Nos manuais que a seguir se apresentam encontram-se linhas de orientação para a intervenção em contexto escolar com crianças e jovens expostas/os à violência doméstica.
Quantas vezes temos dificuldade em que tomar uma decisão sobre o que fazer perante uma criança violentada. Aqui, podemos saber como apoiar uma criança que revela uma situação de violência, como e quando denunciar, por exemplo.
Nunca é de mais lembrar que esta é uma realidade cada vez mais presente na nossa sociedade e contra a qual devemos lutar. As escolas têm um papel importante na consciencialização desta questão.
"67% dos jovens consideram normal a ocorrência de, pelo menos, uma situação de violência no namoro e 58% assume já ter sido vítima. Foi a essa conclusão a que chegou um estudo da UMAR (União de Mulheres Alternativa e Resposta), apresentado na manhã de sexta-feira, Dia dos Namorados."
Apesar de, no último ano, se ter verificado uma descida nos indicadores de vitimização e legitimação da violência no namoro, a UMAR (União de Mulheres Alternativa e Resposta) considera que ainda "há um longo percurso a fazer ao nível da consciencialização" do problema da violência no namoro.
É um ato de violência, pontual ou contínua, cometida por um dos parceiros (ou por ambos) numa relação de namoro, com o objetivo de controlar, dominar e ter mais poder do que a outra pessoa envolvida na relação.
Existem diferentes formas de violência no namoro:
VIOLÊNCIA FÍSICA:
Por exemplo, quando o/a teu/tua namorado/a:
te empurra;
te agarra ou prende;
te atira objetos;
te dá bofetadas, pontapés e/ou murros;
ameaça usar a força física ou a agressão.
VIOLÊNCIA SEXUAL:
Por exemplo, quando o/a teu/tua namorado/a:
te obriga a praticar atos sexuais (sexo anal, sexo oral e/ou vaginal), mesmo quando não queres;
te acaricia (ou força carícias), sem que queiras.
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VIOLÊNCIA VERBAL:
Por exemplo, quando o/a teu/tua namorado/a:
te chama nomes e/ou grita;
te humilha, através de críticas e comentários negativos (ex.: “Não vales nada.”);
te intimida e ameaça.
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VIOLÊNCIA PSICOLÓGICA:
Por exemplo, quando o/a teu/tua namorado/a:
parte ou estraga os teus objetos ou roupa;
controla a tua maneira de vestir;
controla o que fazes nos tempos livres e ao longo do dia;
te liga constantemente ou envia mensagens;
ameaça terminar a relação como estratégia de manipulação.
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VIOLÊNCIA SOCIAL:
Por exemplo, quando o/a teu/tua namorado/a:
te humilha, envergonha ou tenta denegrir a tua imagem em público, especialmente junto dos teus familiares e amigos;
mexe, sem o teu consentimento, no teu telemóvel, nas tuas contas de correio eletrónico ou na tua conta do Facebook;
te proíbe de conviver com os teus amigos e/ou com a tua família.
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Podem acontecer diferentes formas de violência na mesma relação namoro. Por exemplo, as agressões verbais podem ocorrer antes de uma agressão física.
Todas as formas de violência no namoro têm um objetivo comum: magoar, humilhar, controlar e assustar.
A APAV ajuda a identificar uma relações saudáveis e não saudáveis aqui.
A associação "Corações com Coroa", uma associação que pretende promover uma cultura de solidariedade, igualdade de oportunidades e inclusão sócio- afectiva de pessoas em situações de vulnerabilidade, risco ou pobreza, trata o tema de uma forma muitos simples mas bastante completa. É só ir por aqui.
Os seguintes vídeos trabalham, de uma forma simples, o tema da violência no namoro e constituem, assim, um bom material de apoio para trabalhar o tema com os nossos alunos.
"Idealizam amores perfeitos mas há adolescentes que conhecem uma realidade bem menos romântica. Se no início as relações são cor-de-rosa, rapidamente os namoros podem ficar uma coisa má e estragada. Insultar, agredir, proibir, ameaçar e perseguir são comportamentos violentos que muitos jovens encaram com normalidade. Para eles, são manifestações de amor. Para a justiça, crimes que devem ser denunciados.
Numa relação de amor saudável não há gritos, insultos, ameaças, humilhações, empurrões, pontapés ou quaisquer outras formas de agressões, sejam elas psicológicas ou físicas. Não se proíbe o namorado ou a namorada de vestir uma determinada peça de roupa ou de falar com amigos. Em momento algum se pode pressionar ou obrigar a ter relações sexuais. E nunca se deve invadir a privacidade, como ler as mensagens de telemóvel, entrar na conta de uma rede social sem autorização ou ir ainda mais longe e partilhar online conteúdos íntimos sem conhecimento da vítima.
Todos estes comportamentos reprováveis, impróprios em qualquer idade, são tolerados, legitimados e até entendidos como demonstrações normais de amor e carinho pelos rapazes e raparigas vítimas de violência no namoro. São adolescentes a viver as primeiras paixões, vulneráveis e inexperientes, que querem a todo o custo manter o namoro perfeito mas não conseguem controlar emoções provocadas, por exemplo, pelo ciúme ou pela traição. Muitos não percebem que o que fizeram ou disseram constitui uma agressão; outros não têm consciência que estão numa relação abusiva e nem reconhecem que são vítimas."
"Violência no namoro: uma prova de desamor" é um documentário da RTP ao qual é possível aceder clicando na imagem acima.