segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Novidades de fevereiro 2

"Três com Tango é a história verdadeira de um invulgar casal de pinguins-de- -barbicha, ao qual o tratador do Zoo do Central Park em Nova Iorque, Rob Gramzay, deu a oportunidade de ter um filhote, colocando um ovo no seu ninho, depois de observar as suas tentativas infrutíferas de chocar uma pedra. Assim nasceu Tango, que foi o primeiro pinguim-fêmea a ter dois pais. Esta obra de estreia de Justin Richardson e Peter Parnell, ilustrada por Henry Cole, foi um êxito e, desde a sua publicação em 2005, já arrecadou vários prémios; para além de também ter sido censurada pelo setor conservador da sociedade americana, contrário aos novos modelos de família."

"Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o 3.º Ciclo, destinado a leitura autónoma.

No Beco das Sardinheiras tudo pode acontecer. O que está em cima é igual ao que está em baixo, o que é estreito pode ser largo, o que é pequeno é grande também. É uma permanente alegria - olhem os desenhos de Pierre Pratt - de uma rua em festa que entende que nunca, mas nunca, se deve confundir género humano com Manuel Germano."


Ler um pouco aqui.


"Para o Capitão Alforreca a Liberdade é um bem fundamental. Por isso ele não hesita em libertar os pobres escravos do porão do navio do terrível Conde Melango! Depois vai levar o rei Garra de Leão e o seu povo à Costa da Guiné, de regresso às suas terras africanas. Quanto a Melango, castiga-o, deixando-o na Ilha Selvagem, onde se diz que está escondido o tesouro doutro pirata, o Capitão Kidd, mas... o tesouro nunca apareceu!

Entretanto, o Capitão Alforreca conta como salvou a sua vida num combate naval, nadando agarrado a um tambor! A sua vida está recheada de aventuras e ele, pelos vistos, esta disposto a contá-las!

Como se não bastasse, os piratas do Capitão Alforreca, como se pode ver nesta sua primeira aventura, são também muito especiais! E é este o livro em que os podemos conhecer! Haverá mais!"

Ler um pouco aqui.

"A cotovia tinha um sonho: conhecer o mundo. Um dia encheu-se de coragem e partiu. Nessa sua longa viagem conheceu muitas crianças e descobriu que, tal como os animais, as pessoas também migram. E migram por tantos, tantos motivos! Queres saber por que migram as pessoas? Então acompanha a Cotovia da Europa à África, da América ao Médio Oriente… e conhece o Dário, a Rubina, a Catarina… e muitas outras personagens que te vão ensinar que, mais importante do que os lugares, é a coragem e a vida."

Ler um pouco aqui.

"Quando o sol desperta, OBAX percorre a savana africana com a sua imaginação. Ela conhece girafas e outros animais selvagens, mas o seu passatempo preferido é contar histórias! Algumas delas são tão incríveis que mais parecem um sonho!"

Para ouvir contar a história, ir por aqui.

"Plano Nacional de Leitura

Livro recomendado para Educação Pré-Escolar, destinado a leitura em voz alta.


- Pai, pai, conta-me uma história.
- Era uma vez um jacaré que só tinha um pé.
- A do jacaré não, quero a do cão
- A do cão não sei.

Começa assim esta história de uma criança que pede ao pai que lhe conte a história de um cão. Mas ele não sabe histórias de cães e por isso começa a propor outras em que entram animais como o leão, o porco, a galinha ou o burro. Destas histórias que o pai inicia nasce, no final, uma história que tem como protagonista um cão. Há, neste livro, portanto, duas histórias: a do pai e do filho que dialogam um com o outro à procura de uma história, e a história dos vários animais que o pai, sempre com humor e recorrendo à fórmula "Era uma vez", apresenta ao filho.

É uma história criativa e muito bem ilustrada por João Vaz de Carvalho, que reforça a relação pai/mãe/filho(a), estimula a memorização e constitui um convite quer à leitura ou à audição de boas histórias quer à escrita."

"Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para Educação Pré-Escolar, destinado a leitura em voz alta.

"Grisela", com texto de Anke de Vries e ilustrações de Willemien Min. é uma fábula atual sobre a importância de sermos nós próprios e de aceitarmos os nossos defeitos e virtudes. De facto, quando Grisela, a ratinha protagonista desta história, não gosta da cor cinzenta da sua pele e decide pintar-se de várias cores, também não é nem de vermelho, verde ou amarelo, nem com riscas, pintas ou flores, que consegue sentir-se melhor.
E o que a magoa e entristece ainda mais são os comentários trocistas dos animais com quem se vai cruzando, à medida que vai mudando de cor de pele, até que um repentino contratempo a faz atirar-se à agua, sendo então que…"



"Dez Meses de Histórias é o 2º título da coleção Pasta Mágica - Literatura.

Este livro reúne dez histórias em torno de um grupo de amigos que são alunos do 1º ciclo do Ensino Básico, uma por cada mês do ano letivo, de setembro a junho.

A Inês tem um segredo, a Ana nunca tem medo
O Celestino tem dias, o Tadeu faz tropelias
O Marco é do correio e o Pompeu não foi mas veio
Margarida é uma flor, Laranjinha é um amor
Ora juntos ora à vez, contam uma história por mês"

"Plano Nacional de Leitura

Livro recomendado para o 3º ano de escolaridade, destinado a leitura autónoma.

Este livro é o mais conhecido do escritor e ilustrador norte-americano Shel Silverstein. O clássico, escrito em 1964, comoveu gerações com a história de uma árvore e um menino. Com poucas palavras, Silverstein fala da relação entre o homem e a natureza, onde uma árvore oferece tudo a um menino, que a deixa de lado ao crescer, ao mesmo tempo que se torna num homem egoísta. Mas para agradar ao menino que ama, a generosidade desta árvore não tem fim - ainda que isto signifique a sua própria destruição.
Duas fortes qualidades aliam-se neste livro. O facto de abordar questões fundamentais como o tempo, a morte, a vida, a relação amorosa e de amizade, tudo o que nos posiciona face aos outros e a nós próprios, assim como a aposta ao nível estético, na sobriedade narrativa e ilustrativa, com o traço simples e preciso de Silverstein."

Ler um pouco aqui.

"Plano Nacional de Leitura

Livro recomendado para o 2º ano de escolaridade, destinado a leitura autónoma.

A vida de um ursinho e de um tigrezinho sofre uma reviravolta quando aparece a boiar no rio uma caixa proveniente do Panamá e que cheira a bananas. A partir desse momento, o Panamá torna-se no país dos seus sonhos e por isso decidem empreender uma longa viagem para lá chegar. Com uma panela vermelha, um anzol e um patotigre de brincar, iniciam uma caminhada ao longo da qual conhecerão um rato do campo, uma velha raposa, uma vaca, uma lebre, um ouriço-cacheiro e uma gralha.

Depois de uma primeira etapa em que a obra de Janosch manteve um tom de fundo político associado ao contexto histórico da época, seguiu-se uma outra após a publicação, em 1978, de "Oh, que lindo que é o Panamá", e a partir da qual histórias como esta, protagonizadas por animais humanizados, punham em destaque o valor da amizade. O Panamá é o locus amoenus muito particular do tigre e do urso, e a sua viagem idílica em busca desse lugar está relacionada com a maturidade pessoal, a aventura quotidiana e a descoberta de novas emoções.

Com umas ilustrações alegres e coloridas, clássicas e planas, bem ao estilo infantil, esta intimista narrativa de Janosch, atravessada por um rasgo sentimental de inocência e optimismo, destila humor, e culmina num final inesperado que excede as expectativas das próprias personagens."

"Plano Nacional de Leitura

Livro recomendado para o 2º ano de escolaridade, destinado a leitura orientada.

Era uma vez uma princesa fadada por três fadas, como mandava a tradição. 
Certo dia, o inesperado aconteceu… 
Às vezes, o azar pode atravessar-se no nosso caminho e condicionar a nossa vida. 
Mas tudo tem remédio. Com coragem e determinação, é possível transformar uma maldição em bênção e ser feliz, fazendo também felizes os que estão à nossa volta."

Espreitar o livro aqui ou aqui.

"Que impacto pode ter um pequeno gesto de coragem? O suficiente para fazer ruir, de uma só penada, séculos e séculos de racismo institucional, segreda-nos o avô imaginado pelo autor, à medida que nos conta - a nós e ao neto - a história verídica de Rosa Parks: a mulher de meia-idade que transformou um país inteiro só por não ter cedido o seu lugar no autocarro. Amparado pela beleza das ilustrações, cujas cores evocam a obra de Edward Hopper, o velho protagonista fala-nos de um tempo, não tão longínquo quanto se julga, em que negros e brancos não podiam partilhar os mesmos espaços públicos, arbitrariedade que o exemplo de Rosa, de Rosa Parks, soube derrotar."

"Plano Nacional de Leitura

Livro recomendado para o 7º ano de escolaridade, destinado a leitura orientada.

Em registo de romance epistolar, a Autora conduz-nos ao mundo do bullying, no feminino. A história perpassa os problemas de uma jovem de 14 anos, a Beatriz, que vive atormentada pelas constantes agressões de um grupo de três colegas da sua escola que, a cada dia que passa, vão transformando a sua vida num autêntico pesadelo que gera o pânico. Beatriz vê-se impotente e recorre ao seu pai, escrevendo-lhe. Porém, só consegue fazer-lhe chegar a última carta…"

"Uma história sobre a perda e a coragem de reconstruir a vida, seguindo em frente.
Crescer é um desafio enorme. Mas às vezes é difícil decidir que caminho devemos seguir. A Escolha É Minha é uma coleção sobre as opções que tens de tomar todos os dias com histórias de vida contadas por jovens como tu. Esta história, Reconstruir os Dias, podia bem ser a tua ou quem sabe a de alguém que conheces.
Filipe, Gustavo e Domingos - três gerações, a mesma perda. Num momento em que a vida parece deixar de fazer sentido, e a saudade se torna quase insuportável, filho, pai e avô começam a reconstruir o que pensavam já não ser possível após a morte de Rosarinho: os dias.
Três ajudantes um pouco improváveis tomam parte ativa nessa reconstrução: Mercedes, uma cadela adorável; Aparício, que,
além do nome pouco comum, tem uma história que lhe permite saber exatamente o que sentem aqueles três; e um besouro, que, por não saber que não era suposto voar, voa sem receio.
Na amizade, na entreajuda e no respeito pela individualidade, reconstroem-se então os dias, um por um."
Espreitar o livro aqui.

"Crescer é um desafio enorme. Às vezes, é difícil decidir que caminho devemos seguir. A Escolha É Minha é uma coleção sobre as opções que tens de tomar todos os dias com histórias de vida contadas por jovens tais como tu.


Está nas Tuas Mãos é uma história que bem podia ser a tua ou, quem sabe, a de alguém que conheces.

Guilherme não consegue entender, está assustado. E a razão não é para menos: saber que tem uma doença crónica parece-lhe a pior notícia possível. A família, os amigos e os professores interrogam-se sobre as consequências para o quotidiano e para o futuro de Guilherme.

Todos têm de aprender a lidar com este problema, mas a doutora Cristina, uma médica fantástica, vai ajudá-los a conhecer a doença e as formas de agir para diminuir as dores, as lesões e o desânimo. A força da amizade e do amor vai transformar por completo a vida de Guilherme, tornando-o feliz e realizado. 

Vem daí e descobre a importância de nunca desistir!"

Começar a ler aqui.

"Plano Nacional de Leitura

Livro recomendado para o 3º ciclo, destinado a leitura autónoma.


A crueldade feminina fascina os homens. Amar uma mulher sem veneno é como jogar à roleta-russa com uma pistola fulminante. A obscura força que leva um sujeito a lançar-se da Pedra da Gávea, no Rio de Janeiro, preso a uma frágil lona (um parapente ou um asa-delta), em direção ao imenso abismo azul, aos prédios aguçados, às areias luminosas da praia do Pepino, é a mesma que o precipita, indefeso e nu, para os braços de uma mulher. 


Quando o louva-a-deus encontra a sua deusa e esta lhe diz vem, vou-te comer, o infeliz sabe que aquilo não é uma metáfora. Mesmo assim, seguro de que depois do amor será servido ao jantar, o louva-a-deus persigna-se e vai. É o que nós fazemos - homens e mulheres -, à procura do amor, em fuga do amor, desencontrados."

Começar a ler aqui.

SINOPSE
"Um terrível acidente num estaleiro faz com que Edgar Freemantle perca o braço direito e fique profundamente afectado, quer na memória, quer no espírito. Quando inicia a penosa convalescença, o sentimento que o domina é a raiva. O casamento, do qual tem duas filhas maravilhosas, chega bruscamente ao fim. Pensa no suicídio. O doutor Kamen, amigo e psicólogo, sugere uma «cura geográfica», uma vida nova num lugar distante e do negócio da construção imobiliária em que Edgar acabou por se impor a partir do nada. 

Edgar vai viver para uma casa alugada em Duma Key, uma ilha meio selvagem e de uma beleza fascinante, ao largo da costa da Florida. O ocaso sobre o Golfo do México e o murmúrio das conchas fazem-no vibrar, e Edgar sente a necessidade de desenhar. Trava conhecimento com Wireman, um homem que, tal como ele, também sofreu muito e se mostra relutante a expor as suas feridas, e com Elizabeth Eastlake, uma senhora idosa e doente cujas origens se encontram indissoluvelmente associadas a Duma Key. Edgar pinta, por vezes arrebatadamente, e o talento que revela tem tanto de fascinante como de perigoso. Alguns dos seus quadros estão imbuídos de um poder impossível de controlar. Quando o passado de Elizabeth vem a lume e se revelam os fantasmas da sua infância, o seu poder de destruição é devastador."
CRÍTICAS DE IMPRENSA
"«O nome de Stephen King ficará para sempre associado à literatura e ao cinema de horror: no imaginário colectivo, evoca o papão, neblinas assassinas, poderes piroquinéticos descontrolados. Mas quem o lê sabe que para além dos aspectos viscerais das suas obras se encontra uma das mais profundas e inteligentes cartografias da psique humana da segunda metade do século XX. E este “A Maldição” (…) desbrava recantos ainda por explorar do processo da perda de memória, da perda de capacidades, do envelhecimento e da forma como elas afectam a frágil ponte entre o mundo real e a nossa percepção dele. (…) 

Tal como os livros que King escreveu depois de quase ter sido morto num atropelamento em 1999, o horror da incapacidade física e do envelhecimento dominam aqueles outros horrores sobrenaturais, também presentes, mas utilizados agora de forma mais contida e, talvez por isso, tremendamente eficaz. Um livro que assombra o leitor, que o puxa para o interior da narrativa com o mesmo ímpeto dos ventos e das marés que empurram o horror sobre Duma Key. E há-de cuspi-lo, irreconhecível.»

In Os Meus Livros"



quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Dia da Internet Segura - Sessões com a GNR





Neste dia, os agentes Damião e Vieira, estiveram na nossa escola para falar dos perigos da Internet aos alunos de 5º e 6º Anos.
Temas como jogos violentos, partilha de dados, passwords, perigos dos jogos online, bullying foram abordados com os alunos.
Nunca é demais falar sobre estes assuntos com crianças que consideram a internet como uma caminho fácil e sem perigos!!

Para informações sobre a segurança no uso da Internet, clicar aqui.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Password




"A forma irrefletida como por vezes partilhamos dados pessoais é mostrado neste vídeo entre neto e avô. Coisas tão importantes como a password que não devemos partilhar com ninguém são um exemplo do que nunca se deve fazer no mundo virtual."


Dia da Internet Segura


Neste dia da Internet Segura, apresentamos algumas sugestões de temas pertinentes sobre a segurança na Internet para trabalhar com os alunos.






No Canal do Projeto Centro Internet Segura podemos visionar pequenos vídeos sobre temas sobre a segurança na Internet, como "Como se apaga isto", "Já sonho com jogos", "Qual é a palavra passe?" que alerta as crianças para alguns aspetos do uso da net. É só ir por aqui e por aqui ou clicar sobre as duas imagens acima.

Boa viagem!

Lembro que esta página ou esta estão sempre à disposição para trabalhar estes temas.
No blogue, há outros recursos para utilizar na sala de aula. É só ir por aqui.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

A Casa do João nº 6


Saiu o nº6 da revista de Literatura Infantil e Juvenil dirigida a crianças, pais, educadores e professores, da responsabilidade do escritor João Manuel Ribeiro, "A Casa do João". Ela pode ser lida  e/ou descarregada aqui.

Os temas deste trimestre são:

EDITORIAL
Pelo sonho é que vamos!

UMA HISTÓRIA POR DIA DÁ SAÚDE E ALEGRIA!

GALERIA: QUEM É QUEM
Maria Rosa Colaço: Escritora,
jornalista, pedagoga…

FOMOS VER
Entrevista a Sara Barão Nobre

UAU
- A Nuvem vitória
- Plano Nacional de Cinema
- Educação Financeira

OS NOSSOS PARCEIROS
O Centro Unesco de Amarante

LEMOS, GOSTÁMOS E…RECOMENDAMOS!

APROVEITA E EXPLORA
Dicas de escrita

A PALAVRA É TUA
Pequenos grandes escritores

PARA BRINCALHARES

PARTICIPA NISTO
Passatempo

SAIU NA IMPRENSA

NOTÍCIAS


As outras revistas podem ser lidas seguindo por aqui.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

A viagem de Malak, em fuga da guerra na Síria

(Clicar sobre a imagem para aceder ao vídeo)

"A travessia do mediterrâneo por Malak, uma criança Síria com 7 anos em fuga da guerra, é recriada neste pequeno filme que recupera os medos e os perigos da viagem.

A UNICEF é um órgão das Nações Unidas que tem por missão defender e promover os direitos da criança e criar condições duradouras para o seu desenvolvimento.
Nascido no pós-guerra, em dezembro de 1946, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF, em inglês) rege-se pela Convenção sobre os Direitos da Criança. Este acordo reconhece às crianças um conjunto de direitos para que possam viver, crescer, aprender num ambiente seguro e protector, e participar na vida em sociedade."

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Maratona de cartas



Mais uma vez, a Biblioteca se associou a esta iniciativa da Amnistia Internacional para ajudar defensores dos Direitos Humanos um pouco por todo o mundo.

"É o maior evento de ativismo da Amnistia Internacional e decorre todos os anos durante o último trimestre. 
Com a Maratona sensibilizamos para um conjunto de casos selecionados, o que poderá resultar numa melhoria das condições de vida para os defensores de direitos humanos." Isto é dito aqui. 

Este ano, as pessoas selecionadas são:



Atena Daemi – Irão

"Tal como tantas outras pessoas, Atena Daemi sonha com o fim da pena de morte no Irão. Criticou o recorde de execuções do país nas redes sociais, distribuiu panfletos e participou num protesto pacífico contra a execução de uma jovem mulher, entre outras ações.

Inacreditavelmente estas simples ações foram usadas como “provas” para a condenar a sete anos de prisão. O seu julgamento demorou apenas 15 minutos e, já na prisão, foi alvo de ataques violentos e degradantes. É mais um exemplo cruel de como o Irão silencia o ativismo pacífico. Atena Daemi deve ser libertada hoje!"


Geraldine Chácon – Venezuela

"Geraldine Chacón sempre quis defender outras pessoas. É por isso que ajuda a capacitar jovens a defenderem os seus direitos na sua cidade, Caracas. No entanto, foi reprimida pelas autoridades apenas por tentar fazer do seu país um lugar melhor para se viver.  Prenderam-na durante quatro meses e impediram-na de sair do país. O seu processo não foi fechado para que possa ser presa de novo, a qual momento, sem qualquer aviso. O caso de Geraldine deve ser encerrado para poder gozar de liberdade incondicional e continuar a agir em defesa dos direitos humanos."


Marielle Franco – Brasil

"Marielle Franco lutou destemidamente por um Rio de Janeiro mais justo. Lutou por mulheres negras, pessoas LGBTI, jovens e condenou as execuções ilegais cometidas pela polícia. Infelizmente foi silenciada, assassinada a tiro no seu carro. Uma ação que faz parte de uma tendência no Brasil, onde pelo menos 70 defensores de direitos humanos foram mortos em 2017. No Brasil, as pessoas que defendem os direitos humanos vivem com um medo permanente. Queremos justiça por Marielle Franco!"


Vitalina Koval – Ucrânia

"Vitalina Koval trabalha arduamente para defender os direitos LGBTI e os direitos das mulheres na sua cidade natal, Uzghorod, na Ucrânia. Foi violentamente atacada após organizar uma manifestação pacífica no Dia Internacional da Mulher em 2018. Os seus atacantes foram libertados poucas horas depois. Estes ataques fazem parte de uma ampla vaga de violência e intimidação por parte de grupos de extrema direita na Ucrânia. Mas Vitalina e outros defensores de direitos humanos não vão ceder ao medo e ao ódio, e nós estamos do lado deles. É urgente proteger Vitalina e todos os defensores de direitos LGBTI e direitos das mulheres na Ucrânia!"


Nonhle Mbuthuma – África do Sul

"Nonhle Mbuthuma lidera a luta da sua comunidade contra uma empresa mineira que quer explorar titânio na sua terra ancestral. Está a ser alvo de perseguições e ameaças, e sobreviveu a uma tentativa de assassinato. Alguém a quer muito silenciar, mas ela não vai desistir: “Quando me tiras a minha terra, tiras-me a minha identidade.” Nonhle Mbuthuma e a sua comunidade devem ser protegidas!"




quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Concurso Nacional de Leitura (1ª Fase)



Realizaram-se, no dia 11 de dezembro, as provas para a 1ª Fase do Concurso Nacional de Leitura.
Inscreveram-se 72 alunos, tendo sido selecionados para representar a nossa escola na 2ª Fase (fase municipal), os alunos:

Diogo Jorge Silva Marinho - 5ºD
Ana Sofia Sousa 6ºB
Ana Carolina Moreira 7ºB
Magda Leonor de Sousa 8ºC

O Agrupamento será, ainda, representado, no que ao 1º ciclo e secundário diz respeito, pelo alunos:
Gabriela Ferreira Ribeiro - 4.ano da EB de Jancido;
Martim Oliveira da Silva - 4.ano da EB Outeiro.
e
Nuno Monteiro Soares - ESG
Maria Inês Pereira - ESG


CONCURSO NACIONAL DE LEITURA
FASE MUNICIPAL
(Regulamento)

A 2.ª fase decorre entre 11 de janeiro e 25 de fevereiro de 2019.
Nesta fase municipal participam as escolas do Ensino Público e do Ensino Particular e Cooperativo (EEPC) do Continente, da Região Autónoma dos Açores e da Região Autónoma da Madeira, e é dirigida aos vencedores da fase
anterior.
A organização cabe a cada Biblioteca Municipal, em articulação com as escolas e os CIBE, que nomeia um júri a quem cabe selecionar as obras a concurso e apurar os vencedores em cada nível de ensino (1.º, 2.º e 3.º ciclos  
do ensino básico e ensino secundário) para competirem no momento seguinte,
não havendo lugar a suplentes.
No caso do EEPC, de acordo com o Decreto-Lei n.º 152, de 4 de novembro de
2013, que aprova o Estatuto do Ensino Particular e Cooperativo de nível não
superior, as escolas participantes devem contactar os responsáveis das Bibliotecas Municipais onde se localizam, para articularem com as decisões do júri nomeado para o efeito.
O número de vencedores é definido da seguinte forma:
- Bibliotecas de municípios que integrem Comunidades Intermunicipais/Áreas Metropolitanas até 10 municípios podem selecionar 4 vencedores em cada nível de ensino (1.º, 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e ensino secundário), num máximo de 16.- Bibliotecas de municípios que integrem Comunidades Intermunicipais/ Áreas Metropolitanas/ Regiões Autónomas com mais de 11 municípios podem selecionar 3 vencedores em cada nível de ensino (1.º, 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e ensino secundário), num máximo de 12.
O júri desta fase, referido nos parágrafos anteriores, deve ser constituído por 3 elementos: um representante da Biblioteca Municipal, um representante das Bibliotecas Escolares do concelho e um convidado de reconhecido mérito cultural.
Na rede de ensino básico e secundário do Camões, IP, o júri é constituído pelo
Coordenador de Ensino, um professor da rede EPE e um convidado de reconhecido mérito local (da comunidade local); nas Escolas Portuguesas no
Estrangeiro da Direção- -Geral de Administração Escolar/Direção de Serviços de Ensino e das Escolas Portuguesas no Estrangeiro (DGAE/DSEEPE), o júri é o mesmo da fase anterior. As provas nestas escolas realizam-se na Biblioteca Escolar e/ou em local a designar pelas entidades envolvidas.
As provas da 2.ª fase são elaboradas de modo descentralizado e com inteira autonomia, podendo apresentar modelos e estruturas diferentes entre si.
Até 25 de fevereiro, as Bibliotecas Municipais registam no SIPNL a lista das obras que foram lidas e dos alunos apurados para o momento seguinte, cujos nomes são publicamente divulgados pelo PNL no portal, até dia 6 de março de 2019.



segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

APRENDEMOS A LER QUANDO OUVIMOS OUTROS A LER!

APRENDEMOS A LER QUANDO OUVIMOS OUTROS A LER!

Quem o afirma é Aidan Chambers, escritor e pedagogo norte-americano, num livrinho intitulado Queres que te conte um conto? Um guia para narradores e contadores (edição em castelhano, de Banco del Libro, Venezuela). Aprendemos a ler, normalmente, do seguinte modo: primeiro, acompanhados por quem sabe ler e, depois, começamos gradualmente a ler autonomamente. O leitor é, por isso, um aprendiz e é-o efetivamente se estiver na «zona de desenvolvimento proximal», isto é, se estiver em contacto com a leitura. Assim, ler em voz alta para as crianças é essencial para ajudá-las a converter-se em leitores. E, segundo Aidan Chambers, «é um erro pensar que a leitura em voz alta é necessária apenas nas etapas iniciais». A leitura em voz alta é tão valiosa e aprender a ler é um processo tão demorado (e nunca acabado) que a leitura em voz alta é necessária durante toda a escolarização e, ousamos dizer, durante toda a vida. O ideal seria que cada pessoa escutasse um fragmento de literatura
todos os dias.

Este especialista apresenta mais cinco razões fundamentais (algumas coincidentes com as já apontadas) para ler em voz alta:

1 – A leitura em voz alta mostra-nos como o texto funciona. Cada vez que escutamos um conto, ou poema ou qualquer outro tipo de texto, adquirimos um exemplo mais de como a escrita funciona, isto é, como se estrutura e se organiza, e o que (ou como) temos de fazer «dominar» o texto. Descobrimos, ao ouvir, que tipo de texto está guardado na linguagem do texto.

2 – A leitura em voz alta faz com que o texto impresso ganhe vida por meio da interpretação. A escrita é, em certo sentido, um guião: com palavras que nos dizem como são as pessoas, o que sentem e como agem. A leitura em voz alta desperta a magia do texto e das personagens. A leitura em voz alta mostra como quem lê «convive» com as palavras e as personagens. Ou seja, a leitura em voz alta possibilita a aprendizagem de que o texto tem um «corpo» e uma «voz» que o leitor tem de «interpretar».

3 – A leitura em voz alta transforma o «difícil» em algo acessível. Quando as crianças são expostas a algo que não são ainda capazes de ler por si mesmas, estamos a ajudá-las a descobrir que vale a pena esforçar-se por ler autonomamente.

4 – A leitura em voz alta estimula a escolha, mostrando que se pode ler vários tipos de textos, de vários modos e com «estratégias» distintas. Pode ler-se uma história completa, seguida de discussão; pode fazer-se um programa de leitura de contos, poemas, inclusive para e em ocasiões especiais; pode ler-se um texto mais extenso ao longo de vários dias; pode ler-se a despropósito, sempre que seja adequado e/ou surja uma oportunidade; pode dramatizar-se
um texto, etc., etc.
5 – A leitura em voz alta oferece uma maneira de estar juntos. Além da dimensão social e afetiva, este tipo de leitura é importante para o processo de construção da identidade cultural, ainda que cada pessoa a assuma de modo distinto.
Neste início de ano letivo, pais e professores, não tenham dúvidas: leiam em voz alta, para si, para os seus filhos, para os seus familiares, para os seus alunos, para quem quer que seja, mas leiam…

Boas leituras! (JMR)

Texto retirado daqui.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Concurso Nacional de Leitura - 1ª Fase

Mais uma vez, damos início ao Concurso Nacional de Leitura. No próximo dia 11 de dezembro terão lugar as provas da 1ª Fase do CNL, prova realizada na escola.



"O PNL2027, com o propósito de dar a esta celebração da leitura e da escrita um caráter mais universal e significativo, articula-se com a Rede de Bibliotecas Escolares (RBE), com a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB), com o Camões - Instituto da Cooperação e da Língua (Camões, IP), com a Direção-Geral de Administração Escolar/Direção de Serviços de Ensino e das Escolas Portuguesas no Estrangeiro (DGAE/DSEEPE) e com a Rádio Televisão Portuguesa (RTP), responsável pela cobertura televisiva do evento.


A participação no concurso está aberta às escolas do Continente e das Regiões Autónomas dos Açores (RAA) e da Madeira (RAM), das redes pública e privada que a ele aderirem, através da inscrição de alunos de todos os ciclos de ensino – 1.º ciclo / 2.º ciclo / 3.º ciclo / ensino secundário. Está igualmente aberta aos alunos das Escolas Portuguesas no Estrangeiro (EPE) da área de influência da Direção-Geral de Administração Escolar/Direção de Serviços de Ensino e das Escolas Portuguesas no Estrangeiro (DGAE/DSEEPE) e aos alunos da rede de Ensino Português no Estrangeiro (EPE) do Camões - Instituto da Cooperação e da Língua (Camões, IP)."

Aconteceu a Feira do Livro

Como anualmente, a Feira do Livro aconteceu na Biblioteca da nossa escola. O convite seguiu, como todos os anos, via mail para a comunidade escolar.




quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Um sítio para ouvir histórias


Storyline Online é um sítio onde as histórias escorregam pelos nossos ouvidos e olhos! Atores e atrizes lêem histórias. Está provado que ler em voz alta para as crianças melhora a leitura, a escrita e desenvolve as capacidades de comunicação, pensamento lógico e concentração.
O sítio está disponível 24 horas para todos os que a ele acederem. Faça-lhe uma visita! Vai valer a pena.

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

As histórias fazem mal às crianças!

Neste início do ano, aqui fica um texto escrito e lido por Eduardo Sá. Foi apresentado no "10 de letra - jornadas literárias", que se realizou no Auditório Maestro Frederico de Freitas (SPAUTORES), no dia 19 de abril.
O texto pode ser lido aqui.


quarta-feira, 24 de outubro de 2018

A Casa do João nº 5


Saiu o nº5 da revista de Literatura Infantil e Juvenil dirigida a crianças, pais, educadores e professores, da responsabilidade do escritor João Manuel Ribeiro, "A Casa do João". Ela pode ser lida aqui ou descarregada aqui.

Os temas deste trimestre são:

EDITORIAL
Formar leitores, um trabalho de sempre

UMA HISTÓRIA POR DIA DÁ SAÚDE E ALEGRIA!

GALERIA: QUEM É QUEM
José de Lemos: escritor e ilustrador…

FOMOS VER
Entrevista a Bolota

UAU!
1 - ELF – Educação Literária Familiar
2 - “Makerspace BMI -Juntos fazemos!”
3 - Livraria Velhotes

OS NOSSOS PARCEIROS
A Orquestra Energia

LEMOS, GOSTÁMOS E… RECOMENDAMOS!

DOSSIER LEITURA
A leitura em voz alta

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terça-feira, 23 de outubro de 2018

Dia das Bibliotecas Escolares



O Plano Nacional de Leitura 2027 felicita as Bibliotecas Escolares portuguesas pelo seu trabalho diário de formação de leitores.

A biblioteca escolar destaca-se pela sua centralidade física e simbólica, constitui-se como um espaço físico e digital aberto, onde todos são bem-vindos, incrementando a ideia de uma cultura de leitura e escrita nas escolas.

Aprender a ler e ler para aprender são processos fundadores indissociáveis da ideia de educação. É necessário que na escola se leia de todas as maneiras, de forma autónoma e orientada, individualmente, a par e em grupo, em voz alta e silenciosamente, de forma extensiva e intensiva, sempre e em todo o lado, para aprender a manejar a informação de forma ética e crítica, estruturar o conhecimento, melhorar a aprendizagem e aumentar o sucesso educativo.

Com o objetivo de dar resposta a esta necessidade, o Plano Nacional de Leitura e as bibliotecas escolares juntam esforços para, colaborativamente, promoverem:

- a inclusão de períodos diários para a prática individual da leitura pelos alunos, com a iniciativa "10 minutos a ler";

- a gestão e o empréstimo às turmas de caixas com conjuntos de livros iguais para serem lidos sob a orientação do professor;

- a celebração de contratos de leitura autónoma com os alunos, tendo em conta as recomendações e as sugestões do Plano Nacional de Leitura 2027;

- o empréstimo e a circulação de livros entre a escola e a casa dos alunos para a leitura em familia;

- concursos, projetos, iniciativas várias que contribuem para fazer leitores.

1. É essencial que existam espaços, tempos e oportunidades nas escolas para estimular o prazer de ler. A aquisição de hábitos de leitura e do prazer de ler exige uma prática regular da leitura, o envolvimento emocional e a motivação pessoal dos leitores através de um exercício livre e voluntário. O acesso facilitado a um espaço de liberdade, de leitura independente, de iniciativas diversificadas de caráter informal concorre para estimular o prazer de ler e formar leitores para a vida. Sendo também um espaço para brincar e aprender de forma recreativa, a biblioteca escolar desenvolve, através dessa diversão em grupo, as capacidades intelectuais, linguísticas e socioafetivas dos alunos.

2. Hoje não basta saber ler. É necessário ler muito bem, independentemente do que lemos, das razões por que lemos, das linguagens, dos textos, dos meios, dos suportes e dos lugares físicos ou virtuais em que nos encontramos, e para isso é exigida uma competência muito sólida em leitura e escrita. Esta exigência de aquisição de uma nova competência leitora e de novas literacias implica repensar os ambientes e os modos de aprendizagem atuais. As bibliotecas escolares têm, neste contexto, um papel catalisador.

3. A biblioteca escolar é um espaço de leitura funcional e informativa, autónoma, onde se descobre e se sustenta o gosto pelo saber, onde é possível ler, investigar e usar de forma livre e com segurança todo o tipo de recursos, impressos e digitais, independentemente do seu formato e da forma de acesso, presencial ou online.

4. Como não só de literacia verbal se faz hoje a leitura, é também possível na biblioteca desenvolver muitas outras formas multissensoriais que se combinam cada vez mais com a palavra escrita e oral, dando lugar a uma nova multialfabetização ou transalfabetização que também a biblioteca deve acolher.

5. A escrita hoje, induzida por novos ambientes digitais e dispositivos móveis, faz-se maioritariamente em ecrãs, associando-se cada vez mais à oralidade e a outras linguagens e formas gráficas e visuais de comunicar, através do Facebook, do Youtube, do Instagram e de outras redes sociais. Por exemplo, como estratégia de motivação e pretexto para o exercício criativo da leitura e da escrita, pode recorrer-se às práticas correntes de escrita dos jovens em plataformas de Fanfic, grupos de leitura e escrita no GoodReads e Wattpad, produção de booktrailers, aplicações de storytelling, etc.

6. Hoje em dia, não só consumimos mas também produzimos informação. As bibliotecas são um espaço de produção e comunicação da imagem e da palavra, onde é possível aprender a trabalhar com tecnologias, plataformas e ferramentas digitais para a criação, a representação e a partilha da informação e do saber, independentemente da sua natureza, suporte ou formato.

7. A leitura é uma atividade social e as bibliotecas, um espaço público comunitário de encontro, empatia e inclusão, onde é possível socializarmo-nos e abrirmo-nos a outros olhares, realidades e modos de viver, ler e sentir.

8. As bibliotecas escolares são, igualmente, um espaço performativo de fruição estética e expressão cultural, onde se pode participar em atividades festivas, eventos artísticos e experiências vivas de leitura explorando a dimensão ostensiva, cénica e pragmática da leitura e dos textos

Aos professores bibliotecários, aos coordenadores interconcelhios, aos docentes e a todos aqueles que, todos os dias, constroem leitores nas e com as bibliotecas escolares, uma saudação especial no Dia das Bibliotecas Escolares.

Drª Teresa Calçada

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Biblioteca

Dia Biblioteca escolar 22 outubro 2018


"Um dos mal-entendidos que dominam a noção de biblioteca é o facto de se pensar que se vai à biblioteca pedir um livro cujo título se conhece. Na verdade acontece muitas vezes ir-se à biblioteca porque se quer um livro cujo título se conhece, mas a principal função da biblioteca, pelo menos a função da biblioteca da minha casa ou da de qualquer amigo que possamos ir visitar, é de descobrir livros de cuja existência não se suspeitava e que, todavia, se revelam extremamente importantes para nós.
A função ideal de uma biblioteca é de ser um pouco como a loja de um alfarrabista, algo onde se podem fazer verdadeiros achados, e esta função só pode ser permitida por meio do livre acesso aos corredores das estantes. 
Se a biblioteca é, como pretende Borges, um modelo do Universo, tentemos transformá-la num universo à medida do homem e, volto a recordar, à medida do homem quer também dizer alegre, com a possibilidade de se tomar um café, com a possibilidade de dois estudantes numa tarde se sentarem num maple e, não digo de se entregarem a um amplexo indecente, mas de consumarem parte do seu flirt na biblioteca, enquanto retiram ou voltam a pôr nas estantes alguns livros de interesse científico, isto é, uma biblioteca onde apeteça ir, e que se vá transformando gradualmente numa grande máquina de tempos livres"


Umberto Eco


pode ser lido clicando na imagem abaixo






terça-feira, 2 de outubro de 2018

Aos leitores


           Ler é um prazer. Mas só para alguns. Para quem cresceu entre livros, por exemplo, e conquistou, a cada página lida, o gosto pela leitura. Ao mesmo tempo, descobriu que cada livro guarda dentro outros mundos, outras pessoas, outros lugares, outros tempos, outras memórias, outras formas de ser, de estar, de sentir, de comunicar, de rir... E essa descoberta, intimamente ligada à preservação da capacidade de espanto que caracteriza a infância, terá sempre alimentado a vontade de continuar a ler. Por prazer, não por obrigação.

            Não é muito diferente do que acontece com outras atividades que preenchem o nosso quotidiano, como comer ou fazer exercício físico. Comer pode ser um prazer, para quem desde cedo aprendeu a distinguir o sabor dos alimentos; fazer exercício físico também pode ser um prazer, para quem cresceu a fazer cambalhotas e pinos, a jogar à bola e a correr atrás dos amigos. É certo que todas estas atividades, sendo à partida naturais, implicam depois uma decisão e uma prática. No caso da leitura, essa decisão e essa prática dependem, muitas vezes, de quem nos rodeia: das famílias, dos amigos, dos professores... Se quem nos rodeia tiver a capacidade de nos contaminar com boas leituras, leituras que alimentem a nossa curiosidade e estimulem a nossa imaginação, de certeza que cresceremos leitores.

            É também esse o momento em que se torna fundamental o papel do Plano Nacional de Leitura, fornecendo coordenadas para que a leitura se torne um prazer, isto é, sugerindo livros capazes de entusiasmar não apenas os que já são leitores, como aqueles que ainda não são. Funciona como um mapa, útil em qualquer viagem, sobretudo em viagens por territórios desconhecidos, e pode ser usado para orientar leitores de todas as gerações. Assim como para dar pistas para que as famílias e os professores saibam o que partilhar com os leitores mais novos, e até entre si.

            Essa troca — de professores com alunos, de famílias com professores, de pais com filhos — é essencial para formar leitores e para, no meio das dezenas de livros que são diariamente publicados em Portugal, distinguir os melhores. Só deste modo será possível criar uma rede em que os livros, escolhidos por especialistas, possam circular pelas mãos dos leitores, os que já o são e os que se tornarão. A leitura implica essa prática. E essa conquista.


sexta-feira, 21 de setembro de 2018

As falsas notícias bem explicadas!

(Clicar sobre a imagem para ver o vídeo)

As redes sociais são hoje pontos de passagem obrigatórios para campanhas de apoio a causas ou pessoas e para a divulgação de notícias, mas também é por elas que circulam todo o tipo de mentiras e manipulações. É o poder do "like" e da "partilha" para o melhor e para o pior.
Há muito que a internet e as redes sociais deixaram de ser apenas um local onde se podem trocar informações ou encontrar amigos.

As eleições presidencias americanas de 2016 ou o Brexit, a consulta popular que decidiu a saída do Reino Unido da União Europeia, podem ter sido alvo de manipulação através das redes sociais. Por ali terão circulado notícias fíctícias e perfis falsos com o objetivo de influenciar as decisões dos eleitores  utilizando o conhecimento recolhido pela sua actividade online.

A manipulação está a alcançar níveis de sofisticação nunca antes visto, que incluem a utilização de tecnologia que permite alterar os discursos em video."

Retirado daqui.

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

A importância da educação para os média

(Clicar sobre a imagem para ver o vídeo)
"Utilizar e decifrar os meios de comunicação social e compreender o funcionamento da internet e das redes sociais são objetivos da educação para os media. Esta área tem ganho importância porque parte importante da população produz e distribui conteúdos nas redes sociais e noutras plataformas digitais.
Os especialistas consideram que esta nova capacidade de produção e distribuição é uma das principais razões para a educação para os média assumir uma importância cada vez maior nos currículos escolares. Há mesmo quem defenda que devem ser ensinadas nas escolas noções básicas de jornalismo para que este cidadão produtor de notícias aprenda a separar factos de rumores e realidade de ficção.

Uma sólida educação para os média permite também ter noção do valor da informação, pois a qualidade tem um preço e nem sempre é possível produzir dados consistentes se não existirem formas de financiar esse trabalho. Por outro lado um público educado não deve ser olhado como uma ameaça para os meios de comunicação porque um cidadão crítico e exigente contribui  para melhorar a qualidade dos conteúdos."
Retirado daqui.