Cláudia
de Almeida, ex aluna da Escola Secundária de Gondomar, nasceu no ano de 1987 e é natural do Porto.
Mestre em Psicologia Clínica e da
Saúde pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do
Porto.
Começou a escrever poesia com onze
anos de idade e, com treze anos, escreveu o seu primeiro livro, intitulado “Camomilas”, um romance infantojuvenil que publicou aos
dezoito anos, cuja edição recebeu o patrocínio do Ministério da Cultura e do
Instituto Português do Livro e das Bibliotecas. “O meu
amigo Luzinha” é o seu primeiro livro infantil, uma coletânea das reflexões
pessoais da sua filha Leonor (na altura com 7 anos de idade) que a levaram a
escrever uma história profunda e tocante sobre mantermos viva a nossa criança
interior e com ela a luz nos nossos corações.
A convite das Bibliotecas Escolares do AEG1, a escritora deslocar-se-á pelas escolas do Agrupamento para conversar com os alunos sobre a sua experiência como escritora, motivações e fontes de inspiração...
Pretende-se proporcionar um momento inspirador e motivador da escrita.
Hoje o ex-futebolista Tarantini (Ricardo Monteiro) esteve presente no AEG1 para apresentar o seu livro "Caçador de Sonhos".
Na EBJFS, o auditório esteve cheio de alunos que escutaram com muita atenção o testemunho de vida de Tarantini. Considera-se um caçador de sonhos, tendo salientado três palavras estruturantes ao seu percurso: Família, Escola e Futebol.
No final, os alunos colocaram questões muito pertinentes ao palestrante que respondeu com clareza e satisfez a curiosidade dos jovens. De seguida, decorreu a sessão de autógrafos.
Foi um momento motivador para, ao longo da vida, nunca desistirmos da conquista do nossos sonhos!
No próximo dia 13 de dezembro, o ex-futebolista português Tarantini (Ricardo Monteiro) vem ao AEG1 para estar presente em duas sessões: uma na ESG e uma na EBJFS.
Há a possibilidade de adquirir o livro "O Caçador de Sonhos" da autoria de Tarantini e com prefácio de Catarina Furtado, pelo preço de 11 euros (os interessados deverão falar com a diretora de turma ou professora bibliotecária).
“Como eu gostava de jogar à bola a sério e alcançar as estrelas!”
Aposto que já te passou pela cabeça uma frase destas ou algo parecido.
Chamo-me Tarantini e, como tu, tinha um sonho desde criança, que consegui realizar, com muito esforço e sacrifício – meu e dos que me são mais próximos. Mas, também, com muita esperança, fé nas minhas capacidades e a noção de que nada se consegue sem muito, mas muito trabalho!
Esta é a minha história. O livro que gostaria de ter lido com a tua idade. Quis escrevê-lo especialmente para TI, que sonhas e não desistes; e para TI que, por vezes sentes que não és capaz.
Porque, afinal, os sonhos não são mais do que o pontapé de saída para uma vida vivida a fundo. Força! (Sinopse wook)
Em dezembro de 2021, Maria Dolores Garrido lançou o seu terceiro livro "As Fadas do Bosque das Cores e das Estórias", com ilustração de Cristina Pinto.
Na semana passada (11 de fevereiro), a autora esteve presente na iniciativa a decorrer no AEG1 "Quintas de leitura" e presenteou-nos com a leitura de um excerto do livro, numa Live no Facebook das bibliotecas escolares: Escola Básica de Jovim e Foz do Sousa e Escola Secundária de Gondomar
Os interessados em adquirir o livro, poderá dirigir-se à biblioteca escolar.
Cumprindo a calendarização da iniciativa, hoje decorreram as sessões com as escritoras Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada. No entanto, nas sessões só marcou presença a escritora Isabel Alçada.
Em jeito de introdução, Isabel Alçada apresentou alguns exemplares das coleções das autoras permitindo focar os alunos e (re)lembrar leituras efetuadas. De seguida, a oradora desafiou os alunos a colocar questões e ou fazer comentários criando-se momentos de efetiva partilha e encorajadores da leitura e da escrita.
O feedback dos diferentes intervenientes foi bastante positivo, inclusive da escritora.
Na próxima sexta-feira, decorrerão duas sessões online com as escritoras Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada.
A sessão agendada para as 9,30h, é dirigida aos alunos do 4.º ano de escolaridade e 2.º Ciclo do Ensino Básico.
A sessão agendada para as 10,30h, é dirigida aos alunos do 3.º Ciclo do Ensino Básico.
Os alunos têm a possibilidade de aquisição de livros das escritoras com o desconto de 20%, devendo manifestar esse interesse no documento distribuído para o efeito (até dia 13 de janeiro).
Para saber mais sobre as escritoras, as coleções, ... poderá clicar aqui.
quinta-feira, 17 de junho de 2021
No passado dia 11 de junho de 2021, faleceu o escritor António Torrado.
António Torrado (Lisboa, 21 de novembro de 1939 – Lisboa, 11 de junho de 2021) nasceu em Lisboa, mas com raízes familiares na Beira Baixa. Foi poeta, ficcionista, dramaturgo, autor de obras de pedagogia e de investigação pediográfica, por excelência um contador de histórias, estando muitos dos seus livros e contos traduzidos em várias línguas. Foi jornalista, editor, professor, produtor principal e chefe do Departamento de Programas Infantis da RTP. A sua bibliografia regista atualmente mais de 120 títulos, onde sobressai a produção literária para crianças, contemplada em 1988, com o Grande Prémio Calouste Gulbenkian de Literatura para Crianças. Livros seus foram, em 1974 e 1996, incluídos na Lista de Honra do IBBY - Internacional Board on Books for Young People. Segundo o crítico e investigador José António Gomes, "Torrado impôs-se como uma das figuras de maior relevo da nossa literatura do pós-25 de abril e dificilmente se encontrará hoje um autor que, de forma tão equilibrada, saiba dosear em livro o humor, a crítica e os sinais de um profundo conhecimento do imaginário infantil." (Sinopse da Wook).
De entre as suas obras, estão expostas na biblioteca escolar as que temos disponíveis para requisição.
Este ano festeja-se o 47.º aniversário do 25 de abril, sinónimo de liberdade e de democracia. No entanto, desde o início da pandemia a liberdade é, sem dúvida, um dos valores que temos sentido colocado em causa.
Pretendendo provocar a reflexão em torno da liberdade, por um lado, enquanto bem coletivo e, por outro, a sua importância no desenvolvimento individual, no autoconhecimento e na autodeterminação apresenta-se algumas sugestões de livros/álbuns.
Os Memoráveis, Lídia Jorge, Dom Quixote
"Transfiguradas, como se fossem figuras sobreviventes de um tempo já inalcançável, as personagens de Os Memoráveis tentam recriar o que foi a ilusão revolucionária, a desilusão de muitos dos participantes e o árduo caminho para uma Democracia." (retirado da sinopse wook)
O Ratinho e o muro vermelho, Britta Teckentrup, Edicare
"Uma história maravilhosa e inspiradora, sobre enfrentar os medos, descobrir a liberdade e abraçar a mudança, em nós e no mundo. Um livro com questões intemporais, essencial para todas as idades." (sinopse wook)
Abril o Peixe Vermelho, Marjolaine Leray. Orfeu Negro
"O Abril não gosta de se sentir como um peixe num aquário. É antes um peixe que gosta de reflectir sobre questões espinhosas." (sinopse wook)
Com 3 novelos (o mundo dá muitas voltas), Henriqueta Cristina e Yara Kono, Planeta Tangerina
"Em busca de um lugar mais livre onde todos os meninos possam ir à escola, uma família muda-se para outro país. No entanto, apesar de diferente, o país novo que a acolhe está longe de ser perfeito e, neste novo mundo cinzento, a falta liberdade sente-se em coisas tão simples como escolher a cor da camisola que se quer vestir pela manhã..." (sinopse wook)
Para mais informações sobre o 25 de abril acede ao flipboard.
José Saramago nasceu na aldeia de Azinhaga, província do Ribatejo, no dia 16 de Novembro de 1922, embora só tivesse sido registado no dia 18.
Saramago era filho de camponeses e foi viver para Lisboa quando tinha 2 anos de idade.
Sem capacidade financeira para estudar, Saramago estudou numa escola de ensino profissional onde aprendeu o ofício de serralheiro mecânico.
Não tinha livros em casa, mas os livros de Português abriram-lheas portas para a fruição literária.
Terminado o curso, trabalhou como mecânico numa oficina de reparação de automóveis. Por essa altura, também, começou a frequentar uma biblioteca pública de Lisboa. Foi aí, graças à sua curiosidade e vontade de aprender, que o gosto pela leitura se desenvolveu.
Ao longo da sua vida, teve diversas profissões. Trabalhou numa editora, onde exerceu funções de direcção literária e de produção. Colaborou como crítico literário na revista Seara Nova. Em 1972 e 1973 fez parte da redacção do jornal Diário de Lisboa, onde foi comentador político.
Pertenceu Direcção da Associação Portuguesa de Escritores e foi presidente da Assembleia Geral da Sociedade Portuguesa de Autores. Foi, também, director-adjunto do jornal Diário de Notícias.
A partir de 1976 passou a viver do seu trabalho literário, primeiro como tradutor, depois como autor.
Em 1998 recebeu o Nobel da Literatura.
José Saramago faleceu a 18 de Junho de 2010, há, exatamente, 10 anos.
No blogue Wookacontece, podemos conhecer 12 factos curiosos sobre este autor português.
Saramago escreveu um pequeno conto, "O Conto da Ilha Desconhecida", a história de um homem que foi bater à porta do rei e disse-lhe, Dá-me um barco. Pode ser lido aqui. Paulo Freixinho construiu as palavras cruzadas sobre o mesmo conto aqui.
"Há cerca de 10 anos, o autor Daniel Completo e a escritora Luísa Ducla Soares começaram um trabalho em parceria para a criação de audiolivros. Já fizeram 11 audiolivros, levando assim os seus poemas às bibliotecas, auditórios e escolas, ao longo do país, contribuindo para juntar alegria, festa e aprendizagem.
Devido à situação pandémica que se vive, os autores propõem-se agora fazer a apresentação online, em tempo real, do seu audiolivro "Quem dá Asas às Palavras" para a Rede de Bibliotecas Escolares, no dia 1 de Junho - Dia Mundial da Criança, pelas 16.30h. Este livro da autoria de Luísa Ducla Soares e Daniel Completo é ilustrado, na versão impressa, por João Vaz de Carvalho.
Trata-se de uma resposta às necessidades das populações e muito especialmente dos alunos que precisam de continuar o seu processo de aprendizagem e crescimento.
A apresentação será realizada através do Youtube, neste link.
Esta iniciativa assinala os 50 anos de vida literária da escritora Luísa Ducla Soares.
Embora comemorado de uma forma diferente daquela a que estamos habituados, esta data continua a ser A DATA, aquele dia em que celebramos a Liberdade de exprimir o pensamento, falar livremente, emitir a nossa opinião sem medo.
Sophia de Mello Breyner Andresen, melhor do que ninguém utilizou as palavras para falar da Revolução do Cravos.
25 de abril Esta é a madrugada que eu esperava O dia inicial inteiro e limpo Onde emergimos da noite e do silêncio E livres habitamos a substância do tempo
Revolução
Como casa limpa
Como chão varrido
Como porta aberta
Como puro início
Como tempo novo
Sem mancha nem vício
Como a voz do mar
Interior de um povo
Como página em branco
Onde o poema emerge
Como arquitectura
Do homem que ergue
Sua habitação
Porque devemos lembrar sempre o que aconteceu, o que foi o 25 de abril de 1974 vamos por aqui.
"Num tempo em que o tempo corre mais devagar, e o acesso à cultura, aos livros e aos outros se tornou mais difícil, a Livraria Lello disponibiliza gratuitamente uma série de títulos da sua The Collection para serem lidos online.
Clássicos da literatura intemporais, de autores de todas as geografias, nas suas edições originais, bem como versões traduzidas em alguns idiomas.
Livros para ler em 3 dias, outros mais demorados, que seguramente lhe tomarão um mês, livros para domingos à tarde preguiçosos e livros para ler aos seus filhos.
A Livraria Lello acredita que desta forma, rodeados de livros e das suas histórias, faremos o tempo passar mais depressa e com mais sentido."
Luís Sepúlveda nasceu no Chile e vivia em Espanha já há alguns anos. Era escritor, argumentista, cineasta, jornalista e ativista político e ambiental.
Escreveu obras que nos encantaram, obras maravilhosas de amor, amizade, respeito pela natureza, luta contar as injustiças deste mundo...
“O que nós queremos dos leitores é que eles gostem do que escrevemos. Que gostem da história.", dizia Luís Sepúlveda. Nós gostamos e lamentamos que não possa escrever mais histórias. Paulo Galindro ilustrou vários livros de Luís Sepúlveda e criou a ilustração acima como forma de homenagem ao seu amigo.
Recebemos, na nossa escola, o escritor João Manuel Ribeiro (JMR). Foi com entusiasmo que o fizemos, pois JMR é um escritor que tem uma vasta obra de literatura infantil e juvenil,que tanto escreve em prosa como em verso. É, no entanto, na poesia que gosta de se perder, jogando com os sons, com o ritmo e musicalidade das palavras, inventando novos vocábulos. Diz o escritor que a poesia tem o máximo de conteúdo num mínimo de forma, ou seja, é possível em poucas palavras dizer muito e esta é uma das razões da sua preferência pela poesia.
Também a tradição oral serve de base a muitos dos poemas que escreve, estando nestes textos a memória do seu avô que lhe "encheu a cabeça de histórias" e a quem deve muito do que é hoje. JMR "cresceu com a fantasia que o avô lhe pôs na cabeça". Assim, as suas obras para crianças são um testemunho dessa fantasia que o avô lhe deu.
Diz, ainda, JMR que não quer deixar morrer a infância em si e por isso escreve para crianças.
JMR estabelece com os alunos uma relação de empatia que os agarra do princípio ao fim de cada sessão. É tão bom ver meninos e meninas portarem-se como adultos!! Foi, exatamente, o que aconteceu nestes dois dias em que as turmas questionaram o escritor, ouviram atentamente e participaram ativamente nas atividades propostas por JMR.
É, pois, com o coração cheio que faço este relato da visita do escritor João Manuel Ribeiro.
Obrigada pela sua presença! Desejamos o maior sucesso nos seus trabalhos e volte sempre! As portas da nossa escola estão sempre abertas!
A visita de João Manuel Ribeiro marcará o início da Semana da Leitura. Poeta, escritor, editor e investigador, João Manuel Ribeiro, tem uma vasta obra literária. Ultimamente, tem-se dedicado à poesia para crianças, revelando uma capacidade ímpar de jogar com as palavras, tornando os seus poemas uma brincadeira, são poemas para "brincalhar".
Não posso deixar de falar da Revista de Literatura Infantil e Juvenil "A Casa do João" que vai, já, no número 10 e a que o blogue da Biblioteca tem sempre feito referência.
A sua página é rica em informação sobre a sua vida e obra. Para conhecer melhor é só ir por aqui.
João Manuel Ribeiro vem apresentar algumas das suas obras.
"“Cantilenas Loucas, Orelhas Roucas” recria a temática e as formas da poesia tradicional, com especial acento na fonética, no ritmo e na melodia, a par do vertente lúdica da própria língua, resvalando muitas vezes para o aparente sem-sentido, que cativa, seduz e possibilita um (re)encontro feliz com a cultura e a poesia. Este é um livro para cantarolar às crianças, tanto e a tal ponto, que as suas orelhas fiquem roucas de encantamento e prazer."
"“Alfabeto de Adivinhas” combina o alfabeto com as adivinhas, despertando a curiosidade dos pequenos leitores e jogando com as suas expectativas e diferentes possibilidades de interpretação. Cada uma das 26 adivinhas, sob a forma de quadra, e cuja solução começa com uma letra do alfabeto, refere-se a um objeto que a ilustração ajuda a identificar, fornecendo também pistas falsas, pondo assim à prova a atenção dos leitores.
Brincar e desafiar os pequenos leitores é o propósito deste Alfabeto de Adivinhas!"
""O Fantasma Finuras, um fantasma muito especial, vive no Solar das Laranjeiras há cerca de duzentos anos.
Está cansado de morar sozinho num velho armário da cave.
Precisa de amigos e, por isso, decide aparecer aos primos Ana, Gabriel, Cristina, Jonas e Afonso, cada um com as suas manias.
Os primos, espicaçados pela tia Aurora, a maluquinha da família, descobrem e aceitam o Fantasma Finuras como um amigo invisível que só eles veem.
Um fantasma diferente!
Um fantasma que os conduzirá por muitas e variadas aventuras – as aventuras do Fantasma Finuras!"
Raquel Patriarca foi a escritora com quem conversaram, no dia 11 de dezembro, os alunos de 5º e 6º Anos.
Raquel Patriarca nasceu em 1974 em Benguela.
É bibliotecária e colecionadora de marcadores de
livros, escritora e contadora de histórias.
Gosta de
gatos, pijamas felpudos e de leite com chocolate.
Vive no Porto numa casa cheia de livros e
brinquedos, com uma magnólia no jardim
Quando era criança não gostava muito de livros.
Achava que ler era um desperdício de tempo havendo muros para saltar, árvores
para subir e grilos para apanhar e guardar em gaiolinhas de plástico.
Hoje, já adulta, parece-lhe um desperdício o tempo
que não está a ler e sente-se angustiada quando penso que ainda não li todos os
clássicos que queria.
Se fosse um animal seria um ornitorrinco porque é um animal
estranho porque parece uma espécie de ursito e tem cauda de castor e um enorme
bico de pato.
É uma animal que é uma mistura de vários animais,
de várias coisas.
Um pouco como a Raquel que é historiadora pelo menos na perna esquerda e
nos cotovelos.
A Bibliotecária deve ocupar parte do tronco.
A cabeça e as pontas dos dedos brincam com as
palavras e contam histórias.
"Consulte aqui informação relevante sobre Autores portugueses e estrangeiros. Para tal, clique no nome do autor e a informação abrirá numa nova janela.
Uma vez que o Índice está em formato .pdf, é pesquisável. Para poupar tempo, pesquise pelo nome do autor que pretende encontrar: para tal clique com o rato no .pdf e prima CMD+F no Mac e CTRL+F no Windows.
Esta lista permanece em atualização permanente, no que respeita a estes Autores e a outros a incluir."
Para que os seus pulsos tivessem um quebrar de caule
Para que os seus olhos fossem tão frontais e limpos
Para que a sua espinha fosse tão direita
E ela usasse a cabeça tão erguida
Com uma tão simples claridade sobre a testa
Foram necessárias sucessivas gerações de escravos
De corpo dobrado e grossas mãos pacientes
Servindo sucessivas gerações de príncipes
Ainda um pouco toscos e grosseiros
Ávidos cruéis e fraudulentos
Foi um imenso desperdiçar de gente
Para que ela fosse aquela perfeição
Solitária exilada sem destino
Sophia de Mello Breyner Andresen
"Sophia de Mello Breyner Andresen nasceu a 6 de novembro 1919 no Porto, onde passou a infância. Em 1939-1940 estudou Filologia Clássica na Universidade de Lisboa. Publicou os primeiros versos em 1940, nos Cadernos de Poesia. Na sequência do seu casamento com o jornalista, político e advogado Francisco Sousa Tavares, em 1946, passou a viver em Lisboa. Foi mãe de cinco filhos, para quem começou a escrever contos infantis. Além da literatura infantil, Sophia escreveu também contos, artigos, ensaios e teatro. Traduziu Eurípedes, Shakespeare, Claudel, Dante e, para o francês, alguns poetas portugueses.
Em termos cívicos, a escritora caracterizou-se por uma atitude interventiva, tendo denunciado ativamente o regime salazarista e os seus seguidores. Apoiou a candidatura do general Humberto Delgado e fez parte dos movimentos católicos contra o antigo regime, tendo sido um dos subscritores da "Carta dos 101 Católicos" contra a guerra colonial e o apoio da Igreja Católica à política de Salazar. Foi ainda fundadora e membro da Comissão Nacional de Apoio aos Presos Políticos. Após o 25 de Abril, foi eleita para a Assembleia Constituinte, em 1975, pelo círculo do Porto, numa lista do Partido Socialista. Foi também público o seu apoio à independência de Timor-Leste, consagrada em 2002.
A sua obra está traduzida em várias línguas e foi várias vezes premiada, tendo recebido, entre outros, o Prémio Camões 1999, o Prémio Poesia Max Jacob 2001 e o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana – a primeira vez que um português venceu este prestigiado galardão. Com uma linguagem poética quase transparente e íntima, ao mesmo tempo ancorada nos antigos mitos clássicos, Sophia evoca nos seus versos os objetos, as coisas, os seres, os tempos, os mares, os dias.
Faleceu a 2 de julho de 2004, em Lisboa. Dez anos depois, em 2014, foram-lhe concedidas honras de Estado e os seus restos mortais foram trasladados para o Panteão Nacional."
Recorrendo ao espólio pessoal da autora, a imagens atuais de locais onde viveu ou que lhe foram queridos e a imagens de arquivo de televisão e cinema e, ainda, utilizando partes da sua prosa e da sua poesia, sempre com testemunhos na primeira pessoa, do Porto a Lisboa, da Granja a Lagos, do mar Atlântico ao Mediterrâneo, da Grécia ao 25 de Abril, as paixões e deceções de uma vida e obra dedicadas à busca pelo real, pela liberdade e pela justiça.
Para ver mais vídeos acerca de Sophia de Mello Breyner Andresen, clicar aqui. Bibliografia de Sophia aqui. Poemas lidos por Sophia na Biblioteca Nacional
A Árvore de Sophia Mello Breyner Andresen (homenagem)
A Noite de Natal
A Fada Oriana
Paulo Freixinho, cruciverbalista, construiu palavras cruzadas sobre algumas das obras de Sophia, às quais se pode aceder aqui. "Porque" - Francisco Fanhais (poema - Sofia Mello Breyner )