias falsas


"Sites portugueses de notícias falsas? Sim, muitos. Estão sediados no Canadá, mas nasceram em Santo Tirso

Criam notícias falsas sobre a política portuguesa, que vários grupos nas redes sociais, com milhares de membros, divulgam depois. Uma investigação do “Diário de Notícias” demonstra a existência em Portugal de uma realidade paralela, destinada a enganar a opinião pública.


Uma fotografia pode ser o início de toda uma cadeia de mentiras. Quem a coloca e como, a mando de quem e com que fins é o que uma investigação do “Diário de Notícias” vem este domingo desvendar. O artigo prova que existem sites de fake news portugueses, sediados no Canadá, que partilham o mesmo IP e se dedicam a criar e disseminar notícias e imagens que favorecem ou desacreditam pessoas ou grupos políticos nas redes sociais — onde 63% dos portugueses consomem informação.

Vários desses sites estão ligados a uma empresa do norte, a Forsaken, que se autodefine como especializada em “criação e manutenção de sites, reestruturação de sites existentes, desenvolvimento de páginas num ambiente profissional e atraente, otimização de motores de busca (...), criação de imagens e banners, criação e manutenção de páginas em redes sociais”. Esta foi a empresa responsável, por exemplo, pela divulgação de uma imagem da dirigente do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, supostamente com um relógio de luxo que valeria 20 milhões de euros, e que vinha acompanhada de uma frase lapidar: “A maior fraude da política portuguesa depois de António Costa.” A fotografia gerou mais de 800 partilhas.

Segundo o “DN”, o site que a divulgou chama-se Direita Política, que tem como visados mais recentes João Galamba, João Gomes Cravinho, Maria Flor Pedroso, António Costa, Azeredo Lopes ou Jerónimo de Sousa.

Esta página possui o mesmo IP — a "morada" na internet, neste caso a 198.50.102.106, registada em H3E Montreal, Quebec — de muitas outras, como A Voz da Razão, Não Queremos um Governo de Esquerda em Portugal, Video Divertido ou Aceleras. A Forsaken, empresa de Santo Tirso, é dona destes registos e pertence a João Pedro Rosas Fernandes, que se afirma “descontente com a falta de contraditório que existia na comunicação social” e diz ser apoiante “desde o primeiro momento” de Trump e Bolsonaro. Rosas Fernandes é também sócio de duas empresas têxteis."

(Retirado daqui)

terça-feira, 14 de maio de 2019

Fake news: Menos de metade dos portugueses consegue identificar notícias falsas


"Só 48% dos portugueses admitiu, num estudo hoje divulgado pela Comissão Europeia, conseguir identificar notícias falsas, percentagem que Bruxelas classificou como "preocupante" e que está abaixo da média da União Europeia (UE).

Em causa está o Eurobarómetro hoje divulgado sobre opinião pública em Portugal, realizado no outono de 2018, demonstrando que "os portugueses parecem estar menos conscientes da exposição a notícias falsas, menos preparados para identificá-las e menos dispostos a considerá-las um problema no seu país e para o funcionamento das democracias do que o conjunto dos cidadãos dos 28 Estados-membros".

"O facto de menos de metade dos cidadãos nacionais inquiridos afirmar ser capaz de identificar notícias deturpadoras da realidade ou falsas é preocupante e merece maior atenção", alerta Bruxelas."

Texto retirado daqui

terça-feira, 7 de maio de 2019

Como reconhecer uma fake news em cinco passos



"Já há inúmeros sites, aplicações, planos europeus, códigos de boas práticas, projectos jornalísticos e estratégias que ajudam o leitor mais prevenido a identificar fake news. Apesar disso, elas continuam a surgir como cogumelos e a espalhar-se, sobretudo nas redes sociais, sem contraditório e sem verificação dos factos. Muitas vezes, socorrem-se até de fotos verdadeiras, para permitirem que se instale a dúvida.

Uma da fake news mais divertidas (talvez não para os próprios) que se tornou viral recentemente foi a do suposto casamento entre duas personalidades da política, ela portuguesa, ele grego. Uma fotografia de 2015, em que os dois apareciam juntos e alegres (o que é diferente de felizes), foi recuperada para dar credibilidade ao título. A suposta notícia já circula há vários anos, também ela, mas foi recuperada nos últimos dias e republicada pelo menos três vezes. Numa delas, teve mais de 77 mil interacções, noutra teve mais de 39 mil e na terceira teve 34.646, o que é francamente bom em termos de abrangência. Quem nos dera que todas as notícias dos sites jornalísticos se espalhassem com a mesma virulência.

Grande parte dos utilizadores das redes sociais optou por partilhar a informação sem ler mais do que o título. Era simples, directo, sugestivo, valia por si próprio, não precisava de explicação. Mas essa é a primeira regra para separar o trigo do joio: ler mais do que o título. Na verdade, é obrigatório ir ao site que publica a suposta notícia e verificar o contexto (segunda regra). Neste caso concreto, as informações à volta do anúncio do casamento eram tão diversas como: “Governo aumenta salário mínimo para 785 euros no final do mês de Julho de 2017”, “Estado paga cinco mil euros por cada nascimento em 2017” ou “Carta de condução vai poder ser tirada aos 14 anos”.

Aqui chegados, já há qualquer coisa que não bate certo. O salário mínimo aumentava para 785 euros e ninguém mais sabia? O site do PÚBLICO ou de qualquer outro jornal, rádio ou televisão ignorava a notícia? Para descobrir uma fake news também é conveniente ir ao Google para tentar perceber se ela foi publicada por outra entidade diferente daquele site onde a encontrámos ou se é “filha única”, digamos assim. Essa é a terceira regra.

Há outro conselho, o quarto, que pode parecer básico, mas que ajuda a separar a boa informação da desinformação: ler o conteúdo até ao fim. No caso concreto da fake news a que me referi no início, seria inédito que a confirmação de um casamento entre duas pessoas de partidos diferentes e de países diferentes fosse feita, em conferência de imprensa, na sede de um dos partidos. Se nada mais nos fizesse desconfiar, ler isto no terceiro parágrafo devia ser suficiente para levantar a dúvida.

Neste caso, os indicadores de que algo não batia certo eram mais do que muitos, mas ainda podíamos fazer upload da fotografia no Google Images (quinta regra) para perceber se era recente ou antiga ou se tinha sido tirada numa ocasião concreta. Em muitos casos, essa estratégia não clarifica coisa nenhuma porque nem sempre a foto utilizada numa notícia é exactamente do dia em que ela é publicada. Por exemplo, se quisermos informar que Miguel Albuquerque vai a Belém queixar-se do Governo da República, como já aconteceu, é natural que se use uma imagem de uma ocasião anterior.

Os ingleses chama-lhe fake news (notícias falsas) num termo que nem sequer considero bem conseguido. Incomoda-me o facto de estar lá escrito “news” (notícia). Prefiro o termo francês: infox, que nasce da contracção das palavras “informação” e “tóxica”. Se a infox não passar no teste dos cinco conselhos, só há uma coisa a fazer: não partilhar."

(Artigo retirado daqui)

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Notícias falsas



Sabes que as mentiras, na Internet, se espalham mais rapidamente do que aquilo que é verdade? Pois é!! Se vires aqui, comprovarás esse facto. 

Existe uma preocupação mundial sobre falsas notícias e a possibilidade de que tal possa influenciar o bem-estar político, económico e social. Isso é de tal forma grave que, pensa-se, pode mesmo, destruir o regime democrático.

Há quem justifique esta onda de falsas notícias apontando a seguinte razão:

Até há pouco tempo, as pessoas consumiam conteúdo sem o questionar. Acreditava-se que naquilo que se lia, cria-se que as notícias eram verdadeiras. A diferença agora é que essas mesmas pessoas também são canais de distribuição de informação e partilham conteúdos.Ora, se esses conteúdos estão de acordo com as suas crenças, nem sequer se lembram de  pesquisar a sua veracidade.

Este é o contexto ideal para as "fake news" se espalhem chegando a influenciar, mesmo, eleições presidenciais, como sucedeu, nos Estados Unidos, com o presidente Trump.

Funciona da seguinte forma: robots criam e partilham conteúdos falsos em escala muito rápida e as pessoas disseminam a informação no Facebook, sem pesquisar a sua veracidade e, muita vezes, lendo, apenas,  o título do texto. O grande problema é que as discussões, os debates passam a girar à volta de conteúdos falsos e deixam para segundo plano os temas que são verdadeiramente importantes.

Assim, enquanto, por um lado, há um esforço para desmentir as informações falsas, novas "fake news" são criadas e espalhadas por robots e por pessoas reais com uma velocidade espantosa. De acordo com o estudo feito, as fake news são 70% mais compartilhadas do que as informações verdadeiras.

Dá que pensar, não achas?



quinta-feira, 2 de maio de 2019

Identificar falsas notícias

Na Internet, a informação está disponível a todo o momento, a toda a hora e em qualquer lugar. Qualquer pessoa pode colocar informações na net. Sendo assim, temos que colocar a questão: será que essa informação é credível? Podemos, realmente, acreditar que é informação verdadeira? Como podemos identificar o que é verdade e o que é mentira?
Para termos a certeza que a informação que temos à nossa frente é válida podemos (e devemos) seguir algumas dicas.







(Imagens retiradas daqui.)

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

As falsas notícias bem explicadas!

(Clicar sobre a imagem para ver o vídeo)

As redes sociais são hoje pontos de passagem obrigatórios para campanhas de apoio a causas ou pessoas e para a divulgação de notícias, mas também é por elas que circulam todo o tipo de mentiras e manipulações. É o poder do "like" e da "partilha" para o melhor e para o pior.
Há muito que a internet e as redes sociais deixaram de ser apenas um local onde se podem trocar informações ou encontrar amigos.

As eleições presidencias americanas de 2016 ou o Brexit, a consulta popular que decidiu a saída do Reino Unido da União Europeia, podem ter sido alvo de manipulação através das redes sociais. Por ali terão circulado notícias fíctícias e perfis falsos com o objetivo de influenciar as decisões dos eleitores  utilizando o conhecimento recolhido pela sua actividade online.

A manipulação está a alcançar níveis de sofisticação nunca antes visto, que incluem a utilização de tecnologia que permite alterar os discursos em video."

Retirado daqui.